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sábado, 13 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 05 - Praga

Acordando cedo com o barulho da rua (nada que eu já não fosse acostumado), tomamos o café da manhã do hostel (que já era incluso) e partimos andar por Praga em direção ao Castelo. Claro que andamos pelos mesmos lugares que tínhamos feito no dia anterior até chegar a Ponte Charles, mas é que a gente não queria gastar coisinhas com transporte e também porque Praga é muito pequena.

Enfim, quando se atravessa o rio, se chega em outra cidade praticamente. Não que lá não fosse antigo também, mas sei lá, tinha um ar diferente, a arquitetura das casas e das coisas era um pouco diferente também. Mais uma vez, fiquei de cara que os tchecos tinham a mania de construir casas na frente das igrejas e não dava pra tirar uma foto decente. Enquanto eu tentava tirar uma boa foto, quase fui atropelado por um tram, mas quando ele me buzinou eu saí do caminho... Depois disso começamos nossa subida até o castelo. E que subida hein, parecia que não terminava. Quando finalmente chegamos lá, encontramos uma multidão em frente ao palácio, porque estava acontecendo a troca de guarda.

Pessoas se atropelando pra tirar uma foto dos carinhas na troca de guarda...

Achei toda a parte do castelo legal. Atrás do palácio fica a Catedral, que eu acho que é o símbolo de Praga. Ela é enorme e super difícil de enquadrar, porque, como sempre, tem construções demais na frente dela. Pra ajudar, o preço pra entrar era alto (e não queríamos trocar mais coisinhas, porque sempre perdemos dinheiro) e tinha uma fila grande. Demos a volta nela, então, e seguimos caminho pelas contruções antigas. Tinha até uma rua que você tinha que pagar pra ir! Absurdo... Enfim, paramos no mirante, onde tinha um monte de italianos (que inclusive pediram pra eu tirar uma foto pra eles e falaram que eu sabia faltar muito italiano... aham, senta lá) e quando fui tirar umas fotos, as pilhas acabaram (maquina troll). O jeito foi se virar de novo com o celular da Ju. Só não reclamo porque ele tem o dom de deixar as coisas mais coloridas e as pessoas mais magras.

Catedral gótica de Praga

Ficamos um tempo andando pelos jardins e aproveitando o lugar, até finalmente voltarmos a frente do palácio, onde estava acontecendo outra troca de guarda e estava ainda mais cheio (oxe, esses guardas não trabalham mesmo hein). Subindo cada vez mais, aproveitamos pra comprar uma água e tirar mais fotos até chegar numa Basílica bem bonita, onde uma vez era um monastério e tem até um audioguia, que você aperta um botãozinho e ele explica pra você o que significa, quando foi construído e tal.

Basílica/Monastério "?" (o nome tava em tcheco, não consigo lembrar)

Dali, seguimos para a Torre Petrin, que achamos que ia demorar um tempão pra chegarmos, mas como já tínhamos subido um monte, foi rapidinho. Ok, a torre é uma cópia bem menor da Torre Eiffel, mas os tchecos dizem que ela é somente inspirada na Eiffel e não uma cópia. Aham, eu acredito. Ali ficamos uma hora e pouco sentados discutindo a vida. Afinal, a gente já tinha feito tudo que tínhamos planejado e era 2 da tarde ainda. Praga é bonita e tal, mas é bem pequena.

Torre Eiffel, digo, Petrin

O que a minha mãe ia gostar era do jardim de rosas que tem do lado da Torre, que eu achei super bonito mesmo. No meio dele também fica o Planetário, mas a gente nem teve interesse de ir e começamos a descer o morro. No caminho encontramos uma lagoa com uma cachorra nadando pra pegar a bolinha. A dona era mó preguiçosa e o único esforço que fazia quando não estava lendo era tacar a bolinha na água. Mas a cachorra achava o máximo, isso é o que importa. As vezes fico pensando porque não fiz isso com as minhas. Daí lembro que elas não gostam de água e, mais importante, não tem lugares assim no Brasil pra fazer isso. Depois de descer o morro andamos bastante até chegar no hostel, passando pela Ópera, que ainda não tínhamos visto. O que nos incomodou foi ver um monte de gente do lado da estação com seringas (¬¬). Enfim, passamos rápido e chegamos cedo no hostel, deu tempo até de dar uma dormida e assistir Game of Thrones com a Ju antes de sair.

Jardim de rosas #minhamaepira

Sair? Yep. Combinei com a Ana e a Lorena que descobri estarem em Praga também de sair. Depois de nos batermos um pouco pelas ruas da cidade (eu disse que meu senso de direção não funcionava muito bem lá), as encontramos na frente do hostel delas que era bem no centro. Conversa vai, conversa vem, descobri que a Ana tinha sido atropelada por um tram em Amsterdam! Coisa de louco gente... Mas tava tudo bem, era o que importava, só faltava achar um lugar pra gente ir. A Lore falou de uma mega balada em Praga, mas além de não sabermos onde era, não estávamos disposto a pagar trocentos coisinhas numa balada. Ainda mais que eu a Ju tínhamos que sair cedo no outro dia pra Viena. Então elas sugeriram um lugar que tinham ido antes. O problema é que estava fechado. Aliás, as coisas lá fechavam cedo ou estavam lotado como um bar/balada “latina” que fomos. Acabamos sentando num pub onde pedimos umas cervejas, incluindo a Ana! #orgulho. Botamos o papo em dia, mas não ficamos muito tempo porque todos tinham planos. O jeito foi ir pro hostel, arrumar as coisas e dormir...


(espaço reservado pra foto que a Lorena ainda vai me mandar)

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Resumo: Praga é uma cidade encantadora. Mesmo pequena, ela tem seu charme e você acaba gostando bastante dela. Ela tem muita classe, com tantos concertos e prédios históricos.
O que gostei em Praga: a parte gótica da cidade e a quantidade de concertos.
O que não gostei: as pessoas se drogando em pleno lugar público a luz do dia, o que parecia bem normal.
Se tivesse mais dinheiro e tempo: teria visitado a Catedral por dentro e visto algum concerto.
Praga é a cara: da Elise.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 04 - Praga

Com a decisão de ir mais cedo pra Praga, pegamos o trem das 10h30 ao invés das 14h30, depois de tomar um bom café da manhã. O trem veio cheio de Hamburg e embora um monte de gente tenha descido em Berlim, mais ainda entrou e foi difícil achar um lugar. Conseguimos um do lado de um casal de velhinhos, muito simpáticos (e que só falavam alemão, claro). A viagem pra Praga foi demorada, porque, como sempre, o trem atrasou na Alemanha. Sério, qual o problema desse país? Enfim, a simpática senhora me lembrou muito a minha avó Janete, o que me deu saudades da minha família... Eles desceram em Dresden e nós continuamos nossa jornada, com agora duas holandesas sentando do nosso lado. Elas passaram o resto da viagem escrevendo no diário delas e falando aquele holandês horrível (sabe como é, o holandês da Bélgica é bonitinho, o dos Países Baixos é feio) e eu me toquei que havia me esquecido de pegar meu carregador no hostel (com as pilhas boas!). Só não esqueço a cabeça porque é grudada mesmo. #chatiado

A paisagem tcheca é super bonita, enquanto fomos margeando o rio e finalmente chegamos a Praga. Nosso hostel era pertinho da estação, pegamos um tram por um ponto só porque as malas eram pesadas. O problema é que lá se usam coroas tchecas (ou coisinhas) e não euros, e não tínhamos trocado. Ainda bem que o hostel aceitou o cartão, deu pra deixar nossas coisas lá, trocar de roupa e partir pra conhecer a cidade.

Praga é bem pequena e muito bonita. O que não gostei é que meu senso de direção não funcionava lá. Sempre que eu achava estar chegando em algum lugar, chegava em outro, mas fora isso, nos viramos. Começamos por uma praça com uma das torres góticas (onde tinha um banco por perto, com uma cotação razoável, lembrando que 1 EUR =~ 25 CZK) e chegamos no Portão, que era outra torre gótica, do lado do Proms, um teatro. Fiquei louco com os concertos que tinha por lá (a maioria tocava As Quatro Estações de Vivaldi, que é uma das obras que mais quero ver), mas os horários e os dias não ajudavam.

O Portão e o Proms

De lá andamos por uma rua, que é meio a XV, comemos um subway porque não achávamos um restaurante tcheco com preço bom, e acabamos na rua do Museu Nacional. Nesse momento começamos a olhar os souvenires, que eram caros pra chuchu. Tinha chaveiros na faixa das 225 CZK, o que era um absurdo (essa coleção ta me saindo uma fortuna hein). Então deixei pra olhar e comprar depois, enquanto subimos a rua e tiramos umas fotos na frente do museu. Aproveitei também pra comprar um carregador com pilhas novas, porque precisava, o que significou mais gastos extras na viagem, mas fazer o quê, ficar sem câmera é que não ia rolar.

Museu Nacional (detalha que as pessoas nunca tiravam uma foto decente nossa...)

A Ju queria comprar umas camisetas por lá, mas os preços estavam iguais aos de Leuven, ou seja, estavam caro. Cheguei a conclusão que Praga, apesar de ser mais barata em geral, gostava de extorquir turistas (claro). Enfim, andamos até a Praça da Cidade Velha, onde tem a Antiga Prefeitura com o Relógio Astronômico e a Igreja Tyn. Essa praça é bem ao estilos Grote Markts da vida que tem em Leuven, Bruges, Bruxelas e tal, mas tinha um ar ainda mais gótico. O que fiquei brabo é que não dava pra tirar uma foto decente, ou por causa dos milhares turistas, ou porque os tchecos construíam na frente das coisas (vai entender). A igreja pra ajudar, estava fechada, então nos contentamos em subir a torre pra conhecer um pouco de cada lugar e ter uma vista panorâmica da cidade.

Igreja Tyn vista de cima da torre da antiga prefeitura 

Relógio astronômico


Okay, a gente viu que o castelo era longe. E a pseudo Torre Eiffel era longe também. Decidimos fazer isso no outro dia e continuamos andando pelo centro histórico até chegar na Ponte Charles, onde tiramos nossas últimas fotos, com o sol se pondo. E pra voltar, quem disse que foi fácil? Ao invés de voltarmos pelo caminho que viemos, passamos por uma galeria, onde a Ju comprou alguns souvenires e seguimos margeando o rio Danúbio até chegar na outra ponte, onde viramos pra cidade de volta. Querendo sair na estação, saí no Museu Nacional =P. Enfim, dali foi tranquilo chegar no hostel e finalmente descansar.

Ponte Charles com o Castelo ao fundo (e um balão solitário...)