domingo, 28 de outubro de 2012

Paris, je t'aime!

    E aí galera, tudo bom? Essa semana tem Halloween e feriado, então vai ter posts, mas antes queria contar sobre ter realizado um dos meus sonhos: ir pra Paris. Sonhava ir pra lá desde quando comecei a estudar francês no CEFET e a prof. Maclóvia ficava mostrando e contando sobre Paris. Parecia muito legal. Só que não é. É muuito melhor...

   "Vamos pra Paris amanhã?" - Pedro me convidando pra passar o aniversário dele em Paris, as 23hrs do dia 27 de setembro. Eu como não tinha nada pra fazer no final de semana, sempre quis conhecer Paris e pude escolher o lugar onde ficar (porque se dependesse do Pedro, ia ser um hotel 5 estrelas na Champs-Elysées, é chic igual Brunete), acabei sendo convencido a ir.
    E foi a correria: e compra passagem e reserva hotel e arruma mochila e desarruma mochila e arruma de novo... e sai correndo pra estação porque senão vai perder o ônibus. E haaá: cheguei a tempo. Mas o Pedro não, então perdemos o ônibus.  Resultado: pegamos o trem pra Brussels-Noord. Do jeitinho brasileiro, acabamos pegando de graça né... E quem encontramos na estação, esperando por um Eurolines? Tia véia (também conhecida como Gabriela)! Só que ela ia pra Amsterdam (de novo, porque ela adorou o cheiro do lugar...). Apesar de na Bélgica praticamente nada atrasar, nosso ônibus saiu bem atrasadinho (depois fui descobrir que não tinha nada de belga o ônibus ou o motorista). O caminho pra Paris foi legal (tá, não foi tanto assim, mas era tudo novo pra mim). O Pedro ou dormiu, ou reclamou que não tinha espaço pras pernas ou ligou pra família e amigos dele pedindo pra dar parabéns, porque era aniversário dele hahaha.
    Pra variar, o Pedro socializou com umas garotas do ônibus e conseguimos informações sobre como pegar o metrô de Paris e irmos pro nosso hotel. Foi até susse de achar. Só chegamos lá, tomamos banho e fomos pro centro. Descemos na praça da Concórdia, que fica entre o museu do Louvre e o Arco do Triunfo. De lá fomos andando pela Champs-Elyséés e tava engraçado ver como o lugar dava êxtase ao Pedro (ele tava quase babando haha). Fome bateu, comemos uma pizza por ali ($$) e andamos até o Arco do Triunfo. É muito, muito, muito bonito toda essa parte. Claro que tiramos muitas fotos, é demais.

 Avenida Champs-Elysées

Arco do Triunfo

    Como a gente não queria pagar mais metrô, fomos andando do Arco até a praça do Trocadéro, de onde as pessoas tiram fotos da Torre Eiffel. Já era quase meia noite e tinha uma galera fazendo turismo lá (como a gente haha). Depois de tirar n fotos pro Pedro no iPad que foca na cara e não no fundo (Y), a gente andou até o Campo de Marte e sentamos lá para beber uma garrafa de vinho do porto, jogar conversa fora e curtir a visão da torre.

E eu que achava que a Torre Eiffel era um cliché parisense...

... me enganei feio, porque a visão era muito linda!

    Depois de mais de uma hora conversando e tomando vinho, a gente se deu conta que não tinha mais metrô e teríamos que voltar de taxi ($$) pro hotel. Até aí tudo bem, mas quando o Pedro bebeu o último gole da garrafa de vinho, uma estranha reação química começou a fazer efeito e as consequências foram... engraçadas. O Sr. Pedro ficou, como ele mesmo diz, doce. Estava bem alegrinho e eu lá, mó normal, venod o Sr. Pedro começar a ligar pra todo mundo que ele conhecia pra pedir parabéns, porque era aniversário dele ainda no Brasil. Enquanto isso, ele foi discutindo comigo o caminho pra voltar pro hotel e acabamos passando pela Champs-Elysées, Concórdia, Jardim das Tulherias até chegar no Louvre. Foi aí que descobrimos que era impossível pegar táxis em Paris. A gente tentou acenar, ir no ponto de taxi, ir em um lugar onde chamavam e nada. A solução foi andar  mesmo. E discutindo com o iPad do Pedro, porque ele fazia caminhos absurdos. Quando acabou a bateria do iPad e do celular do Pedro, pude fazer o meu caminho e chegamos no hotel. Eram 5 da manhã.
    Claro que acordamos bem tarde no outro dia, então resolvemos almoçar perto do hotel, o que não saiu barato, mas dei um chilique em francês (não lembro como) e consegui pagar o mesmo preço do prato do dia haha. Então nos dividimos: o Pedro foi pro salão do automóvel, ver coisas chiques e as tendências pros próximos anos (que pra mim, não fazem a menor diferença) e eu fui fazer o que queria fazer que era ir no Banco do Brasil em Paris. Decepção quando cheguei lá, porque descobri que não era uma agência como no Brasil que tem caixas e a parte da agência e como era sábado, estava fechado. O jeito foi fazer turismo mesmo. Andei até o Trocadéro, tirei mais umas fotos da Torre e tratei de pegar o metro pra Montmartre, pra igreja do Sagrado Coração. Sem noção. O lugar é muito bonito e a igreja é de tirar o fôlego.

Lindo mesmo, pena que não dá pra tirar foto dentro.

    Como tínhamos combinado de nos encontrar as 21h na Champs-Elysées, decidi ir andando por Paris até chegar no Sena de novo. Logo, conheci bastante as ruazinhas perto de Montmartre, igrejas, praças e tal. Passei pela Galeria Lafayette, que é o sonho de quintal do Pedro, mas passei reto até chegar na Ópera, onde tirei algumas fotos. Andando mais um pouco já tava no Ritz, na Concórdia e então no Jardim das Tulherias (nem achei Paris grande pra andar). O jardim é muito bonito. E o que mais invejava eram as pessoas sentadonas la na frente da fonte, curtindo a vida. Ô coisa boa... Do lado do jardim fica o Louvre, então aproveitei pra tirar mais umas fotos. Só não entrei, porque gastaria um dia inteiro no Louvre e não tinha esse tempo, daí andei até o Chatêlet pra tirar mais fotos.
    Do outro lado do Sena fica a catedral de Notre-Dame. Lembrou minha infância. Sempre quis ver a igreja. Mas tinha que pagar pra entrar e meu tempo tava ficando curto, daí não entrei =( . Dei uma apressada no passo, mas tirando mais fotos no anoitecer no rio Sena, até chegar na Champs-Elysées. O problema foi que o Pedro desceu na estação errada e não me avisou, então fiquei esperando la um tempo até ele mandar mensagem haha. Mais uma janta cara, mas o Pedro tava feliz. Dessa vez nada de vinho, pegamos o metrô pro hotel.
    O terceiro dia foi mais tranquilo. Tava um solzão do caramba, então sai de bermuda e camiseta do Brasil, mas o Pedro saiu de roupa térmica e calça (vai entender!). A gente queria fazer um city tour. Pra não perder muito tempo pensamos em tomar café perto do bus. Big mistake. Tudo é caro em Paris, não se iluda, mas pagar 9 euros num café da manhã, é de chorar. Enfim, foi bom, mas o city tour não agradou a gente, logo procuramos outro. O Pedro achou bom, eu achei caro. Além do mais, eu queria visitar só mais algumas coisas, então o custo-benefício era muito baixo. Resultado: o Pedro foi no busão e eu fui andar mais.
    Passei pela Sorbonne, chegando no Pantheon. Muito bonito também, todo o quarteirão, só que como tinha que pagar e eu já tinha gasto um monte com aquelas jantas, almoços e cafés da manhã, acabei não entrando, descendo a rua e chegando ao Jardim de Luxemburgo. Aqui sim eu gastei um tempão. É muito lindo. Demais, demais, demais. E ainda tinha uma orquestra tocando ao ar livre. Se pudesse passava o resto do dia lá, como aquelas pessoas de boa na lagoa...


    Jardim e Palácio de Luxemburgo

    Depois do jardim, andei mais, passando pela Torre de Montparnasse, que do topo dá pra você ver Paris inteira, chegando até o Museu da Armada (Les Invalides). Muito bacana lá, muito bonito, mas pra variar, tinha que pagar pra entrar. A única coisa que paguei foi meu almoço e uma torta de frutas vermelhas que tava ótima. Perto do museu já fica a Escola Militar, que fica na frente do Campo de Marte, que leva até a Torre Eiffel (de novo). O legal de Paris é que toda esquina tem algo turístico, algo legal, algo bonito... o que também faz a cidade ser cara como é. Mas voltando a torre, decidi ir de escadas porque era bem mais barato que de elevador. E pra quem subiu em Bruges e em Colônia, pensei, não ia ser difícil. Aham, vai nessa. Não é mesmo, mas pra mim, que tenho fobia a altura, foi uma tortura subir as escadas e olhando aquela estrutura metalica, toda vazada. Porém, valeu o sacrifício, a vista em cima da torre é linda demais, super recomendo.

Vista do Campo de Marte de cima da Torre Eiffel.

    Óbvio que fiquei um tempão lá na Torre, só que eu não sabia que não tem linhas decentes de metro por perto. Saí correndo até o Trocadéro pra tentar chegar no hotel. Foi tão corrido que o Pedro saiu com as malas do hotel em direção ao metrô, mas tinha esquecido da minha jaqueta e tivemos que voltar. Quase pensamos em pedir um taxi, mas ainda estávamos revoltados com a primeira noite. No final, fomos de metrô mesmo e deu tudo certo. Pegamos o Eurolines pra voltar, vim escutando a música do cara do meu lado, porque o fone dele tava muito alto e o Pedro foi dormindo (e reclamando da roupa térmica) quase em cima de uma muçulmana que tava com uma cara de que ia dar uma voadora nele. Esse piá é uma comédia. Me diverti demais na viagem com ele. Tanto que marcamos a nossa próxima parada: Milão no feriado, com a Gê e o Matheuxx. Claro que o Pedro vai dirigir uma Mercedez lá, porque Brunete aprova... quero só ver haha.

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