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domingo, 18 de agosto de 2013

The End. (ou não)

É, eu sei que você esperava outro post da viagem de julho com a Ju. Ou ainda da viagem da Disney que fiz com o Pedro, Elise e Ju. Ou ainda das viagens aos confins de Flandres e da Valônia pra comprar a melhor cerveja do mundo ou visitar paisagens lindas. Ou ainda da viagem que fiz com a Ana e a Fabi pra Londres e pra Irlanda. É, eu sei que costumo postar muito sobre as viagens, mas a verdade é que esse mês foi corrido e triste por causa das despedidas. E hoje foi a última... Aeeee!!! Com o Pedro eliminado, sou o vencedor do BBLeuven, quero o meu prêmio hein euros hein Bial!

Ok, depois de ser deserdado por causa dessa brincadeira, vamos ao que interessa. Essa semana, terça-feira, estarei voltando a minha terra amada, Brasil (to tentando me convencer, tá?). Não me entenda mal, eu gosto muito do meu país, mas é que me acostumei com a vida mansa aqui. E quando digo mansa, é mansa mesmo, sem se preocupar com violência. Se me perguntassem o que sentirei mais falta daqui, com certeza responderia segurança (ou seria cervejas belgas?). Agradeço muito a Deus (e a Dilma, claro) pela experiência que tive. Com certeza ampliou minha bagagem cultural (confira viagens) e profissional (é, não fiquei só viajando =P). Mais importante que isso, me ensinou a dar mais valor em muitas coisas que eu tinha e que talvez eu não desse muito. Desde a minha casa, até o próprio país. Sim, o intercâmbio cultural brasileiro também marcou presença. Tudo isso porque com 13 integrantes de 6 estados, houve muita zoação com sotaques, gírias e manias, troca de comidas típicas e experiências de cada estado, foi super. A única pessoa que me entendia e não me zoava era a Elise, companheira do Sul, a melhor parte do Brasil #osulémeupaís. E eu apesar de zoar com o sotaque beeerlandense do Pedro ou dos xxx do Matheuxxx, também acabei pegando umas manias deles. E posso garantir que muita gente saiu falando piá depois de me conhecer haha.

Pra quem não lembra o que vim fazer aqui, porque parece que só viajei, cursei 12 matérias, sendo a grande maioria do departamento de engenharia química, em especial na área ambiental, de bioprocessos e de segurança. Passar em todas foi difícil, pelo fato de as provas terem sido orais e do conteúdo do semestre inteiro (uma chance, tudo ou nada). Ainda assim, não me estressei nem a metade do que me estresso com a EQUFPR. Não tenho muita esperança de conseguir equivalências, porque a minha coordenação costuma complicar as coisas, mas to torcendo pelas optativas, pelo menos. Pra piorar, eu saí do Brasil em época de greve dos professores e graças a isso fiquei com 3 matérias pendentes, totalizando 10 nesse sétimo período, ou 36 créditos #amomuitotudoisso. Parece que formatura pra mim não existe mais, mas eu tenho fé que um dia eu chego lá. E com certeza essa experiência valeu muito mais do que se formar engenheiro em 5 anos (que, existe isso?). 

Claro que não posso deixar de ressaltar que curti muito viajar, afinal isso no Brasil é muito caro #porumaryanairnobrasil. Hey, eu economizei no aluguel e na comida pra poder viajar (e ainda passei em todas as matérias, então sem bronca). E apesar de voltar sem um tostão pro Brasil, sei que aproveitei. Bélgica, Alemanha, França, Itália, Hungria, Reino Unido, Irlanda, Marrocos, Espanha, Luxemburgo, Grécia, Holanda, Croácia, Rep. Tcheca, Áustria, Eslováquia, Romênia, Bulgária, Turquia, Eslovênia. Pintou no mapa? Faltou Suiça, mas não deu mesmo pra ir. E Portugal, claro, mas eles falam português, então não foi minha prioridade. Eu quero ver se virar em países como Croácia, Bulgária e Turquia, onde eles não falam inglês muito bem e você não entende nada da língua. É uma prévia do que os gringos vão sentir ano que vem na Copa.

Acho que o fato de eu ter conhecido pessoas dos 5 continentes foi o máximo. Apesar de falar inglês bem, no começo eu tinha vergonha e ficava com receio de falar. Acho que nos últimos meses falei até demais (será influência da Julia?). O primeiro semestre conheci uma pancada de gente em Leuven, principalmente por morar com os belgas. Foi muito bom eu conhecer a cada dia um pouco das tradições e do cotidiano deles (estudar!). Fora que flamenco é simplesmente demais. No começo achava feio, tipo um alemão misturado com inglês falado afrancesadamente, mas depois me apaixonei. Vou sentir falta dos meus amigos internacionais, especialmente da Hanne e da Kimberley e também do Frederic e da Caro. Ainda estou tentando convencer eles a irem para o Brasil, mas eles não se animam muito porque a passagem é cara e o país é muito grande... Enfim, outra coisa que gostei muito foram os esportes que fiz no primeiro semestre. Fazer esgrima de graça? Onde vou encontrar isso no Brasil? =P . E cavernismo então? Foi muito top explorar uma caverna belga quando tava fazendo menos de 0 graus na superfície.

O frio foi um problema para muitos, mas pra mim não foi tanto. Haha, não é que quero me achar porque vim de Curitiba (até nevou lá agora!), mas é que eu era realmente mais acostumado com ele, até vir as temperaturas de -7°C ou coisa assim, aí o bicho pegou. Mas enquanto alguns queriam desesperadamente voltar pro sol e calor do Brasil, pra mim ficar aqui seria ótimo. Aliás, sol é o que não tem muito por aqui, mas pra mim também não é muito problema, porque afinal em Curitiba ele não costuma dar as caras tampouco. E se pra alguns sair do frio para o calor foi um problema de adaptação, pra mim não será tanto, porque lá tá frio pra variar. Por falar em adaptação, como moro na Europa do Brasil, serei o que menos sofrerá com essas mudanças (aham, senta lá Cláudia).

Enfim, a Bélgica é linda, o intercâmbio foi massa, a KU Leuven é f**a, mas o que tornou inesquecível aqui foi a família de brasileiros que fizemos. Foi muito triste ver um a um se despedir e ir embora, mas a vida é feita de caminhos diferentes e cabe a nós trilhá-los para se juntar de novo. Não posso dizer o quão irritante a Gabriela foi no primeiro semestre. Me infernizando em todas as aulas (Bart everyday, Ba-Ba-Ba-Bart everyday), de terça a sexta, nos esportes diários e na casa dela (a comida mineira me atraía pra lá haha), inferno! Ela praticamente me escravizou por saber que sou o tipo de pessoa que não sabe falar não. Mesmo assim, ela conquistou o coração de todo mundo e fez muita falta no grupo (especialmente pelos pães-de-queijo que ela fazia). O Rafa Legal é outro bobo que não quis ficar um ano e se despediu cedo da gente. Pô, era o único vegetariano além de mim, o que tornava as jantas e/ou almoços mais fáceis. Apesar de viver sumido, foi a única pessoa parceira de beber 12 stellas (cada um) comigo, jogando videogame de madrugada, pra comemorar o fim das provas do primeiro semestre. Apesar da distância, a gente ainda joga DOTA juntos de vez em quando, então eu acho que quando voltar pro Brasil isso fica ainda mais facil. =)

Outra pessoa desaparecida foi o Rodrigo, que de todo mundo era a pessoa mais séria. Sério, ele era sério. Talvez pelo compromisso que ele tinha com a pesquisa e a tese dele (ao contrário de nós, que só tínhamos matérias). Apesar de sumido, a gente se topava em algumas festas de vez em quando e todas as pessoas, com certeza, foi a que mais melhorou o inglês aqui, principalmente pelo fato de ele não ter vergonha de falar com os outros (como eu). Por outro lado, o Matheuxx era brincalhão demais e pra ele foi só farra (calma, ele ainda foi bem nas matérias). A casa dele era o Oude Markt, embora ele tivesse um quarto pra dormir. Os fakbarixx foram seus lugares favoritoxx devido as paixõixx. De todos, foi a pessoa mais parceira pra viagem e pra fexxtaxx, então a gente se dava muito bem. Mesmo não saindo com a gente nem com reza braba, a Laís marcou sua presença, sendo a mãezona do grupo, botando moral e cozinhando pra galera =D. A única pessoa tão harrypottermaníaca quanto eu no grupo e um amor de pessoa, me fazia me sentir em casa quando a visitava. 

E também pertencendo ao grupo dos desparecidos, o Guilherme foi o nosso professor em cervejas durante o intercâmbio. É uma pena que ele sumiu legal no segundo semestre, mas fazer o quê. Não sei como não foi preso por contrabando de cervejas, já que ele levou litros e litros pra lá, mas se ele conseguiu, então eu não devo ter problemas com as minhas. Mesmo não sendo exatamente sumida, porque era meio arroz de festa, era meio difícil eu encontrar a Tati quando ela não tava estudando. Especialista em photoshop, ficava fazendo montagens da galera, mas a minha da Grécia ficou muito zoada =P. Meio devagar pras coisas (ao ritmo adagio) e amante da Duvel (que não tem muito gosto, mas tudo bem) teve muita amizade com belgas devido ao time de futebol. Aliás, conheci a Caro através dela. Outra pessoa que me fez amigos por tabela foi o Rafa. Apesar de ele ter me irritado muito ao longo do intercâmbio devido aos atrasos dele (aliás, fui a única pessoa pontual desse grupo todo), a gente se dava bem, porque em geral ele ia pras festas e viagens comigo e Matheuxx. Pessoa convencida de que BH é a melhor cidade do mundo, só porque ele não conhece Curitiba hahaha.

Sem dúvidas, a pessoa mais dolangue (orocure no dicionário curitibanês-português) de todas foi a Geruza (que rima com hipotenusa e com medusa, thanks Mamonas). Pensa em alguém que podia ser parceira pra tudo, mas sempre dava algum migué. Enquanto ela estava sobre minha influência em Heverlee, ela saiu bastante com a galera, mas depois que se mudou pra casa da Lais, virou moça comportada (até a mãe sair de casa, né? haha). Cozinheira de mão cheia, a responsável (junto com as batatas fritas) por eu ter engordado. Era a pessoa que mais detestava a Valônia, era engraçado. É claro que tenho que agradecer muito a Santa Elise da Semana da Prova, por ter me ajudado tanto esse semestre. Sem ela (e a biblioteca infinita) não teria conseguido passar. Assim como a Gabi no primeiro semestre, fiz praticamente todas as matérias com a Elise nesse. Ela aguentou junto comigo as aulas do Van Impe (eeeigenvalues) e do velho chato de bioquímica. Mesmo sendo raríssimas, as vezes que ela saiu com a gente foi super legal e no finalzinho consegui fazer uma viagem com ela, que foi pra Disney, que foi super d+. E foi até pra Westvleteren com a gente, mas desconfio que foi pra procurar algum belga pra conseguir o passaporte vermelho #mariapassaporte. 

Não poderia, claro, esquecer da minha esposa. A Julia é pior do que um coala, quando gruda não desgruda mais, mas enfim, foi com ela minha lua de mel pelo leste europeu. Praticamente dominou meu quarto nos últimos dias, deixando tranqueiras até pelo corredor. Mas quando foi, também deixou um espaço no meu coração (oooh, que brega foi isso...). E por último, mas não menos importante, foi-se o Pedro. Preciso dizer que ele foi mais que um amigo pra mim, foi praticamente um irmão, embora eu não saiba se ele acha o mesmo haha. Como eu infernizei ele, eu penso. Tudo que ele sonhava, queria ou pensava, eu ia la e batia de frente com ele. De Paris à Disney teve muitas histórias, sendo viagens, provas, comidas, compras, etc haha. Ele era a pessoa mais engraçada do grupo, fazendo a gente rir com as pedrices dele mesmo a distância e também a mais dramática ever. Era uma novela a cada dia, muito engraçado. Com certeza, se ele fosse primeiro, todo mundo tinha voltado junto...

Enfim, é hora de eu voltar né. E pra isso eu preciso fazer as malas, embora elas não queiram. Apesar de estar meio triste, sei que foi uma experiência inesquecível e agradeço a todos de novo. Mas o legado continua, amanhã vou receber o Quilló no aeroporto, a segunda geração de CsF na KUL. Olha minha plaquinha de recepção:



PS: quem sabe eu continuo o blog pra contar as peripécias do Brasil (ta, não teria graça, ja que minha vida social vai acabar) ou das viagens que fiz e ainda não contei...




Bye Flanders. Tenha a certeza de que fui feliz de ter escolhido esse lugar para vir... Tot ziens!

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Provas, manifestações e férias!

Férias! Uma palavra que só traz alegria. Ou não. Férias aqui também significa que está acabando. E já começaram-se as despedidas. Ou melhor, teriam começado se o Rodrigo tivesse deixado me despedir dele. Agora ele que apareça em Curitiba (e ai dele se me deletar do facebook haha). =P

Enquanto a galera no Brasil tava manifestando, eu tava estudando (e muito, tá!?). Chega de enzimes, eigenvalues e diffusion, não tava aguentado mais. Enfim, um breve resumo de como acho que fui:

Hazardous Substances and Process Safety: piece of cake. Na verdade não foi prova, mas sim um trabalho que fiz com a Elise, no qual tivemos que fazer uma análise HAZOP de uma caldeira. Deu trabalho, mas ficou tão bom, que nem o professor achou onde botar defeito. Ou melhor, achou, mas a gente foi incisivo no nosso ponto.

Biochemical Engineering Process: bem, graças a Santa Elise da Semana da Prova. As questões que cairam na prova aprendi na noite anterior com a Elise. Da parte do velho chato tinha que escrever um monte, mas era open book. Na parte oral me embananei um pouco, mas acho que tava bom ainda assim. Na parte do Van Impe, como disse, caiu exatamente como a gente tinha estudado, então acho que matei.

Process Control: da pra passar (graças a Santa Elise...). De novo, até um dia antes da prova eu não ia saber resolver nada. Bem, na verdade eu conseguiria porque a parte do Philip e do Geert foram praticamente dadas, bom pra não ficar com zero né. Da parte do Van Impe sofri, mas consegui fazer uma. A outra, por mais que a Elise tenha cantado na noite anterior, não consegui terminar de fazer (faltou tempo e eram 4 horas de prova!!), porque me embananei em como construir o gráfico da cinética que ele dava e no cálculo do jacobiano da belezinha.

Ecodesign and Life Cycle Engineering: passo. Como Process Safety, essa matéria foi só um trabalho. E que trabalho hein. Todo mundo deve ter ouvido eu reclamar de como esse trabalho com o Pedro deu trabalho. Enfim, a gente apresentou nossa análise de ciclo de vida de um controle remoto, que na minha opinião ficou muito bom, apesar de uns erros básicos. Os professores ficaram quase meia hora perguntando sobre as nossas hipóteses, tava dando até raiva, mas acho que no fundo, eles gostaram. =P

Multiphase Reactors: se chorar, eu passo na corda bamba. Ta. Eu sabia como era a prova, mas mesmo assim foi f**a. O cara simplesmente dava um capítulo do Levenspiel por aula e mais um mês de equações gigantes de balanço de massa e energia. E adivinha o que caiu na prova? "Escreva o balanço de massa e energia para um modelo com dispersão axial,  dispersão radial, intraparticular e interfacial." Quase joguei a prova pra cima. Claro que deixei a questão praticamente em branco, mas na parte oral o professor fez umas perguntas que eu consegui responder, então ainda acho que ganho uns (micro)pontos. A primeira questão eu fiz de boa, mas não sabia tudo que ele perguntou. E o exercício quase joguei pra cima também. Não a folha, mas sim a minha HP que decidiu me trollar na hora H. Foi o fim da picada pedir uma calculadora emprestada pro professor, que me deu uma CASIO-style, mas que era RPN. Bom, foi melhor que deixar a questão em branco...

Mas não só de provas vive o homem, né. Ontem, 26/06, fui em Bruxelas no manifesto em apoio aos manifestos brasileiros, na frente da Embaixada Brasileira. Não fiz muito barulho porque fiquei como segurança (!??) na parada. Aliás, fiquei é sendo assediado por Paparazzi. Não dava mais conta de pessoas me pedindo pra tirar uma foto, geralmente com a Ju...

Brasil, mostra a tua cara!
desenhobyTati


O manifesto foi  legal, pacífico (exceto um cara louco lá) e tranquilo. As provas vieram e passaram. E as férias começaram. To tão cheio de coisas pra fazer, que não sei por qual começo. E segunda-feira embarco na minha viagem de despedida da Europa (ou será que não?) com a Ju, ta acabando minha gente... =(

#partiuoudemarkt

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brace yourselves...

A segunda bateria de exames está vindo aí! E junto com ela, os trabalhos também... E o pior, depois acaba o intercâmbio =(

Enfim, agora tá muito difícil de escrever, porque tenho muita coisa pra fazer, mas queria dizer que atualizei a página dos Brasi-Leuvenses: http://kinleuven.blogspot.be/p/blog-page.html

Além disso, gostaria de comentar sobre minha viagem para a Croácia: foi demais!!!

Apesar de termos ido para pegar um sol, calor e uma praiazinha, aproveitamos muito bem, mesmo tendo só metade disso em metade dos dias.

A aventura já começou com o Pedro perdendo o voo pra Zadar... No avião tinha um monte de carinhas retardados (da Valônia, só podia ser), que chegaram até ser trocados de lugar (gente, que mico né =P). Bem, chegando lá na Croácia, nós alugamos um carro pra 7 pessoas e fomos pro apartamento, que era muito bom. Saimos pra jantar e dormimos relativamente cedo, já que o Matheuxx tava fazendo trabalho e o Rafa estudando (seriously??).

#partiufériasnacroácia

No segundo dia, descemos pra Split, parando em algumas praias pra tomar um sol e pegar um bronze, porque afinal, era pra isso que tínhamos ido pra lá. Apesar da água não ser tão bonita quanto a de Zakinthos e estar um pouco fria, todos entramos na água (até mesmo o Rafa). No final do dia, tinha pego uma corzinha, que já estava começando a perder de novo. Escutando muita música, andando muito de carro e tirando muitas fotos, finalmente chegamos no nosso apê de Split, que ficava no morro #matheuxxmanja. Deu até pra assistir Avenida Brasil com legenda em croata (oi?). Apesar de a gente (-Ge) sair pra ver se encontrava algo, a night tava vazia e tudo que encontramos foi alguns brasileiros perdidos que ficaram super empolgados com o CsF e nos incentivaram a estudar (Y). 

No terceiro dia, que começou chovendo, fomos voltando lentamente para Zadar de novo, pra buscar a bendita criatura que tinha perdido o avião. Aproveitamos para parar em mais algumas praias, quando resolvia fazer sol e almoçamos em Sibenik. Depois de passar no aeroporto e resgatar a criança, passamos num lago que parecia super bonito visto de cima e com sol, mas ao chegar lá e com chuva, parecia mais um pantanal. A noite e chovendo, o sr. Pedro fez a gente andar tudo de volta pra ele conhecer a cidade.

A manhã do quarto dia estava sol com nublado e prometia... chuva. E foi o que deu. Saímos bem cedo (vejam a proeza de ter levantado o Rafael) e partimos pra pegar a balsa até a ilha de Brac. Já deu o maior rolo, porque a srta. Geruza, Julia e Rafa foram trocar dinheiro e aproveitaram pra comprar alguns souvenires enquanto o carro já tinha entrado na balsa e eu e o Pedro estávamos desesperados atrás deles. Vale a pena lembrar que a Croácia não faz parte da União Européia (carimbo no passaporte!) e por isso a gente pagava roaming (6€/min). Enfim, deu tudo certo e conseguimos todos entrar na balsa, que não era lá uma balsa Dover-Calais, mas também não era uma Caiobá-Guaratuba. Já na balsa o tempo começou a virar e quando finalmente chegamos em Brac, estava chovendo o mundo... Ainda assim, não perdemos a esperança e fomos até Bol. O que a gente queria era achar uma praia linda, de areia, cheia de gente e sol, chamando pra um mergulho. Bem, pelo menos achamos a praia, que nem de arei era, mas ainda assim, era bonita. Almoçamos em um restaurante local muito bom. Nessa altura do campeonato tanto eu quanto a Geruza já tinhamos nos revoltado com a cozinha típica croata e só estávamos comendo pratos normais. Depois de encher o bucho e comprar os souvenires, fizemos o caminho de volta pra Split, mas passamos direto indo em direção à Bósnia. Aliás, Bósnia-Herzegovina, por favor, não esqueça. Mas não, não fomos pra lá, só passamos perto e fomos indo em direção ao norte até chegar a cidade minúscula de Grobatchov, digo, Grabovac, que faz Figueira parecer uma metrópole (!). Pude até treinar meu super alemão num posto lá perto, porque o frentista não falava inglês (como faz?). Nada como chegar no nosso confortável apartamento e descansar feliz.

O quinto dia começou pior que o quarto, chovendo pra caramba, então já estávamos desistindo da vida (!), mas nos lembramos que éramos brasileiros e pegamos o carro em direção a Plitzviks, quero dizer, Plitvicka, um parque lindo pra chuchu (embora até hoje eu não entenda o que tem de lindo em um chuchu). O parque é composto de vários lagos com a água azul, azul, azul, azul. Fora lindas cachoeiras, mas que pra mim, não eram muita coisa, já que Foz do Iguaçu dá de dez a zero nelas. Pra ajudar, a bateria da minha câmera acabou na metade do parque e fui obrigado a não tirar fotos o resto do dia #chatiado. A coisa mais engraçada do dia foi uma hora que sentamos pra tirar uma foto nossa e um bando de taiwandesas começou a sentar junto com a gente pra tirar foto e foi juntando mais, e cada vez mais gente... me senti uma celebridade! Pelo menos o sol abriu depois de andarmos pra caramba e não ficou mais tão frio. No final do dia, a gente já tava morrendo de tanto andar, mas jantamos num restaurante ali perto que tinha uma atendente super grossa (reported!) e ainda comemos brownie da Geruza.

Pra variar, o sexto dia amanheceu nublado e junto com ele, partimos tarde do nosso apê (snif) e pegamos o carro na direção da Bósnia(Herzegovina!). Ops, na verdade foi um desvio, porque tinha alguma obra no dia (ha, novidade). Além disso, desviamos mais o caminho para margearmos a costa ao norte de Zadar. Depois de atravessar a serra dos confins, tivemos uma vista linda do litoral, de onde se podia ver as ilhas formadas por rochas sedimentares (nem isso pareceu acordar muito o Rafa...). Andamos pela margem até Zadar e ao chegarmos no nosso novo apê, o tempo abriu um pouco. Corre trombadinha! A pé mesmo, fomos almoçar e pegar uma última praia. Daria até pra ficar dormindo na praia, se ela não fosse de pedras como as outras e a maré tivesse subido, levando aquela água gelada para os nosso pés #pedropira hahaha. Ao anoitecer, fomos pro centro de Zadar, onde tem um órgão-escada que funciona com as ondas (pelo menos é o que eles dizem) e ver o Segundo Sol de Zadar que nada mais é que painéis solares que absorvem energia durante o dia e de noite ficam refletindo luzes coloridas, muito bonito! Fechamos a noite com chave de ouro tomando algumas coisas num lounge que a Brunete aprova!!

O último dia amanheceu com o maior sol do mundo! #sacanagem. Mas não deu pra estendermos nossa estadia na Croácia, então passamos no centro pra tirar algumas fotos, comprar alguns souvenires de última hora e comer alguma coisa antes de partirmos. Deixamos nosso carro exatamente ao meio-dia (como combinado) no aeroporto e seguimos pro check-in e finalmente o avião. O vôo correu tranquilo, com exceção do pouso, em que o piloto foi muito atrapalhado, mas deu tudo certo. A gente se estressou tanto com a Valônia e seus trens atrasados, porque demoramos 3 horas de Charleroi até Leuven!! Mas claro, a viagem acabou em batata frita... Enfim, esse foi o suspiro antes do mergulho, agora é melhor eu ir. Se eu sobreviver, aviso a todos. Tot ziens!

Dia 2 - Matheuxx e os ouriços-do-mar

Dia 2 - Prova que todos entraram na água, transparente :)

Dia 3 - Mais uma das minhas fotos tortas, sou muito artístico pra me entenderem

Dia 3 - Sair de pijama pra night, #éoquetemprahoje

Dia 4 - Praia de Bol. Cadê o Sol? Cadê o calor? Cadê a areia? Cade as pessoas?

Dia 4 - Praia de Bol (sem sol) =/

 Dia 5 - Um dos muitos lagos de Plitvice

Dia 5 - Tudo com sol fica mais bonito =)

Dia 5 - Depois de descer tudo, ainda tem que subir o morro de volta...

Dia 6 - Ilhas sedimentares. Acho que eu não tava muito empolgado na hora pela minha cara. Ser copiloto, DJ e fotógrafo cansa e eu achei que não sobreviveríamos à passagem das montanhas cinzentas...

Dia  6 - Melhor do melhor picolé do mundo! @creditsbyJu

Dia 6 - Em cima do órgão-escada. Ele não toca muito bem, eu diria.

Dia 6 - Segundo Sol de Zadar. Muitas luzes e muitos brasileiros...

Dia 7 - Igreja de São Donatus, o símbolo de Zadar

sábado, 25 de maio de 2013

Aqui também tem coisa séria (2)

E finalmente acabou minhas aulas no exterior. Agora são 3 semanas de "estudos" até o começo das provas. Dessa vez, ao invés de 7 provas como o semestre passado, farei apenas 3. Thanks heavens and Anouck!!! Só essa semana me dei conta que ainda não disse quais matérias estava fazendo esse período. Preciso ainda dizer que perdi as 3 primeiras semanas de aula (quase 1 mês de 4 de aula), porque meus pais estavam me visitando, o que complicou bastante o meu entendimento das matérias.


Disciplina: Process Control in the Chemical Industry
Data/Hora: Segunda-feira e sexta-feira das 10h35 às 12h35
Professor(es): Jan van Impe e Filip Logisti
Com quem eu faço: Elise
É a matéria que eu mais gostei de fazer, embora 99% das aulas eu não tenha entendido nada. Ainda bem que existe a Elise, pra me salvar quando ficava boiando. O curso em si foi muito bagunçado e não apresentando muita lógica. Parecia que quando um professor tava a fim de ir dar aula, ia. As aulas do Filipe (que foram bem poucas) eram bem baseadas nos slides dele, que eram cheios de fórmulas matemáticas, que pra mim fazia tanto sentido quanto um objeto "caindo" para cima. As aulas do van Impe eram muito boas e ele passava bastante tempo no quadro (raro aqui...). Como a especialidade dele é na área de bioprocesses, as aulas tinham esse foco (com direito às pesquisas dele, depois a Elise e eu descobrimos que era tudo plano dele pra manipular os alunos a fazerem a tese de mestrado com ele). Ele emana uma aura de terror, really. Na aula, ele era bem terrorista, fazendo milhares de perguntas durante a aula e como eu nunca sabia, ou ficava olhando pro meu caderno ou pro da Elise haha. No final, a resposta era sempre algo como "o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente. O van Impe ainda tentava ser engraçadinho, mas até quando ele fazia piadas, ele me assustava. Segundo a minha equação, ele + Bart (do semestre passado) = Snape ! Thanks heavens que a prova dele não é oral ou eu ia ter um treco.


Disciplina: Biochemical Process Engineering
Data/Hora: Terça-feira e quinta-feira das 8h25 às 10h25
Professor(es): Jan van Impe e Jozef Vanderleyden
Com quem eu faço: Elise
Sinceramente, essa matéria devia ser separada em Biochemistry + Bioprocess Engineering. Simplesmente porque nas terças, dadas pelo Jozef, as aulas eram inúteis. Ele só deu a parte de bioquímica. E o que poderia ser interessante, ele tornou chato e inútil. Metade das aulas foi falar de enzimas, mas não de um jeito aplicável, mas sim do ponto de vista da biologia. Como se não bastasse a aula ser mega cedo, ele ser chato e a aula inútil, os slides dele eram em neerlandês. #pracabámesmo
Já a parte do van Impe era uma aula de controle disfarçada. Ele começou mais com balanços, mas no final era só controle e otimização. Como na aula de controle, ele adorava fazer perguntas, e de novo, as respostas quase sempre eram 
"o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente.


Disciplina: Ecodesign and Life Cycle Engineering
Data/Hora: Terça-feira das 14h às 16h
Professor(es): Joost Duflou e Wim Dewulf
Com quem eu faço: Geruza, Lais, Matheuxx e Pedro
Essa matéria foi a maior roubada de todas. A Geruza e a Lais fizeram a maior propaganda de todas, porque essa matéria não tem prova. E nós caimos feito os patos de Heverlee. O problema dela é fazer um trabalho em duplas mó complicado, que a gente não tem base nenhuma pra fazer. O melhor, os professores não ajudam e proibem os alunos de doutorado deles a ajudarem. #adoro
As aulas em si, tinham o conteúdo legal, mas na minha opinião foram mal dadas, ou mal exploradas, porque no final, se mostraram totalmente inutil para o nosso trabalho. E sinceramente, não tem matéria mais migué que essa, desde a primeira aula só tem hipóteses... Curiosidade: foi a matéria com maior presença minha nas aulas, acho que tem a ver com ser a tarde haha.


Disciplina: Hazardous Materials and Safety in the Process Industries
Data/Hora: Quarta-feira das 14h às 16h
Professor(es): Jan Vermant
Com quem eu faço: Elise
Essa matéria foi susse. A primeira parte na verdade foi dada por duas outras professoras, uma que era bacananinha, mas gostava muito da parte de perigos biológicos e uma outra que era uma metralhadora, não dando nem tempo pra anotar qual dia era. Segundo o Vermant, tudo aquilo era inutil. Gostei dele hahaha.
A parte dele era a parte de Safety in the Process Industries, o que era muito mais util e servia como uma continuação do curso de Safety Engineering que tinha feito com a Ge, Gabi e Rafas no semestre passado. Ele também deu a parte de Legislation, mas segundo ele "who cares?". Realmente gostei dele hahaha.
O melhor de tudo, foi que a matéria não teve prova, e sim um trabalho, que fiz com a Elise. No nosso caso, fizemos uma análise de riscos num processo que envolvia uma caldeira. Fizemos um HAZOP, calculo de probabilidade de falhas, propusemos melhorias ao processo e ainda discutimos outros assuntos importantes como corrosão e scaling. Apesar de ter tido mó stress com um pessoal da arquitetura (que são mais lentos que tartaruga andando de ré) na hora de imprimir o trabalho e de ter dado confusão quando fomos mandar o email com o trabalho para ele, o trabalho ficou tão bom que a defesa foi muito tranquila. Ele só disse que devíamos ter colocado um medidor de temperatura no boiler ao inves de um de pressão, mas a Elise e eu já fomos pra cima dele (figuramente, por favor) explicando o porque de termos escolhido o de pressão. Ele até disse que a gente tinha um ponto nisso, mas não chegou a concordar totalmente. Enfim, uma matéria a menos pra se preocupar e foi susse como mousse.



Disciplina: Design and Analysis of Multiphase Reactors
Data/Hora: Quinta-feira das 10h25 às 12h35
Professor(es): Jan Degrève (quantos Jan, tem mais que Barts)
Com quem eu faço: Elise
Outra matéria que entendo de pouco a nada. Não que eu tenha achado muito difícil em si, porque o professor é muito bom (além de ser muito fofinho, segundo a Elise), mas assim como a metralhadora de Safety, ele ia voando pelos capítulos do Levenspiel como se não houvesse amanhã. Quero dizer, numa aula estávamos vendo reações sólido-líquido, na outra era gás-líquido, na outra era líquido-sólido-líquido, na outra era gás-sólido-líquido, e por aí vai. Assim fica complicado =P. A minha sugestão para a KUL seria dobrar o número de créditos da disciplina, que poderia ser dada com mais calma e aprofundamento, já que é um assunto tão importante. Vai ser a minha última prova, com parte escrita, exercícios e parte oral. #elisemesalva


Ok, eu sei que deveria fazer o meu trabalho de Ecodesign, que só por intervenção divina ficará pronto, mas essa semana de estudos, vou pra Croácia haha. Ué, deve ter muita coisa a se estudar lá, especialmente as praias e os parques nacionais. =)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quem canta os males espanta...

... e depois fica com dor de garganta.

Desculpem a falta de postagem, mas ultimamente está corrido. Não corrido como costumava ser no Brasil, mas muito mais corrido do que foi semestre passado. Acho que é o efeito Elise rsrs.

Mesmo sem tempo pra pensar em nada da vida, arrumamos tempo ontem pra ir num cantus, uma tradição belga (e de outros paísinhos por aí também). Trata-se de uma reunião onde se canta e bebe. A princípio é pra ser bem organizada, com o senior e os penalizadores botando ordem, mas a gente foi num cheio de espanhóis, então já sabem, foi uma zona. E claro, quanto mais se bebe, menos se tem ordem no lugar e mais zoado vai ficando. Mas a festa não dura pra sempre não, tem limite de horário (meia-noite), só que foi o suficiente pra alguns ficarem pra lá de Bagdá. 

Pra ajudar, o cantus tinha como tema: nostalgia. Foi pracabá mesmo. Depois de ver trabalhos e afins, tive uma hora e meia pra pensar numa fantasia e arrumá-la, então foi mega improvisada. Por mais que não tenha ficado oh, achei legalzinha pra quem teve que se virar nos trinta pra arrumar uma. Eu fui de Reptile, o Matheux de Pikachu (sensação do cantus, um dos penalizadores era o Ash haha), Ge, Elise e Ju foram como as meninas super-poderosas (ideia minha =D), o Rafa como Twister, a Tati como menino maluquinho e mais o Pedro e o Felipe (novo integrante, paulista com sotaque 10x mais forte que o da Tati) que foram sem fantasias. #losers

E cantamos. E bebemos. E cantamos. E bebemos... Mas até que achei que não bebemos tanto (pelo que eu tinha escutado os caras caiam de beber, então ficamos susse). Só que fiquei meio sem voz. Quando falei isso pra uma colega belga, ela falou que o VTK (grupo estudantil das engenharias) fazem uma semana inteira de cantus (oh gosh) e que teve um ano que ela foi em todos... esses belgas não sabem brincar de beber =P

Bem, eu ainda estou devendo o post de Zakinthos, o paraíso da Grécia. Vou ver quando poderei escrever, porque no final do mês terá a Croácia =D/

sexta-feira, 15 de março de 2013

Novidades, viagens e afins

Haaa, quem diria, um novo post!?
Desculpem a falta de posts, a vida anda meio corrida (literalmente, como direi abaixo) agora e isso que to fazendo menos matérias esse semestre.
Aconteceu tanta coisa esses dias e ainda nem escrevi sobre minha viagem pro Marrocos ou a viagem com os meus pais, mas vou escrever isso em breve.

Primeiro de tudo, é com grande pesar que anuncio (uma semana depois) a eliminação de mais um participante do BBB Leuven (que eu sei que serei o vencedor, mas enfim). E dessa vez foi uma pessoa legal. Tão legal que recebeu o título de Rafa Legal. Se bem que ele também merecia o título de Rafa Sumido, Rafa Traidor, etc. Não preciso dizer o quão legal era o Rafa, ele era vegetariano e jogava DOTA 2 (tão bom eu não ser o único, mas agora sobrei). Além disso, o Rafa foi o único que topou beber 12 Stellas em uma noite com muito videogames, inclusive com a gente perdendo pra Gabriela no Mario Kart -.-'

Ao contrário de todo mundo que viveu no 03.19 no primeiro semestre, o Rafa Legal vivia em outra dimensão (aka Amsterdam) e não tive a oportunidade de viajar com ele pra outros países. Quase internacionalmente falando, fomos pra super praia belga de Oostende, quando tivemos a insanidade de entrar no mar a menos de 0 graus e ventando pra caramba, ou pra Westvleteren, quando fomos tomar a melhor da melhor do mundo nos confins de Flandres, quase na França. Se bem que ele não lembra de muita coisa da viagem (especialmente a de volta haha).

Depois que acabou as aulas ele aproveitou pra fazer um mega tour em vários países da Europa, então eu não o vi até o começo de Março, já perto da sua despedida. É claro que tudo acaba em pizza e a despedida teve de ser no Amici Miei (com participação especial do Oude Markt).


Rafa Legal & Cia - fidelidade ao Amici até o fim

Bem, ao Rafa Legal só desejo tudo de bom, muito sucesso na carreira, já que ele gosta de empreendedorismo. Quando eu for dar uma volta lá pela capital, vou querer um lugar que não tenha duplas sertanejas hein =P

CsF Leuven, com a participação especial da belga Charlotte, da traidora Camilla, da Gabi-do-Matheuxx e das celebridades Tati Pirigueti, Brunete Fraccaroli e Bart. Salve Dilma!
creditsbyTatinãoPirigueti


Só pra constar, nesse meio tempo eu, a Geruza, a Ju e o Rafa Rafa entramos pra academia. A Elise tá pra entrar e o Matheuxx vive dizendo que uma hora ele aparece lá, fora o Pedro e o Rodrigo que já faziam. #planodeinvasãobrasileira

Pra começar matando a academia, a Julia inventou de ir no final de semana pra Luxemburgo (que é logo ali), junto comigo, Ge, Matheuxx e Rafa, mas o plano de não fazer exercícios saiu pela culatra... Pra começar, acordamos 5 e pouco da manhã pra tomar café da manhã, comprar os bilhetes e pegar o trem das 6h27 na estação. Claro que o Rafa não acordou, porque ele não acorda nem com um terremoto, mas mesmo assim a gente foi pra Valônia, ou melhor, foi dormindo. Em Ottignies trocamos de trem pro trem pra Luxemburgo e fomos praticamente dormindo até lá também.

Luxemburgo... o país com o maior PIB per capita do mundo $_$... me decepcionou. Acho que eu tava esperando Brunetes por todo lado ou sei lá o que, mas pareceu muito comum, além de minúsculo. Aliás, o país inteiro tem a população de Londrina (ou menor ainda). Tem 3 línguas oficiais (deve ser cisma de país pequeno): o francês, o alemão e o luxemburguês, que nada mais é que um dialeto alemão reconhecido como língua nacional. Além disso, o inglês e o português disputam como 4ª língua mais falada... Português? Isso mesmo. Aproximadamente 16% da população de Luxemburgo é portuguesa. Então é muito comum mesmo escutar português lá nos bares, hotéis, McDonalds e por aí vai. Pra um português conseguir nacionalidade luxemburguesa basta viver 7 anos no país (deve ser coisa do país: "me povoe, por favor"). É uma monarquia parlamentarista, mas é o único Grão-Ducado do mundo. A história do país é bem interessante. Assim como a Bélgica, o país é um campo de batalha que todo mundo quer conquistar no WAR, especialmente por estar no meio da Alemanha e França. Mas até a Bélgica conseguiu pegar um pedaço de Luxemburgo, hoje conhecida como Província de Luxemburgo na região dos Ardennes, Valônia.

Bem, de volta a viagem: chegamos cedo e como a cidade (capital) é um ovo de codorna decidimos andar até o hostel. A distância não foi o problema. O problema tivemos que descer pro hostel e tudo que desce, sobe (ou seria o contrário?). Enfim, deixamos as malas lá no hostel, porque era cedo pro check-in e subimos o morro pro centro pra conhecermos a cidade. Em 3 horas já tínhamos visto tudo do centro, como o Palácio Ducal, a igreja de Notre-Dame, a ponte Adolphe e a Place de l'Armée (e o que mais tinha naquela cidade mesmo?) e ficamos tomando sol, por incrível que pareça, numa praça esperando o Rafa que tava vindo com 7 horas de atraso (coisa básica). Não me entenda mal, a cidade é muito bonita. Muito mesmo. Mas não tem nada pra fazer, a menos que você seja rico e fique comprando coisas... Acabamos jantando (as 5 da tarde, pra quem tomou café da manhã as 5 da manhã) por ali mesmo e descemos de volta pro hostel pra fazer o check-in, descansar um pouco e tomar banho. Eu apaguei por 2 horas e quando acordei a gente queria sair pra comer, mas o bar do hostel já tava fechado. E quando perguntamos se tinha algum lugar perto pra comer, não é que o recepcionista deu risada? (parecido com a mulher de Poperinge que riu quando perguntamos por um taxi). Como diria o Pedro: que absurdo! Afinal, é a capital de um país, não é possível que não tivesse nada aberto. Bem, a Ge e a Julia decidiram ficar, mas os piás e eu resolvemos subir o morro de novo atrás de alguma coisa (eles pra comer e eu pra beber, afinal tinha que experimentar uma cerveja de Luxemburgo, não é?). Ainda assim, voltamos cedo pra acordar com muita disposição de andar no outro dia.

Vista do vale e do forte

Place de l'Armée (percebe-se que sou ótimo fotógrafo)

Vista da sede da Comunidade de Aço e Carvão da Europa

Aproveitando pra tomar um solzinho na praça...

O segundo dia começou já com muita caminhada. Subimos o outro morro pra chegar no forte  Thüngen. E pra chegar até lá passamos por um mato e a Geruza já tratou de ligar o seu radar-aranha haha. Lá em cima tem umas masmorras e uma vista bem legal. Atrás dele ainda tem o museu de arte moderna. Nessa região tem vários prédios modernos, contrastando com o centro da cidade que tem uma cara mais Europa tradicional. Atravessamos o rio do vale pela ponte Grã-Duquesa Charlotte (que aliás deve ser uma personalidade e tanto naquele micro-país, tudo lá tem o nome dela) e atravessamos o centro da cidade (10 min de caminhada!) até as ruínas, que estavam fechadas. Então descemos o morro e andamos contornando o rio até chegar no Grund e subir de novo. Só que ao chegar lá em cima, o que tinha? Descida! Ok, e ao descer, como chegar no hostel? Subindo e descendo de novo! É... pra quem queria matar a academia, acabamos fazendo mais exercícios que o normal (quero contar pontos na academia =P).

 Vista do centro da cidade

Faltou a Gabi...

...mas nessa não faltou.
#viajandopelaEuropamesmonoBrasil #desfocaGabi

Bem, a viagem acabou com a gente pegando um trem ultra-mega lotado em Arlon. Só podia ser coisa da Valônia mesmo... E pra ajudar, muita neve nos Ardennes. Pra finalizar mesmo, só juntando um ingrediente de cada casa pra fazer uma macarronada na casa da Tati, que não tinha nada a ver com a história rsrs.

E pra quem tava de camiseta curtindo os 18 °C enquanto o Rafa Legal ainda estava aqui, o tempo mudou pra neve desde segunda até hoje (o piá foi esperto, migrou para o Sul do planeta na hora certa), com o pico de -11 °C na terça-feira (e eu com aula as 8 da manhã, santa sacanagem, Batman). Só a Elise brigando comigo na minha consciência de manhã pra me fazer acordar, levantar e ir pra aula com esse frio haha. Mas ainda bem que agora tenho uma semana de folga por causa do Athens. Westvleteren, amanhã é nóis aí de volta!


Em breve... quem é esse cara estranho do meio?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

De volta com tudo...

... menos dinheiro, porque tá difícil agora. Só fazendo malabarismo no sinal mesmo (é coisa nova aqui, será que dá dinheiro?)

Estou de volta às aulas, à gordice belga, à correria com os documentos, aos posts no blog, enfim, à rotina. Este post é dedicado a uma pessoa que não está fazendo isso, ela, a primeira eliminada do Big Brother Leuven 12/13: 


Tem música que combina mais com a criatura? Acho que não. Ela é bem do tipo "eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela". Pensem numa pessoa que me encheu o saco o semestre inteiro e ficava me explorando. A Gabi honra bem seu signo chinês, a serpente. Desde que eu cheguei notei que ela dava patadinhas e patadonas, com a língua afiada e venenosa como uma cobra, mas no fundo, ela é um doce de pessoa e ama todo mundo. #sóquenão

Brincadeira, apesar de implicante, a Gabi conquistou o coração de todo mundo (por mais que tenha desprezado todos eles). Alguns ela conquistou com metades de sanduíches, outros trazendo pimenta do Brasil e outros sabe-se lá como, mas a saída dela deixa um grande vazio no coração de todos. #own

Das 7 matérias que fiz no semestre passado, 6 fiz com a bendita, então passei o mês de janeiro inteiro estudando (ou melhor, vendo filme) com ela. Sem contar que fizemos as 4 provas do Bart, passando pelas gracinhas dele (ele elogiou nosso trabalho de Water Technology) e ela foi melhor que eu em quase todas as provas (diz que não é nerds, mas é!). Foi dela a ideia da super maratona de esportes (judo, taekwondo, capoeira, esgrima spelunking, tênis e vôlei), mas no final acabamos só com o taekwondo (e olha lá) e a esgrima (a única que me derrotou 1 vez nos duelos da última aula). E também era a que mais ficava inventando coisas pra não ter que estudar, como ver filmes ou viajar. Bem, não era muito difícil me convencer, mas isso são outros quinhentos.

Não estava em Leuven quando ela foi embora, porque estava viajando com meus pais, mas a Gabi deixou um testamento a todos, me confiando seus slides impressos (quando eu tiver frio vou usá-los muito bem) e o seu cobertor de listras, porque eu vivia dormindo no 03.19 (mas a Geruza já andou se apoderando dele, que isso?). Enfim, quem sabe a gente ainda se encontra nos congressos de EQ da vida, ou eu vá passar umas férias em Minas pra comer uns pães-de-queijo.

OBS: Não fui à festa de despedida dela, mas a gente fez uma viagem de despedida pro Marrocos, que vai ser o próximo post...

Cena do próximo capítulo, não percam... quem é esse cara estranho na foto??


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Comemorando o fim de semestre com estilo!

    E finalmente todos entraram em férias! O Rodrigo foi o primeiro a entrar de férias, seguido da Ge e Matheux, depois vieram eu, Rafa Legal e Laís, Elise, Rafa e Julia, e no último dia foram a Tati, o Pedro, Gui e Gabi. Ô maravilha!
    A sexta-feira chuvosa começou comigo e a Julia indo nos matricular pro semestre que vem na KU Leuven e depois fomos até a prefeitura. Resolvido (ou não) estes pepinos, voltei pro hostel 03.19 arrumar minhas coisas e começar a minha mudança definitiva até o meu novo quarto. Dessa vez, a Julia me ajudou e a mudança foi bem mais tranquila. Primeiro que consegui reduzir o número de caixas, sacolas, malas, etc., e segundo que deu pra colocarmos tudo nas bikes e ir pedalando até o meu quarto. Precisamos de 2 viagens, mais foi bem mais tranquila. Apesar da chuva, foi bem melhor mudar do que com a neve do outro sábado. Minha tarde foi arrumar meu quarto, guardar meus bagulhos, organizar minhas coisas, etc. O que mais gostei do meu quarto novo é o tamanho dele (que cabe mais uns 4 colchões além da minha cama) e o fato de ser em uma casa, que vou dividir com com 2 chineses (inclusive 1 faz aula comigo como descobri ontem) e 3 belgas. Agora não moro mais em Heverlee, mas sim perto da fábrica da Stella Artois em Leuven (por que acham que escolhi aqui? haha) #ascençãoaoring


Meu novo quarto, um tempão pra arrumar e fazer dele meu lar.

    A noite foi dia de festa brasileira pra comemorar o fim do semestre. Além dos brasileiros, tinha um amigo estrangeiro da Tati e a Charlotte, que é uma amiga belga do pessoal que fez o curso de inglês aqui. O cardápio foi risoto, de camarão e de alho-poró. Como os cozinheiros foram a Gabi e o Gui, eles meio que competiram pra ver quem colocava mais pimenta no risoto. Só posso dizer do de alho-poró (da Gabi), que tava apimentado, mas tava muito bom. Teve vinho Lambrusco para os que gostam de vinho e cerveja especial Carolus, que o Rafa Legal trouxe, para os que gostam de cerveja. Tá, eu bebi dos dois, mas enfim, o que conta foi a festa. Muita música brasileira, com direito a um ao vivo, com o namorado da Ge tocando e todo mundo cantando. E os estrangeiros ficaram meio perdidos, mas eles gostam hehe. 

Noite de comer, beber, prosear e cantar. E viva o fim de semestre! =)

    Combinamos mais ou menos o horário de sair no sábado pra ir em Westvleteren para beber a melhor cerveja do mundo... Pra se ter ideia, essa cerveja é muito limitada. Ela é uma cerveja produzida por monges desde muito tempo atrás e eles só produzem o suficiente para manter o monastério. A produção dela é a mesma desde 1946, se não me engano, mas a popularidade dela vem crescendo cada vez mais, então é relativamente difícil consegui-la. Primeiro, não tem delas por aí. Segundo, que pra visitar o monastério precisa fazer reserva com 2 meses de antecedência e pra conseguir 1 engradado da Westvleteren Bruin 12, é preciso da reserva e ir de carro ainda (e é limitado o número que você pode levar: 1 engradado!). Maaas, se você for até Westvleteren, dá pra ir no restaurante que fica do lado lá e comprar a cerveja do bar mesmo. E ainda da pra comprar 1 kit com 6 cervejas, no preço de 20 euros. Esse era nosso plano, ir pra lá, beber no bar e comprar uns kits.
    Apesar de querer sair mais cedo, a maioria optou por sair um pouco mais tarde pra poder dormir mais, então pegamos o trem das 11h57 pra Bruxelas. Fomos eu, Gabi, Pedro, Rafa Legal, Ge e o Leandro (o namorado dela). Depois de um mês só trancado no meu quarto estudando pros exames, estava sentindo falta de andar de trem pela Bélgica... A viagem pra Bruxelas é rapidinho (menos que 20 min), então descemos logo na estação Norte, que tava tão calor que só tava de camiseta, e trocamos de trem para Poperinge. Agora, essa cidadezinha é no fim do mundo viu. E demorou, e demorou, e demorou... Em relação a Bruxelas, Poperinge fica ao oeste, bem para o oeste, meio perto da divisa com a França e o Mar do Norte. Foram mais de 2h de trem, o que começou a me preocupar porque eu e Gabi queríamos ir no jogo do Oud-Heverlee-Leuven a noite e a gente chegou em Poperinge era 2h30 da tarde. Chegamos a pegar sol, chuva, sol, chuva, sol e chuva de novo (lembra alguma cidade, não?).
    Ao chegar naquele fim de mundo, a nossa ideia era pegar um shuttle até Westvleteren, mas nosso tiro saiu pela culatra ao descobrir que precisávamos ter reservado o bendito 2 horas antes. E pra ajudar não tinha ônibus naquela cidade no fim de semana. Fuuu. Com a barriga roncando, a gente começou a pedir informação de como chegar no bendito monastério e uma belga até riu da nossa cara quando perguntamos por um táxi ("Táxi? Em Courtrai? hahaha"). Okays né. Nossa única solução foi procurar algo rápido pra comer. Mas nem isso tinha naquele fim de mundo! Nem mesmo um McDonalds ou um frituur aberto. Com o estômago lá atrás, tivemos que ir andando pro monastério mesmo, deixando a Gabi pra trás, porque ela não queria perder o jogo (tá, eu já tinha comprado meu ingresso, mas não é todo dia que se pode beber a melhor cerveja do mundo né, então deixei pra lá, junto com o meu passe de trem que esqueci com a Gabi #inteligente).
    No caminho a gente conseguiu encontrar um lugarzinho que fazia sanduíches e fomos comer um. Pra nossa alegria, a mulher não falava inglês. E dá-lhe nosso super holandês pra pedir lanches haha. Foi engraçado, mas o sanduíche valeu muito a pena. Claro que comemos andando, pra não perder tempo. E enfrentamos chuva, vento e frio. Como é possível que num dia que eu tava usando só camiseta, tava com minhas mão congelando? Ah Bélgica... mais parecida com Curitiba impossível.
   E depois de mais de 8km caminhando, enfrentando essas condições adversas, passando por milhares de mini-fazendas e sem saber 100% o caminho, chegamos finalmente ao lugar, nos confins de Flandres. Aleluia! Pura comemoração, e é claro, com cervejas.


Em busca da cerveja perfeita...

    Esqueci de explicar antes, mas lá tem 3 tipos de cerveja, a Blonde, a Bruin 8 e a Bruin 12. Apesar de a melhor do mundo ser a 12, as outras também são boas e é claro que começamos com elas, que são mais fracas. Apesar de ser um preço meio elevado (3,70; 4,20 e 4,70), achei elas bem acessíveis até. Não é uma Stella da vida que você compra um monte pra tomar, mas sim cervejas pra se apreciar. E nesse meio tempo, tentamos de tudo, mas não conseguimos marcar o shuttle pra voltar. O jeito foi pedir um táxi de Ieper até Poperinge (que segundo a mulherzinha ia ficar 16 euros, o que tava pra lá de bom).
    A hora da revelação foi ao beber a Westvleteren Bruin 12. A expectativa... A ansiedade... E... E... E... Fantastisch! Como diz o Rafa Legal, a cerveja é um absurdo. E por mais que eu adore a Sint Bernardus 12, tive que concordar em desbancá-la do posto de minha cerveja favorita. Já a Ge, ainda se manteve fiel e preferiu a St. Bernardus.


Tomando a melhor cerveja do mundo e comendo uns queijinhos...

    As coisas estranhas já começaram no restaurante mesmo. Quando fui ao banheiro, ao sair, me deparei com duas velhas prá lá de Bagdá entrando no banheiro masculino. Elas pararam, me olharam, pensaram, riram e sairam andando rápido pras mesas rindo feito loucas. Ê povo estranho... E na hora de ir embora outra surpresa: o táxi que tínhamos chamado era na verdade 50 euros (facadaaa). Mas como ninguém ia voltar andando pra Poperinge a noite e no estado doce, como diz o Pedro, que a gente tava, o jeito foi aceitar. E foi só 10 min de carro. Que absurdo...
    Na estação de trem encontramos um pessoal que tínhamos visto lá no restaurante e que tinham nos perguntado como íriamos pra Poperinge. Não sei se eles também foram de táxi, mas como eles iam pra Bruxelas, a gente foi conversando com eles. E que pessoal maluco, mas muito gente fina. Tá, todos também tinham bebido a Bruin 12. Descobrimos que eles eram americanos, 3 do Texas e 1 de Nova Iorque. No meio das besteiras que ficamos falando até Bruxelas (até que a viagem foi rápida, nem pareceu 2 horas), descobrimos que eles moravam em Londres, que dois deles trabalhavam na Brewdog e que um deles já bebeu quase 5 vezes mais tipos diferentes de cerveja que o Guilherme no Untappd (o cara não é fraco né!). Bem, a gente trocou emails e facebooks e zarpamos em Bruxelas Sul pra pegar o trem pra Leuven. Além de chegar cansadão aqui, ainda tava com fome e as paradas estavam fechadas, então só me sobrou comer kebab, ó vida...
    Agora o jeito é arrumar as coisas pra viajar pro Marrocos! #ocalorquemeespere