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domingo, 18 de agosto de 2013

The End. (ou não)

É, eu sei que você esperava outro post da viagem de julho com a Ju. Ou ainda da viagem da Disney que fiz com o Pedro, Elise e Ju. Ou ainda das viagens aos confins de Flandres e da Valônia pra comprar a melhor cerveja do mundo ou visitar paisagens lindas. Ou ainda da viagem que fiz com a Ana e a Fabi pra Londres e pra Irlanda. É, eu sei que costumo postar muito sobre as viagens, mas a verdade é que esse mês foi corrido e triste por causa das despedidas. E hoje foi a última... Aeeee!!! Com o Pedro eliminado, sou o vencedor do BBLeuven, quero o meu prêmio hein euros hein Bial!

Ok, depois de ser deserdado por causa dessa brincadeira, vamos ao que interessa. Essa semana, terça-feira, estarei voltando a minha terra amada, Brasil (to tentando me convencer, tá?). Não me entenda mal, eu gosto muito do meu país, mas é que me acostumei com a vida mansa aqui. E quando digo mansa, é mansa mesmo, sem se preocupar com violência. Se me perguntassem o que sentirei mais falta daqui, com certeza responderia segurança (ou seria cervejas belgas?). Agradeço muito a Deus (e a Dilma, claro) pela experiência que tive. Com certeza ampliou minha bagagem cultural (confira viagens) e profissional (é, não fiquei só viajando =P). Mais importante que isso, me ensinou a dar mais valor em muitas coisas que eu tinha e que talvez eu não desse muito. Desde a minha casa, até o próprio país. Sim, o intercâmbio cultural brasileiro também marcou presença. Tudo isso porque com 13 integrantes de 6 estados, houve muita zoação com sotaques, gírias e manias, troca de comidas típicas e experiências de cada estado, foi super. A única pessoa que me entendia e não me zoava era a Elise, companheira do Sul, a melhor parte do Brasil #osulémeupaís. E eu apesar de zoar com o sotaque beeerlandense do Pedro ou dos xxx do Matheuxxx, também acabei pegando umas manias deles. E posso garantir que muita gente saiu falando piá depois de me conhecer haha.

Pra quem não lembra o que vim fazer aqui, porque parece que só viajei, cursei 12 matérias, sendo a grande maioria do departamento de engenharia química, em especial na área ambiental, de bioprocessos e de segurança. Passar em todas foi difícil, pelo fato de as provas terem sido orais e do conteúdo do semestre inteiro (uma chance, tudo ou nada). Ainda assim, não me estressei nem a metade do que me estresso com a EQUFPR. Não tenho muita esperança de conseguir equivalências, porque a minha coordenação costuma complicar as coisas, mas to torcendo pelas optativas, pelo menos. Pra piorar, eu saí do Brasil em época de greve dos professores e graças a isso fiquei com 3 matérias pendentes, totalizando 10 nesse sétimo período, ou 36 créditos #amomuitotudoisso. Parece que formatura pra mim não existe mais, mas eu tenho fé que um dia eu chego lá. E com certeza essa experiência valeu muito mais do que se formar engenheiro em 5 anos (que, existe isso?). 

Claro que não posso deixar de ressaltar que curti muito viajar, afinal isso no Brasil é muito caro #porumaryanairnobrasil. Hey, eu economizei no aluguel e na comida pra poder viajar (e ainda passei em todas as matérias, então sem bronca). E apesar de voltar sem um tostão pro Brasil, sei que aproveitei. Bélgica, Alemanha, França, Itália, Hungria, Reino Unido, Irlanda, Marrocos, Espanha, Luxemburgo, Grécia, Holanda, Croácia, Rep. Tcheca, Áustria, Eslováquia, Romênia, Bulgária, Turquia, Eslovênia. Pintou no mapa? Faltou Suiça, mas não deu mesmo pra ir. E Portugal, claro, mas eles falam português, então não foi minha prioridade. Eu quero ver se virar em países como Croácia, Bulgária e Turquia, onde eles não falam inglês muito bem e você não entende nada da língua. É uma prévia do que os gringos vão sentir ano que vem na Copa.

Acho que o fato de eu ter conhecido pessoas dos 5 continentes foi o máximo. Apesar de falar inglês bem, no começo eu tinha vergonha e ficava com receio de falar. Acho que nos últimos meses falei até demais (será influência da Julia?). O primeiro semestre conheci uma pancada de gente em Leuven, principalmente por morar com os belgas. Foi muito bom eu conhecer a cada dia um pouco das tradições e do cotidiano deles (estudar!). Fora que flamenco é simplesmente demais. No começo achava feio, tipo um alemão misturado com inglês falado afrancesadamente, mas depois me apaixonei. Vou sentir falta dos meus amigos internacionais, especialmente da Hanne e da Kimberley e também do Frederic e da Caro. Ainda estou tentando convencer eles a irem para o Brasil, mas eles não se animam muito porque a passagem é cara e o país é muito grande... Enfim, outra coisa que gostei muito foram os esportes que fiz no primeiro semestre. Fazer esgrima de graça? Onde vou encontrar isso no Brasil? =P . E cavernismo então? Foi muito top explorar uma caverna belga quando tava fazendo menos de 0 graus na superfície.

O frio foi um problema para muitos, mas pra mim não foi tanto. Haha, não é que quero me achar porque vim de Curitiba (até nevou lá agora!), mas é que eu era realmente mais acostumado com ele, até vir as temperaturas de -7°C ou coisa assim, aí o bicho pegou. Mas enquanto alguns queriam desesperadamente voltar pro sol e calor do Brasil, pra mim ficar aqui seria ótimo. Aliás, sol é o que não tem muito por aqui, mas pra mim também não é muito problema, porque afinal em Curitiba ele não costuma dar as caras tampouco. E se pra alguns sair do frio para o calor foi um problema de adaptação, pra mim não será tanto, porque lá tá frio pra variar. Por falar em adaptação, como moro na Europa do Brasil, serei o que menos sofrerá com essas mudanças (aham, senta lá Cláudia).

Enfim, a Bélgica é linda, o intercâmbio foi massa, a KU Leuven é f**a, mas o que tornou inesquecível aqui foi a família de brasileiros que fizemos. Foi muito triste ver um a um se despedir e ir embora, mas a vida é feita de caminhos diferentes e cabe a nós trilhá-los para se juntar de novo. Não posso dizer o quão irritante a Gabriela foi no primeiro semestre. Me infernizando em todas as aulas (Bart everyday, Ba-Ba-Ba-Bart everyday), de terça a sexta, nos esportes diários e na casa dela (a comida mineira me atraía pra lá haha), inferno! Ela praticamente me escravizou por saber que sou o tipo de pessoa que não sabe falar não. Mesmo assim, ela conquistou o coração de todo mundo e fez muita falta no grupo (especialmente pelos pães-de-queijo que ela fazia). O Rafa Legal é outro bobo que não quis ficar um ano e se despediu cedo da gente. Pô, era o único vegetariano além de mim, o que tornava as jantas e/ou almoços mais fáceis. Apesar de viver sumido, foi a única pessoa parceira de beber 12 stellas (cada um) comigo, jogando videogame de madrugada, pra comemorar o fim das provas do primeiro semestre. Apesar da distância, a gente ainda joga DOTA juntos de vez em quando, então eu acho que quando voltar pro Brasil isso fica ainda mais facil. =)

Outra pessoa desaparecida foi o Rodrigo, que de todo mundo era a pessoa mais séria. Sério, ele era sério. Talvez pelo compromisso que ele tinha com a pesquisa e a tese dele (ao contrário de nós, que só tínhamos matérias). Apesar de sumido, a gente se topava em algumas festas de vez em quando e todas as pessoas, com certeza, foi a que mais melhorou o inglês aqui, principalmente pelo fato de ele não ter vergonha de falar com os outros (como eu). Por outro lado, o Matheuxx era brincalhão demais e pra ele foi só farra (calma, ele ainda foi bem nas matérias). A casa dele era o Oude Markt, embora ele tivesse um quarto pra dormir. Os fakbarixx foram seus lugares favoritoxx devido as paixõixx. De todos, foi a pessoa mais parceira pra viagem e pra fexxtaxx, então a gente se dava muito bem. Mesmo não saindo com a gente nem com reza braba, a Laís marcou sua presença, sendo a mãezona do grupo, botando moral e cozinhando pra galera =D. A única pessoa tão harrypottermaníaca quanto eu no grupo e um amor de pessoa, me fazia me sentir em casa quando a visitava. 

E também pertencendo ao grupo dos desparecidos, o Guilherme foi o nosso professor em cervejas durante o intercâmbio. É uma pena que ele sumiu legal no segundo semestre, mas fazer o quê. Não sei como não foi preso por contrabando de cervejas, já que ele levou litros e litros pra lá, mas se ele conseguiu, então eu não devo ter problemas com as minhas. Mesmo não sendo exatamente sumida, porque era meio arroz de festa, era meio difícil eu encontrar a Tati quando ela não tava estudando. Especialista em photoshop, ficava fazendo montagens da galera, mas a minha da Grécia ficou muito zoada =P. Meio devagar pras coisas (ao ritmo adagio) e amante da Duvel (que não tem muito gosto, mas tudo bem) teve muita amizade com belgas devido ao time de futebol. Aliás, conheci a Caro através dela. Outra pessoa que me fez amigos por tabela foi o Rafa. Apesar de ele ter me irritado muito ao longo do intercâmbio devido aos atrasos dele (aliás, fui a única pessoa pontual desse grupo todo), a gente se dava bem, porque em geral ele ia pras festas e viagens comigo e Matheuxx. Pessoa convencida de que BH é a melhor cidade do mundo, só porque ele não conhece Curitiba hahaha.

Sem dúvidas, a pessoa mais dolangue (orocure no dicionário curitibanês-português) de todas foi a Geruza (que rima com hipotenusa e com medusa, thanks Mamonas). Pensa em alguém que podia ser parceira pra tudo, mas sempre dava algum migué. Enquanto ela estava sobre minha influência em Heverlee, ela saiu bastante com a galera, mas depois que se mudou pra casa da Lais, virou moça comportada (até a mãe sair de casa, né? haha). Cozinheira de mão cheia, a responsável (junto com as batatas fritas) por eu ter engordado. Era a pessoa que mais detestava a Valônia, era engraçado. É claro que tenho que agradecer muito a Santa Elise da Semana da Prova, por ter me ajudado tanto esse semestre. Sem ela (e a biblioteca infinita) não teria conseguido passar. Assim como a Gabi no primeiro semestre, fiz praticamente todas as matérias com a Elise nesse. Ela aguentou junto comigo as aulas do Van Impe (eeeigenvalues) e do velho chato de bioquímica. Mesmo sendo raríssimas, as vezes que ela saiu com a gente foi super legal e no finalzinho consegui fazer uma viagem com ela, que foi pra Disney, que foi super d+. E foi até pra Westvleteren com a gente, mas desconfio que foi pra procurar algum belga pra conseguir o passaporte vermelho #mariapassaporte. 

Não poderia, claro, esquecer da minha esposa. A Julia é pior do que um coala, quando gruda não desgruda mais, mas enfim, foi com ela minha lua de mel pelo leste europeu. Praticamente dominou meu quarto nos últimos dias, deixando tranqueiras até pelo corredor. Mas quando foi, também deixou um espaço no meu coração (oooh, que brega foi isso...). E por último, mas não menos importante, foi-se o Pedro. Preciso dizer que ele foi mais que um amigo pra mim, foi praticamente um irmão, embora eu não saiba se ele acha o mesmo haha. Como eu infernizei ele, eu penso. Tudo que ele sonhava, queria ou pensava, eu ia la e batia de frente com ele. De Paris à Disney teve muitas histórias, sendo viagens, provas, comidas, compras, etc haha. Ele era a pessoa mais engraçada do grupo, fazendo a gente rir com as pedrices dele mesmo a distância e também a mais dramática ever. Era uma novela a cada dia, muito engraçado. Com certeza, se ele fosse primeiro, todo mundo tinha voltado junto...

Enfim, é hora de eu voltar né. E pra isso eu preciso fazer as malas, embora elas não queiram. Apesar de estar meio triste, sei que foi uma experiência inesquecível e agradeço a todos de novo. Mas o legado continua, amanhã vou receber o Quilló no aeroporto, a segunda geração de CsF na KUL. Olha minha plaquinha de recepção:



PS: quem sabe eu continuo o blog pra contar as peripécias do Brasil (ta, não teria graça, ja que minha vida social vai acabar) ou das viagens que fiz e ainda não contei...




Bye Flanders. Tenha a certeza de que fui feliz de ter escolhido esse lugar para vir... Tot ziens!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brace yourselves...

A segunda bateria de exames está vindo aí! E junto com ela, os trabalhos também... E o pior, depois acaba o intercâmbio =(

Enfim, agora tá muito difícil de escrever, porque tenho muita coisa pra fazer, mas queria dizer que atualizei a página dos Brasi-Leuvenses: http://kinleuven.blogspot.be/p/blog-page.html

Além disso, gostaria de comentar sobre minha viagem para a Croácia: foi demais!!!

Apesar de termos ido para pegar um sol, calor e uma praiazinha, aproveitamos muito bem, mesmo tendo só metade disso em metade dos dias.

A aventura já começou com o Pedro perdendo o voo pra Zadar... No avião tinha um monte de carinhas retardados (da Valônia, só podia ser), que chegaram até ser trocados de lugar (gente, que mico né =P). Bem, chegando lá na Croácia, nós alugamos um carro pra 7 pessoas e fomos pro apartamento, que era muito bom. Saimos pra jantar e dormimos relativamente cedo, já que o Matheuxx tava fazendo trabalho e o Rafa estudando (seriously??).

#partiufériasnacroácia

No segundo dia, descemos pra Split, parando em algumas praias pra tomar um sol e pegar um bronze, porque afinal, era pra isso que tínhamos ido pra lá. Apesar da água não ser tão bonita quanto a de Zakinthos e estar um pouco fria, todos entramos na água (até mesmo o Rafa). No final do dia, tinha pego uma corzinha, que já estava começando a perder de novo. Escutando muita música, andando muito de carro e tirando muitas fotos, finalmente chegamos no nosso apê de Split, que ficava no morro #matheuxxmanja. Deu até pra assistir Avenida Brasil com legenda em croata (oi?). Apesar de a gente (-Ge) sair pra ver se encontrava algo, a night tava vazia e tudo que encontramos foi alguns brasileiros perdidos que ficaram super empolgados com o CsF e nos incentivaram a estudar (Y). 

No terceiro dia, que começou chovendo, fomos voltando lentamente para Zadar de novo, pra buscar a bendita criatura que tinha perdido o avião. Aproveitamos para parar em mais algumas praias, quando resolvia fazer sol e almoçamos em Sibenik. Depois de passar no aeroporto e resgatar a criança, passamos num lago que parecia super bonito visto de cima e com sol, mas ao chegar lá e com chuva, parecia mais um pantanal. A noite e chovendo, o sr. Pedro fez a gente andar tudo de volta pra ele conhecer a cidade.

A manhã do quarto dia estava sol com nublado e prometia... chuva. E foi o que deu. Saímos bem cedo (vejam a proeza de ter levantado o Rafael) e partimos pra pegar a balsa até a ilha de Brac. Já deu o maior rolo, porque a srta. Geruza, Julia e Rafa foram trocar dinheiro e aproveitaram pra comprar alguns souvenires enquanto o carro já tinha entrado na balsa e eu e o Pedro estávamos desesperados atrás deles. Vale a pena lembrar que a Croácia não faz parte da União Européia (carimbo no passaporte!) e por isso a gente pagava roaming (6€/min). Enfim, deu tudo certo e conseguimos todos entrar na balsa, que não era lá uma balsa Dover-Calais, mas também não era uma Caiobá-Guaratuba. Já na balsa o tempo começou a virar e quando finalmente chegamos em Brac, estava chovendo o mundo... Ainda assim, não perdemos a esperança e fomos até Bol. O que a gente queria era achar uma praia linda, de areia, cheia de gente e sol, chamando pra um mergulho. Bem, pelo menos achamos a praia, que nem de arei era, mas ainda assim, era bonita. Almoçamos em um restaurante local muito bom. Nessa altura do campeonato tanto eu quanto a Geruza já tinhamos nos revoltado com a cozinha típica croata e só estávamos comendo pratos normais. Depois de encher o bucho e comprar os souvenires, fizemos o caminho de volta pra Split, mas passamos direto indo em direção à Bósnia. Aliás, Bósnia-Herzegovina, por favor, não esqueça. Mas não, não fomos pra lá, só passamos perto e fomos indo em direção ao norte até chegar a cidade minúscula de Grobatchov, digo, Grabovac, que faz Figueira parecer uma metrópole (!). Pude até treinar meu super alemão num posto lá perto, porque o frentista não falava inglês (como faz?). Nada como chegar no nosso confortável apartamento e descansar feliz.

O quinto dia começou pior que o quarto, chovendo pra caramba, então já estávamos desistindo da vida (!), mas nos lembramos que éramos brasileiros e pegamos o carro em direção a Plitzviks, quero dizer, Plitvicka, um parque lindo pra chuchu (embora até hoje eu não entenda o que tem de lindo em um chuchu). O parque é composto de vários lagos com a água azul, azul, azul, azul. Fora lindas cachoeiras, mas que pra mim, não eram muita coisa, já que Foz do Iguaçu dá de dez a zero nelas. Pra ajudar, a bateria da minha câmera acabou na metade do parque e fui obrigado a não tirar fotos o resto do dia #chatiado. A coisa mais engraçada do dia foi uma hora que sentamos pra tirar uma foto nossa e um bando de taiwandesas começou a sentar junto com a gente pra tirar foto e foi juntando mais, e cada vez mais gente... me senti uma celebridade! Pelo menos o sol abriu depois de andarmos pra caramba e não ficou mais tão frio. No final do dia, a gente já tava morrendo de tanto andar, mas jantamos num restaurante ali perto que tinha uma atendente super grossa (reported!) e ainda comemos brownie da Geruza.

Pra variar, o sexto dia amanheceu nublado e junto com ele, partimos tarde do nosso apê (snif) e pegamos o carro na direção da Bósnia(Herzegovina!). Ops, na verdade foi um desvio, porque tinha alguma obra no dia (ha, novidade). Além disso, desviamos mais o caminho para margearmos a costa ao norte de Zadar. Depois de atravessar a serra dos confins, tivemos uma vista linda do litoral, de onde se podia ver as ilhas formadas por rochas sedimentares (nem isso pareceu acordar muito o Rafa...). Andamos pela margem até Zadar e ao chegarmos no nosso novo apê, o tempo abriu um pouco. Corre trombadinha! A pé mesmo, fomos almoçar e pegar uma última praia. Daria até pra ficar dormindo na praia, se ela não fosse de pedras como as outras e a maré tivesse subido, levando aquela água gelada para os nosso pés #pedropira hahaha. Ao anoitecer, fomos pro centro de Zadar, onde tem um órgão-escada que funciona com as ondas (pelo menos é o que eles dizem) e ver o Segundo Sol de Zadar que nada mais é que painéis solares que absorvem energia durante o dia e de noite ficam refletindo luzes coloridas, muito bonito! Fechamos a noite com chave de ouro tomando algumas coisas num lounge que a Brunete aprova!!

O último dia amanheceu com o maior sol do mundo! #sacanagem. Mas não deu pra estendermos nossa estadia na Croácia, então passamos no centro pra tirar algumas fotos, comprar alguns souvenires de última hora e comer alguma coisa antes de partirmos. Deixamos nosso carro exatamente ao meio-dia (como combinado) no aeroporto e seguimos pro check-in e finalmente o avião. O vôo correu tranquilo, com exceção do pouso, em que o piloto foi muito atrapalhado, mas deu tudo certo. A gente se estressou tanto com a Valônia e seus trens atrasados, porque demoramos 3 horas de Charleroi até Leuven!! Mas claro, a viagem acabou em batata frita... Enfim, esse foi o suspiro antes do mergulho, agora é melhor eu ir. Se eu sobreviver, aviso a todos. Tot ziens!

Dia 2 - Matheuxx e os ouriços-do-mar

Dia 2 - Prova que todos entraram na água, transparente :)

Dia 3 - Mais uma das minhas fotos tortas, sou muito artístico pra me entenderem

Dia 3 - Sair de pijama pra night, #éoquetemprahoje

Dia 4 - Praia de Bol. Cadê o Sol? Cadê o calor? Cadê a areia? Cade as pessoas?

Dia 4 - Praia de Bol (sem sol) =/

 Dia 5 - Um dos muitos lagos de Plitvice

Dia 5 - Tudo com sol fica mais bonito =)

Dia 5 - Depois de descer tudo, ainda tem que subir o morro de volta...

Dia 6 - Ilhas sedimentares. Acho que eu não tava muito empolgado na hora pela minha cara. Ser copiloto, DJ e fotógrafo cansa e eu achei que não sobreviveríamos à passagem das montanhas cinzentas...

Dia  6 - Melhor do melhor picolé do mundo! @creditsbyJu

Dia 6 - Em cima do órgão-escada. Ele não toca muito bem, eu diria.

Dia 6 - Segundo Sol de Zadar. Muitas luzes e muitos brasileiros...

Dia 7 - Igreja de São Donatus, o símbolo de Zadar

sexta-feira, 15 de março de 2013

Novidades, viagens e afins

Haaa, quem diria, um novo post!?
Desculpem a falta de posts, a vida anda meio corrida (literalmente, como direi abaixo) agora e isso que to fazendo menos matérias esse semestre.
Aconteceu tanta coisa esses dias e ainda nem escrevi sobre minha viagem pro Marrocos ou a viagem com os meus pais, mas vou escrever isso em breve.

Primeiro de tudo, é com grande pesar que anuncio (uma semana depois) a eliminação de mais um participante do BBB Leuven (que eu sei que serei o vencedor, mas enfim). E dessa vez foi uma pessoa legal. Tão legal que recebeu o título de Rafa Legal. Se bem que ele também merecia o título de Rafa Sumido, Rafa Traidor, etc. Não preciso dizer o quão legal era o Rafa, ele era vegetariano e jogava DOTA 2 (tão bom eu não ser o único, mas agora sobrei). Além disso, o Rafa foi o único que topou beber 12 Stellas em uma noite com muito videogames, inclusive com a gente perdendo pra Gabriela no Mario Kart -.-'

Ao contrário de todo mundo que viveu no 03.19 no primeiro semestre, o Rafa Legal vivia em outra dimensão (aka Amsterdam) e não tive a oportunidade de viajar com ele pra outros países. Quase internacionalmente falando, fomos pra super praia belga de Oostende, quando tivemos a insanidade de entrar no mar a menos de 0 graus e ventando pra caramba, ou pra Westvleteren, quando fomos tomar a melhor da melhor do mundo nos confins de Flandres, quase na França. Se bem que ele não lembra de muita coisa da viagem (especialmente a de volta haha).

Depois que acabou as aulas ele aproveitou pra fazer um mega tour em vários países da Europa, então eu não o vi até o começo de Março, já perto da sua despedida. É claro que tudo acaba em pizza e a despedida teve de ser no Amici Miei (com participação especial do Oude Markt).


Rafa Legal & Cia - fidelidade ao Amici até o fim

Bem, ao Rafa Legal só desejo tudo de bom, muito sucesso na carreira, já que ele gosta de empreendedorismo. Quando eu for dar uma volta lá pela capital, vou querer um lugar que não tenha duplas sertanejas hein =P

CsF Leuven, com a participação especial da belga Charlotte, da traidora Camilla, da Gabi-do-Matheuxx e das celebridades Tati Pirigueti, Brunete Fraccaroli e Bart. Salve Dilma!
creditsbyTatinãoPirigueti


Só pra constar, nesse meio tempo eu, a Geruza, a Ju e o Rafa Rafa entramos pra academia. A Elise tá pra entrar e o Matheuxx vive dizendo que uma hora ele aparece lá, fora o Pedro e o Rodrigo que já faziam. #planodeinvasãobrasileira

Pra começar matando a academia, a Julia inventou de ir no final de semana pra Luxemburgo (que é logo ali), junto comigo, Ge, Matheuxx e Rafa, mas o plano de não fazer exercícios saiu pela culatra... Pra começar, acordamos 5 e pouco da manhã pra tomar café da manhã, comprar os bilhetes e pegar o trem das 6h27 na estação. Claro que o Rafa não acordou, porque ele não acorda nem com um terremoto, mas mesmo assim a gente foi pra Valônia, ou melhor, foi dormindo. Em Ottignies trocamos de trem pro trem pra Luxemburgo e fomos praticamente dormindo até lá também.

Luxemburgo... o país com o maior PIB per capita do mundo $_$... me decepcionou. Acho que eu tava esperando Brunetes por todo lado ou sei lá o que, mas pareceu muito comum, além de minúsculo. Aliás, o país inteiro tem a população de Londrina (ou menor ainda). Tem 3 línguas oficiais (deve ser cisma de país pequeno): o francês, o alemão e o luxemburguês, que nada mais é que um dialeto alemão reconhecido como língua nacional. Além disso, o inglês e o português disputam como 4ª língua mais falada... Português? Isso mesmo. Aproximadamente 16% da população de Luxemburgo é portuguesa. Então é muito comum mesmo escutar português lá nos bares, hotéis, McDonalds e por aí vai. Pra um português conseguir nacionalidade luxemburguesa basta viver 7 anos no país (deve ser coisa do país: "me povoe, por favor"). É uma monarquia parlamentarista, mas é o único Grão-Ducado do mundo. A história do país é bem interessante. Assim como a Bélgica, o país é um campo de batalha que todo mundo quer conquistar no WAR, especialmente por estar no meio da Alemanha e França. Mas até a Bélgica conseguiu pegar um pedaço de Luxemburgo, hoje conhecida como Província de Luxemburgo na região dos Ardennes, Valônia.

Bem, de volta a viagem: chegamos cedo e como a cidade (capital) é um ovo de codorna decidimos andar até o hostel. A distância não foi o problema. O problema tivemos que descer pro hostel e tudo que desce, sobe (ou seria o contrário?). Enfim, deixamos as malas lá no hostel, porque era cedo pro check-in e subimos o morro pro centro pra conhecermos a cidade. Em 3 horas já tínhamos visto tudo do centro, como o Palácio Ducal, a igreja de Notre-Dame, a ponte Adolphe e a Place de l'Armée (e o que mais tinha naquela cidade mesmo?) e ficamos tomando sol, por incrível que pareça, numa praça esperando o Rafa que tava vindo com 7 horas de atraso (coisa básica). Não me entenda mal, a cidade é muito bonita. Muito mesmo. Mas não tem nada pra fazer, a menos que você seja rico e fique comprando coisas... Acabamos jantando (as 5 da tarde, pra quem tomou café da manhã as 5 da manhã) por ali mesmo e descemos de volta pro hostel pra fazer o check-in, descansar um pouco e tomar banho. Eu apaguei por 2 horas e quando acordei a gente queria sair pra comer, mas o bar do hostel já tava fechado. E quando perguntamos se tinha algum lugar perto pra comer, não é que o recepcionista deu risada? (parecido com a mulher de Poperinge que riu quando perguntamos por um taxi). Como diria o Pedro: que absurdo! Afinal, é a capital de um país, não é possível que não tivesse nada aberto. Bem, a Ge e a Julia decidiram ficar, mas os piás e eu resolvemos subir o morro de novo atrás de alguma coisa (eles pra comer e eu pra beber, afinal tinha que experimentar uma cerveja de Luxemburgo, não é?). Ainda assim, voltamos cedo pra acordar com muita disposição de andar no outro dia.

Vista do vale e do forte

Place de l'Armée (percebe-se que sou ótimo fotógrafo)

Vista da sede da Comunidade de Aço e Carvão da Europa

Aproveitando pra tomar um solzinho na praça...

O segundo dia começou já com muita caminhada. Subimos o outro morro pra chegar no forte  Thüngen. E pra chegar até lá passamos por um mato e a Geruza já tratou de ligar o seu radar-aranha haha. Lá em cima tem umas masmorras e uma vista bem legal. Atrás dele ainda tem o museu de arte moderna. Nessa região tem vários prédios modernos, contrastando com o centro da cidade que tem uma cara mais Europa tradicional. Atravessamos o rio do vale pela ponte Grã-Duquesa Charlotte (que aliás deve ser uma personalidade e tanto naquele micro-país, tudo lá tem o nome dela) e atravessamos o centro da cidade (10 min de caminhada!) até as ruínas, que estavam fechadas. Então descemos o morro e andamos contornando o rio até chegar no Grund e subir de novo. Só que ao chegar lá em cima, o que tinha? Descida! Ok, e ao descer, como chegar no hostel? Subindo e descendo de novo! É... pra quem queria matar a academia, acabamos fazendo mais exercícios que o normal (quero contar pontos na academia =P).

 Vista do centro da cidade

Faltou a Gabi...

...mas nessa não faltou.
#viajandopelaEuropamesmonoBrasil #desfocaGabi

Bem, a viagem acabou com a gente pegando um trem ultra-mega lotado em Arlon. Só podia ser coisa da Valônia mesmo... E pra ajudar, muita neve nos Ardennes. Pra finalizar mesmo, só juntando um ingrediente de cada casa pra fazer uma macarronada na casa da Tati, que não tinha nada a ver com a história rsrs.

E pra quem tava de camiseta curtindo os 18 °C enquanto o Rafa Legal ainda estava aqui, o tempo mudou pra neve desde segunda até hoje (o piá foi esperto, migrou para o Sul do planeta na hora certa), com o pico de -11 °C na terça-feira (e eu com aula as 8 da manhã, santa sacanagem, Batman). Só a Elise brigando comigo na minha consciência de manhã pra me fazer acordar, levantar e ir pra aula com esse frio haha. Mas ainda bem que agora tenho uma semana de folga por causa do Athens. Westvleteren, amanhã é nóis aí de volta!


Em breve... quem é esse cara estranho do meio?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

De volta com tudo...

... menos dinheiro, porque tá difícil agora. Só fazendo malabarismo no sinal mesmo (é coisa nova aqui, será que dá dinheiro?)

Estou de volta às aulas, à gordice belga, à correria com os documentos, aos posts no blog, enfim, à rotina. Este post é dedicado a uma pessoa que não está fazendo isso, ela, a primeira eliminada do Big Brother Leuven 12/13: 


Tem música que combina mais com a criatura? Acho que não. Ela é bem do tipo "eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela". Pensem numa pessoa que me encheu o saco o semestre inteiro e ficava me explorando. A Gabi honra bem seu signo chinês, a serpente. Desde que eu cheguei notei que ela dava patadinhas e patadonas, com a língua afiada e venenosa como uma cobra, mas no fundo, ela é um doce de pessoa e ama todo mundo. #sóquenão

Brincadeira, apesar de implicante, a Gabi conquistou o coração de todo mundo (por mais que tenha desprezado todos eles). Alguns ela conquistou com metades de sanduíches, outros trazendo pimenta do Brasil e outros sabe-se lá como, mas a saída dela deixa um grande vazio no coração de todos. #own

Das 7 matérias que fiz no semestre passado, 6 fiz com a bendita, então passei o mês de janeiro inteiro estudando (ou melhor, vendo filme) com ela. Sem contar que fizemos as 4 provas do Bart, passando pelas gracinhas dele (ele elogiou nosso trabalho de Water Technology) e ela foi melhor que eu em quase todas as provas (diz que não é nerds, mas é!). Foi dela a ideia da super maratona de esportes (judo, taekwondo, capoeira, esgrima spelunking, tênis e vôlei), mas no final acabamos só com o taekwondo (e olha lá) e a esgrima (a única que me derrotou 1 vez nos duelos da última aula). E também era a que mais ficava inventando coisas pra não ter que estudar, como ver filmes ou viajar. Bem, não era muito difícil me convencer, mas isso são outros quinhentos.

Não estava em Leuven quando ela foi embora, porque estava viajando com meus pais, mas a Gabi deixou um testamento a todos, me confiando seus slides impressos (quando eu tiver frio vou usá-los muito bem) e o seu cobertor de listras, porque eu vivia dormindo no 03.19 (mas a Geruza já andou se apoderando dele, que isso?). Enfim, quem sabe a gente ainda se encontra nos congressos de EQ da vida, ou eu vá passar umas férias em Minas pra comer uns pães-de-queijo.

OBS: Não fui à festa de despedida dela, mas a gente fez uma viagem de despedida pro Marrocos, que vai ser o próximo post...

Cena do próximo capítulo, não percam... quem é esse cara estranho na foto??


domingo, 20 de janeiro de 2013

E no meio das provas...

    ... resolvi arranjar um tempo pra escrever um pouco.
    Não, não tá fácil. Ao contrário, tá tenso. As provas (que pra mim são 7) são orais e são sobre o conteúdo do semestre inteiro (aulas em slide).  Os belgas fazem a prova de terno (e as belgas de roupa formal também), mas eu (e notei que os outros intercambistas também) não, porque claro, além de ser contra esse sistema, não tenho dinheiro pra ficar comprando terno por aí. E é aquela coisa, tudo ou nada, se você não passar, tá de exame (mas o bendito exame é em setembro, altura em que, espero eu, já esteja no meu Brasil). Mas, "O sistema é mal, mas minha turma é legal", já dizia Legião Urbana. Pior que na iminência da eliminação da Gabriela do Big Brother Leuven, a gente não pode aproveitar direito o tempo por causa dessas provas (e depois só tem 1 semana de férias até o próximo semestre começar, absurdo). Por isso, eu criei uma página com o pessoal. Tem coisas sobre eles que eu ainda não sei, ou não analisei direito. Espero conhece-los mais num futuro próximo... e bora voltar pros estudos!

sábado, 22 de dezembro de 2012

O mundo não acabou!

    You don't say! =)
    Pra comemorar (o que?) vim postar um pouco. Pode ser o último do ano, já que depois tem Natal e já em seguida vou viajar com a Lorena e a Ana Paula #lookingfowardtothis
  Acho muito fácil comemorar que o mundo não acabou, queria ver comemorar que chegamos a mais um Natal. E que estamos com muita saúde. E que as aulas acabaram...
    Falando rapidinho da minha semana, eu assinei o contrato do meu quarto para o semestre que vem (não ficarei homeless, iuhu), a desvantagem é que ele é longe pra chuchu da faculdade, mas como diz meu irmão, eu sempre morei longe da faculdade =P. Saí com o pessoal do meu andar e fomos na feira de Natal de Leuven. Por mais que ela não tenha quase nada, é bonito de ver e acabei me divertindo bastante. Compramos vinho quente e depois churros. E as belgas não acreditavam que churros brasileiros são muito melhores que daqui (coitadas). Quarta foi o último dia de esgrima desse semestre, chego até a ficar triste.. Ficamos lutando um contra o outro, trocando de oponente, a aula inteira. No final o professor falou que se continuarmos semestre que vem, seremos turma semi-avançada #fuckyeah.

Gabi e eu, dupla de atacantes da seleção brasileira =)

Além de ficar de me enxer o saco, me acordar em sonho, ela também adora me espetar com o florete.

    Quinta, além de apresentar meu trabalho de Innovation com a Lais e o Rafa Legal, tive uma recepção na prefeitura antiga de Leuven (meio atrasados, não?) e levei como convidados (que não me agradeceram rs) o Rafa Rafa, a Tati e o Gui. Mais de metade da palestra de recepção foi em Dutch, então a gente ficou boiando. Mas o tour foi em inglês. E que lugar legal lá #tatipira. Foi legal pra aprender mais sobre a história da cidade, arquitetura e pintura e tal (até eu que não sou muito chegado nisso, achei interessante). A sessão de aperitivos foi bem melhor. Especialmente porque aqui na Bélgica sempre tem cerveja haha. Fora isso, contou com queijos diversos, uns outros aperitivos que esqueci o nome e chocolate, claro. Sexta fiz nada (entrei de férias). O Gui conseguiu fazer a Gabi jogar por 6h30 um joguinho (Machinarium) no tablet dela e a gente ficou ajudando ela. Recomendo pra quem tem tempo pra fazer nada e gosta de jogos que utilizem a massa cinzenta. E sábado, eu, Tati e Julia tentamos patinar numa pista de patinação perto de Heverlee, mas não deu (praga da Gabi!) porque tinha jogo de Hóquei. Como assim tem time de Hóquei de Leuven? O jeito é ir outro dia, oxe.

Os times são masculinos, mas o Leuven Chiefs conta com uma goleira! E hóquei é rápido, não tinha essa ideia.

    E desse ano, apesar da greve nas universidades, que me ferrou bastante, tenho muito a agradecer. Conquistei várias coisas, entre elas minha boa nota no TOEFL, um prêmio para o PET-EQ como melhor trabalho de engenharias, meu intercâmbio para a Bélgica e ter tirado uma nota maior que 7 em homogênenos (façanha que vou ter que arranjar um jeito de repetir =P). Conheci muitas pessoas, aprendi sobre várias culturas, fiz muitos amigos, visitei muitos lugares, realizei sonhos. Agradeço muito a Deus, minha família e meus amigos que sempre me apoiaram. Um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo, que 2013 seja ainda melhor! =)



domingo, 16 de dezembro de 2012

Olha o Natal chegando :)

    Só falta as musiquinhas de Natal (que a gente entenda), mas com o Advento, tempo de espera e preparação, terminando, ele está chegando mesmo. Natal na Europa, é muito glamour minha gente...
    Natal é tempo de família, mas a minha tá um pouquinho longe, não? Se tem algo que me faria voltar pro Brasil seria pra passar o Natal com eles, mas tia Dilma não deixa né (e não teria o dinheiro haha). Ainda bem que eu arranjei uma segunda família por aqui. Own. Pra comemorar, fizemos um amigo/inimigo secreto sexta passada. Foi uma loucura pra montar, mas valeu a pena. Tive a coincidência de tirar a mesma pessoa nos dois e o indivíduo sortudo foi o Guilherme. Como a criatura é a que mais bebe por aqui (true story), achar o presente de amigo foi relativamente tranquilo. E se você leu o post de Budapeste, vai entender o porquê me diverti tanto comprando o presente de inimigo. Presente não, presentes. Isso aí, dei um kit completo que foi a cara dele, ou melhor, pra combinar com a cara dele rsrs. Ah vai, foi muito divertido comprar os presentes de inimigo secreto e depois ele foi compensado com o presente de amigo.
    Eu tava curioso pra saber o que me dariam de presente também. Como dito em outro post, eu sou uma das pessoas que mais viajou até agora (o título é da Gabi agora haha). Por isso, recebi do meu caro amigo Matheuxx (porra!) um mapa, um postal e um guia de Leuven, pra conhecer mais a cidade onde (teoricamente) eu moro. Sacanagem rsrs. Já de amigo, a Tati aproveitou pra dar um presente de inimigo, porque recebi dela um copo que mede o quanto estou bêbado (em francês) e uma placa (também em francês), que diz algo como "praça dos foliões - cidade dos 'saio todos os dias bêbado'". É... Minha moral tá lá em cima. Além de viajar muito, a impressão que passo é que festo e bebo muito. #quecalunia. Ainda desconfio que foi vingança da Tati porque fiquei mandado mensagem em francês (um novo vicio meu) pra ela um dia que ela tinha combinado de sair com a galera e não foi.

Presente do meu inimigo da minha "amiga" secretos rs

    Depois das revelações e da pizza (sempre pizza) hora de aproveitar um dos poucos momentos que reunimos todo mundo para tirarmos a primeira, sim, a primeira foto com todo mundo. Teve até participação especial.

Galerinha do barulho esbanjando seus presentes. E aí, já conhece todo mundo?

    E como Leuven se prepara para o Natal? Com muitas luzes claro. O centro da cidade tá bem enfeitado, principalmente perto da feira de Natal. Apesar de ser pequena, não ter praticamente nada e conseguir ficar cheia no domingo a noite, ela é bonitinha e conta com várias coisas desde comida (e cervejas claro) a artesanato, natalino ou não.

 Stadhuis

 Ladeuzeplein

Oude Markt

    Ana e Lore, espero vocês! =)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Pedacinho do Brasil

    Olá a todos!

    Esse post eu dedico aos meus amigos que aqui fiz, a galerinha fera de Leuven!
     * já vou dizendo que o post é grande



   Bem, pra começar, eu conheci eles já no dia que cheguei. Confesso que foi meio estranho, porque a galera já tava bem entrosada (Gui se convidando pra uma chuveirada na casa da Gabi e tals). Mas o tempo foi passando e como todos sabem, me apego fácil às pessoas e as trato como irmãs. Claro que ainda estou os conhecendo a cada dia, mas dá pra você perceber algumas características marcantes de cada um.
   Sexta passada fomos à pizzaria. Depois fomos beber vinho do porto no telhado do 03.19. Teoricamente não é legal, mas o lugar é legal (hã hã). Apesar de termos sido abordados pela polícia belga no caminho (Hi, do you speek English? =) Police!), a noite foi demais, com direito a muitas pérolas. Bem, bora apresentá-los então?

Da esquerda  pra direita: Pedro, Gabi, eu, Geruza, Júlia, Lais, Guilherme, Matheus, Rafa, Elise
creditsbyGabi

Elise: A belga do Brasil né. Ela pode andar com a gente que as pessoas vão achar que é uma belga se enturmando com os brasileiros. É super organizada, estudiosa e tem um tique por limpeza, mas também é meio louquinha, porque faz engenharia química. Vem lá da UFSC, daí. Apesar disso, só temos matérias em comum na sexta-feira. É a única sulista do grupo junto comigo e estuda alemão (ela só gosta de desafios, veja bem). Me lembra muito a Mônica, lá de Canoinhas, daí. Ela toca piano e violoncelo. #invejadaí

Rafa: O nosso professor de inglês. É o cara que sabe das coisas e tá sempre informado, então é com ele que eu tiro as dúvidas haha. O Rafa é uma pessoa bacana, apesar de teimoso (ele vai dizer que não é). Gosta de Nightwish e Adele, entre outras coisas que eu também gosto, ou seja, ele tem um bom gosto musical. 
Também faz parte dos que são expulsos dos lugares como eu. Ele era o cara que apesar de fazer engenharia de minas, seria a pessoa com quem eu faria mais matérias juntos, mas no final deu bolo em todas. Ainda assim, é a pessoa com mais créditos de todas, que orgulho. Seu tique é com banhos. E demorados.

Matheuxx: Um grande amigo rxx. O cara é carioca, começa aí. Estou me acostumando agora com o sotaque, porque antexx... É o cara mais comunicável (ao lado do Rodrigo). Na semana de Welcome Dayxxx, virava axx coxxtaxx e o Matheuxx já tava conversando com alguém de outro paíxx. De longe, é o mais festeiro. Toda noite tá em algo diferente. Faz engenharia de controle e automação e sempre dá um help pra Geruza. É o nosso tradutor de italiano (mamma mia).

Guilherme: O hacker do grupo. Todo grupo que se preze tem um, não? Amigos de ciências da computação são legais, porque entendem suas piadas nerds. Além disso, o Guilherme tem ótimo gosto musical e sabe apreciar as cervejas belgas (me lembra o Tenius). Disse que é mais resistente a bebidas, mas pelo jeito não é tanto assim (a Geruza ganha hein). Gosta de fotografar, usar roupas mais hipsters, comprar mais livros do que ele acaba lendo (olha nóis aí) e ter crises deprês de vez em quando. Também é o entendido de bebidas exóticas dos países por aí.

Laís: Nossa mãezona. Não é não e ponto final. Tem personalidade forte, mas no fundo é um doce de pessoa (eu acho)... Vive trombando nas coisas, assim como eu (a mesa dela é assassina). Não gosta de cervejas, mas com vinho do porto ela dança pagode no telhado. Faz engenharia elétrica com ênfase em eletrônica e entende tudo de redes. Quase saiu na briga quando uma belga acusou que o roteador delas tavam deixando o resto do prédio sem net. Foi engraçado. Ama Harry Potter, gosta de tricotar e é instrutora de axé pra quem quiser.

Júlia: Miss Piggy!! Na minha opinião é a mais engraçada do grupo e a mais viajada também. A guria conhece os 4 cantos do globo, fora que ela faz tudo também e está tentando me convencer a fazer yoga. Faz estatística, ou seja, é a deslocada do grupo, mas é legal mesmo assim. Pra ela todos são queridos e queridas. Tende a falar, daí continuar falando e daí continuar falando e assim vai... Ela tem baralho, só falta acharmos tempo pra eu convencer todo mundo a jogar cidade dorme (senão vou ficar destreinado né?).

Geruza: A parceira das paradas. Direto de Tocantins, de Minas Gerais (!?), para o alojamento de estudantes de Heverlee, a Geruza mora perto da facu e longe do resto assim como eu. É a única que consegue competir comigo em questão bebidas, dela não duvido nada (que isso??).  Faz engenharia mecatrônica, que segundo ela é muito foda, mas aqui tá com a carga horária mais baixa de todos (vidão hein). Vive perdendo, ou achando que perdeu, as coisas como luvas, campainhas, bicicletas, é engraçado. Também aproveita a internet do ALMA direto e faz parte dos que são expulsos dos lugares. Adora Harry Potter e fala alemão (Ein Prosit!). Seu problema é seu HD externo: é a fonte do lado negro da força, com muito sertanejo e pagode...

Gabi: Tia véia, tenha respeito. Está se formando em engenharia química, tenha mais respeito ainda. Multifuncional: engenheira, cozinheira, cabeleireira, muambeira, até avatares do tipo "Congela Carminha". Afinal, vida na Bélgica não tá fácil. É uma pessoa muito observadora, adora história, viajar e fotografar. Faz matérias com a Laís, com o Rafa e com a Elise, mas só não dorme nas que eu faço junto porque encho demais o saco dela (isso é bom ou ruim?). Elle parle français, mais comment elle est au niveau B2, il n'y a pas de classe pour elle, donc elle étudie l'italian. É muito sincera e parece simpática, mas é cruel, muito cruel. Mexer com ela significa ficar sem comida mineira e wi-fi na casa dela. =P

Pedro: Pagodeiro de Berrlândia. Ele é gente fina, embora ele já deva estar cheio de eu torrar a paciência dele. Trabalhou na Disney, adora tecnologia como iPad, iPhone, iCueca, etc. e comprar coisas fashion, afinal, as pessoas têm que ser chic igual Brunete. Seu poder X-Men é detectar a palavra Outlet num raio de 100m. O cara adora comprar e escutar sertanejo/pagode e anda comigo que sou contra consumismo e curto rock e música clássica, mas mesmo assim a gente se dá bem (ainda tenho esperanças de convertê-lo ao lado bom da força tipo o Darth Vader). Faz engenharia mecatrônica (junto com a Geruza tem a  menor carga horária de todos... inveja), é muito simpático, fala espanhol e acha cubanos, espanhóis, mexicanos, colombianos, chilenos, etc. muy amables. Me lembra o sr. Vitor Kawazoe.
O Ministério da Saúde adverte: vinho do porto pode causar efeitos colaterais nesse menino.


   Fora estes da foto, teve um atrasado porque tava dormindo na hora da pizza e outros dois que supostamente estavam fazendo coisas diferentes, mas descobrimos que estavam comprando passagens pra Itália.

Rafa Legal: O legal, claro. Até esqueci o nome dele de verdade. O cara gosta de cervejas e rock, é vegetariano e joga DOTA (apesar de viver me zoando)! Alguém aqui se salva haha. Acabou com o limite de download dele em tempo recorde e acabou optando por um plano pago. Isso porque o coitado já tem que comer pastel de vento, já que paga o aluguel mais caro de todos e nossa amiga Dilminha não quer liberar uma grana pra gente que vive nesse país caro. Faz Mecânica, é distraído, sai bastante e faz estoques de cervejas diversas na casa dele. Comprou um violão em Bruxelas pra gente fazer luau no telhado.

Rodrigo: O pioneiro. Foi o desbravador da Bélgica, passando todas as informações por face para seus amiguinhos. O coitado não sabia muito bem inglês quando chegou e teve que se virar nos trinta. Hoje ele fala bem melhor (com todo mundo que encontra no caminho) e sempre tenta nos fazer a falar só em inglês (o que tá meio difícil). Faz agronomia e tá fazendo pesquisa aqui (mega legal!). Seu nome é trabalho e seu sobrenome é muito trabalho. Ainda assim, sempre arranja um tempo pra comprar, porque tudo é baratinho (aham). Combo Rodrigo + Pedro = não sair das lojas. Sempre diz que vai fazer uma coisa e acaba fazendo outra (vou ficar de olho aberto agora hein).

Tati: Arquiteta. Começa aí. Não, to brincando haha, adoro ela. A Tati se acostumou muito com os costumes belgas (if you know what I mean), é muito descolada e alternativa, mas como mora com a Elise, tá virando cocotinha também. Tem medo do escuro e precisa de alguém pra andar no prédio dela a noite. É muito estudiosa, do tipo que se sair é capaz de levar um livro junto pra estudar enquanto tá dançando. Assim como o Rodrigo gosta de plantas, ela gosta de prédios. Fotógrafa e photoshoper profissional, zoa o Pedro eternamente por causa da Brunete. Elle parle français avec moi et Gabi, j'aime ça.


   Além dos brasileiros em Leuven, queria mencionar mais duas amigas na Bélgica:

Camilla: A garota sucesso! Eu acho que ela tem um trevo de quatro folhas, ferradura, pé de coelho, etc. porque essa guria tem muita sorte. Gosta de desafios, mas com tanta sorte fica difícil pra ela. Ficou um tempo em Leuven, se aproveitando do sofá das meninas, mas mora em Diepenbeek (trairagem!). É muito parceira pras festas e até quando vou pra uma festa em outra cidade, acabo encontrando ela. Diz que fazia produção na UFSCar, mas do jeito que ia em festas OpenBar, tenho minhas dúvidas. Me lembra a Haline, claro. Acho que ela se daria bem com a Geruza. #campanhavoltapraleuvencamilla

Rebeca: Nada de novo aí, só mencionando mesmo. Orra haha. A Rebequinha foi a única parceira da EQ da UFPR de vir pra Bélgica tomar umas beras e comer batata frita com maionese (fora os chocolates e os gaufres de Liège). Ela mora em Liège, a cidade mais brasileira da Bélgica, a 30 min de trem e 5 euros daqui (muito tranquilo de ir). A gente ainda discute se o melhor lugar pra tirar uma pira é o Oude Markt de Leuven ou le Carré de Liège, mas concordamos que não é a Oktoberfest de München, depois de tantas humilhações. Aliás, ser expulso da Oktober tá virando modinha... Ainda estamos tentando trazer a (Ha)Pira pra Bélgica curtir aqui e largar a Alemanha. A Re merece um prêmio por ter pego mais de 30h de trem comigo numa aventura pelo Reno e a Baviera, mas eu paguei um Crazy Dance pra ela, então tá de boa haha.