terça-feira, 9 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 04 - Praga

Com a decisão de ir mais cedo pra Praga, pegamos o trem das 10h30 ao invés das 14h30, depois de tomar um bom café da manhã. O trem veio cheio de Hamburg e embora um monte de gente tenha descido em Berlim, mais ainda entrou e foi difícil achar um lugar. Conseguimos um do lado de um casal de velhinhos, muito simpáticos (e que só falavam alemão, claro). A viagem pra Praga foi demorada, porque, como sempre, o trem atrasou na Alemanha. Sério, qual o problema desse país? Enfim, a simpática senhora me lembrou muito a minha avó Janete, o que me deu saudades da minha família... Eles desceram em Dresden e nós continuamos nossa jornada, com agora duas holandesas sentando do nosso lado. Elas passaram o resto da viagem escrevendo no diário delas e falando aquele holandês horrível (sabe como é, o holandês da Bélgica é bonitinho, o dos Países Baixos é feio) e eu me toquei que havia me esquecido de pegar meu carregador no hostel (com as pilhas boas!). Só não esqueço a cabeça porque é grudada mesmo. #chatiado

A paisagem tcheca é super bonita, enquanto fomos margeando o rio e finalmente chegamos a Praga. Nosso hostel era pertinho da estação, pegamos um tram por um ponto só porque as malas eram pesadas. O problema é que lá se usam coroas tchecas (ou coisinhas) e não euros, e não tínhamos trocado. Ainda bem que o hostel aceitou o cartão, deu pra deixar nossas coisas lá, trocar de roupa e partir pra conhecer a cidade.

Praga é bem pequena e muito bonita. O que não gostei é que meu senso de direção não funcionava lá. Sempre que eu achava estar chegando em algum lugar, chegava em outro, mas fora isso, nos viramos. Começamos por uma praça com uma das torres góticas (onde tinha um banco por perto, com uma cotação razoável, lembrando que 1 EUR =~ 25 CZK) e chegamos no Portão, que era outra torre gótica, do lado do Proms, um teatro. Fiquei louco com os concertos que tinha por lá (a maioria tocava As Quatro Estações de Vivaldi, que é uma das obras que mais quero ver), mas os horários e os dias não ajudavam.

O Portão e o Proms

De lá andamos por uma rua, que é meio a XV, comemos um subway porque não achávamos um restaurante tcheco com preço bom, e acabamos na rua do Museu Nacional. Nesse momento começamos a olhar os souvenires, que eram caros pra chuchu. Tinha chaveiros na faixa das 225 CZK, o que era um absurdo (essa coleção ta me saindo uma fortuna hein). Então deixei pra olhar e comprar depois, enquanto subimos a rua e tiramos umas fotos na frente do museu. Aproveitei também pra comprar um carregador com pilhas novas, porque precisava, o que significou mais gastos extras na viagem, mas fazer o quê, ficar sem câmera é que não ia rolar.

Museu Nacional (detalha que as pessoas nunca tiravam uma foto decente nossa...)

A Ju queria comprar umas camisetas por lá, mas os preços estavam iguais aos de Leuven, ou seja, estavam caro. Cheguei a conclusão que Praga, apesar de ser mais barata em geral, gostava de extorquir turistas (claro). Enfim, andamos até a Praça da Cidade Velha, onde tem a Antiga Prefeitura com o Relógio Astronômico e a Igreja Tyn. Essa praça é bem ao estilos Grote Markts da vida que tem em Leuven, Bruges, Bruxelas e tal, mas tinha um ar ainda mais gótico. O que fiquei brabo é que não dava pra tirar uma foto decente, ou por causa dos milhares turistas, ou porque os tchecos construíam na frente das coisas (vai entender). A igreja pra ajudar, estava fechada, então nos contentamos em subir a torre pra conhecer um pouco de cada lugar e ter uma vista panorâmica da cidade.

Igreja Tyn vista de cima da torre da antiga prefeitura 

Relógio astronômico


Okay, a gente viu que o castelo era longe. E a pseudo Torre Eiffel era longe também. Decidimos fazer isso no outro dia e continuamos andando pelo centro histórico até chegar na Ponte Charles, onde tiramos nossas últimas fotos, com o sol se pondo. E pra voltar, quem disse que foi fácil? Ao invés de voltarmos pelo caminho que viemos, passamos por uma galeria, onde a Ju comprou alguns souvenires e seguimos margeando o rio Danúbio até chegar na outra ponte, onde viramos pra cidade de volta. Querendo sair na estação, saí no Museu Nacional =P. Enfim, dali foi tranquilo chegar no hostel e finalmente descansar.

Ponte Charles com o Castelo ao fundo (e um balão solitário...)

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