quinta-feira, 27 de junho de 2013

Provas, manifestações e férias!

Férias! Uma palavra que só traz alegria. Ou não. Férias aqui também significa que está acabando. E já começaram-se as despedidas. Ou melhor, teriam começado se o Rodrigo tivesse deixado me despedir dele. Agora ele que apareça em Curitiba (e ai dele se me deletar do facebook haha). =P

Enquanto a galera no Brasil tava manifestando, eu tava estudando (e muito, tá!?). Chega de enzimes, eigenvalues e diffusion, não tava aguentado mais. Enfim, um breve resumo de como acho que fui:

Hazardous Substances and Process Safety: piece of cake. Na verdade não foi prova, mas sim um trabalho que fiz com a Elise, no qual tivemos que fazer uma análise HAZOP de uma caldeira. Deu trabalho, mas ficou tão bom, que nem o professor achou onde botar defeito. Ou melhor, achou, mas a gente foi incisivo no nosso ponto.

Biochemical Engineering Process: bem, graças a Santa Elise da Semana da Prova. As questões que cairam na prova aprendi na noite anterior com a Elise. Da parte do velho chato tinha que escrever um monte, mas era open book. Na parte oral me embananei um pouco, mas acho que tava bom ainda assim. Na parte do Van Impe, como disse, caiu exatamente como a gente tinha estudado, então acho que matei.

Process Control: da pra passar (graças a Santa Elise...). De novo, até um dia antes da prova eu não ia saber resolver nada. Bem, na verdade eu conseguiria porque a parte do Philip e do Geert foram praticamente dadas, bom pra não ficar com zero né. Da parte do Van Impe sofri, mas consegui fazer uma. A outra, por mais que a Elise tenha cantado na noite anterior, não consegui terminar de fazer (faltou tempo e eram 4 horas de prova!!), porque me embananei em como construir o gráfico da cinética que ele dava e no cálculo do jacobiano da belezinha.

Ecodesign and Life Cycle Engineering: passo. Como Process Safety, essa matéria foi só um trabalho. E que trabalho hein. Todo mundo deve ter ouvido eu reclamar de como esse trabalho com o Pedro deu trabalho. Enfim, a gente apresentou nossa análise de ciclo de vida de um controle remoto, que na minha opinião ficou muito bom, apesar de uns erros básicos. Os professores ficaram quase meia hora perguntando sobre as nossas hipóteses, tava dando até raiva, mas acho que no fundo, eles gostaram. =P

Multiphase Reactors: se chorar, eu passo na corda bamba. Ta. Eu sabia como era a prova, mas mesmo assim foi f**a. O cara simplesmente dava um capítulo do Levenspiel por aula e mais um mês de equações gigantes de balanço de massa e energia. E adivinha o que caiu na prova? "Escreva o balanço de massa e energia para um modelo com dispersão axial,  dispersão radial, intraparticular e interfacial." Quase joguei a prova pra cima. Claro que deixei a questão praticamente em branco, mas na parte oral o professor fez umas perguntas que eu consegui responder, então ainda acho que ganho uns (micro)pontos. A primeira questão eu fiz de boa, mas não sabia tudo que ele perguntou. E o exercício quase joguei pra cima também. Não a folha, mas sim a minha HP que decidiu me trollar na hora H. Foi o fim da picada pedir uma calculadora emprestada pro professor, que me deu uma CASIO-style, mas que era RPN. Bom, foi melhor que deixar a questão em branco...

Mas não só de provas vive o homem, né. Ontem, 26/06, fui em Bruxelas no manifesto em apoio aos manifestos brasileiros, na frente da Embaixada Brasileira. Não fiz muito barulho porque fiquei como segurança (!??) na parada. Aliás, fiquei é sendo assediado por Paparazzi. Não dava mais conta de pessoas me pedindo pra tirar uma foto, geralmente com a Ju...

Brasil, mostra a tua cara!
desenhobyTati


O manifesto foi  legal, pacífico (exceto um cara louco lá) e tranquilo. As provas vieram e passaram. E as férias começaram. To tão cheio de coisas pra fazer, que não sei por qual começo. E segunda-feira embarco na minha viagem de despedida da Europa (ou será que não?) com a Ju, ta acabando minha gente... =(

#partiuoudemarkt

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brace yourselves...

A segunda bateria de exames está vindo aí! E junto com ela, os trabalhos também... E o pior, depois acaba o intercâmbio =(

Enfim, agora tá muito difícil de escrever, porque tenho muita coisa pra fazer, mas queria dizer que atualizei a página dos Brasi-Leuvenses: http://kinleuven.blogspot.be/p/blog-page.html

Além disso, gostaria de comentar sobre minha viagem para a Croácia: foi demais!!!

Apesar de termos ido para pegar um sol, calor e uma praiazinha, aproveitamos muito bem, mesmo tendo só metade disso em metade dos dias.

A aventura já começou com o Pedro perdendo o voo pra Zadar... No avião tinha um monte de carinhas retardados (da Valônia, só podia ser), que chegaram até ser trocados de lugar (gente, que mico né =P). Bem, chegando lá na Croácia, nós alugamos um carro pra 7 pessoas e fomos pro apartamento, que era muito bom. Saimos pra jantar e dormimos relativamente cedo, já que o Matheuxx tava fazendo trabalho e o Rafa estudando (seriously??).

#partiufériasnacroácia

No segundo dia, descemos pra Split, parando em algumas praias pra tomar um sol e pegar um bronze, porque afinal, era pra isso que tínhamos ido pra lá. Apesar da água não ser tão bonita quanto a de Zakinthos e estar um pouco fria, todos entramos na água (até mesmo o Rafa). No final do dia, tinha pego uma corzinha, que já estava começando a perder de novo. Escutando muita música, andando muito de carro e tirando muitas fotos, finalmente chegamos no nosso apê de Split, que ficava no morro #matheuxxmanja. Deu até pra assistir Avenida Brasil com legenda em croata (oi?). Apesar de a gente (-Ge) sair pra ver se encontrava algo, a night tava vazia e tudo que encontramos foi alguns brasileiros perdidos que ficaram super empolgados com o CsF e nos incentivaram a estudar (Y). 

No terceiro dia, que começou chovendo, fomos voltando lentamente para Zadar de novo, pra buscar a bendita criatura que tinha perdido o avião. Aproveitamos para parar em mais algumas praias, quando resolvia fazer sol e almoçamos em Sibenik. Depois de passar no aeroporto e resgatar a criança, passamos num lago que parecia super bonito visto de cima e com sol, mas ao chegar lá e com chuva, parecia mais um pantanal. A noite e chovendo, o sr. Pedro fez a gente andar tudo de volta pra ele conhecer a cidade.

A manhã do quarto dia estava sol com nublado e prometia... chuva. E foi o que deu. Saímos bem cedo (vejam a proeza de ter levantado o Rafael) e partimos pra pegar a balsa até a ilha de Brac. Já deu o maior rolo, porque a srta. Geruza, Julia e Rafa foram trocar dinheiro e aproveitaram pra comprar alguns souvenires enquanto o carro já tinha entrado na balsa e eu e o Pedro estávamos desesperados atrás deles. Vale a pena lembrar que a Croácia não faz parte da União Européia (carimbo no passaporte!) e por isso a gente pagava roaming (6€/min). Enfim, deu tudo certo e conseguimos todos entrar na balsa, que não era lá uma balsa Dover-Calais, mas também não era uma Caiobá-Guaratuba. Já na balsa o tempo começou a virar e quando finalmente chegamos em Brac, estava chovendo o mundo... Ainda assim, não perdemos a esperança e fomos até Bol. O que a gente queria era achar uma praia linda, de areia, cheia de gente e sol, chamando pra um mergulho. Bem, pelo menos achamos a praia, que nem de arei era, mas ainda assim, era bonita. Almoçamos em um restaurante local muito bom. Nessa altura do campeonato tanto eu quanto a Geruza já tinhamos nos revoltado com a cozinha típica croata e só estávamos comendo pratos normais. Depois de encher o bucho e comprar os souvenires, fizemos o caminho de volta pra Split, mas passamos direto indo em direção à Bósnia. Aliás, Bósnia-Herzegovina, por favor, não esqueça. Mas não, não fomos pra lá, só passamos perto e fomos indo em direção ao norte até chegar a cidade minúscula de Grobatchov, digo, Grabovac, que faz Figueira parecer uma metrópole (!). Pude até treinar meu super alemão num posto lá perto, porque o frentista não falava inglês (como faz?). Nada como chegar no nosso confortável apartamento e descansar feliz.

O quinto dia começou pior que o quarto, chovendo pra caramba, então já estávamos desistindo da vida (!), mas nos lembramos que éramos brasileiros e pegamos o carro em direção a Plitzviks, quero dizer, Plitvicka, um parque lindo pra chuchu (embora até hoje eu não entenda o que tem de lindo em um chuchu). O parque é composto de vários lagos com a água azul, azul, azul, azul. Fora lindas cachoeiras, mas que pra mim, não eram muita coisa, já que Foz do Iguaçu dá de dez a zero nelas. Pra ajudar, a bateria da minha câmera acabou na metade do parque e fui obrigado a não tirar fotos o resto do dia #chatiado. A coisa mais engraçada do dia foi uma hora que sentamos pra tirar uma foto nossa e um bando de taiwandesas começou a sentar junto com a gente pra tirar foto e foi juntando mais, e cada vez mais gente... me senti uma celebridade! Pelo menos o sol abriu depois de andarmos pra caramba e não ficou mais tão frio. No final do dia, a gente já tava morrendo de tanto andar, mas jantamos num restaurante ali perto que tinha uma atendente super grossa (reported!) e ainda comemos brownie da Geruza.

Pra variar, o sexto dia amanheceu nublado e junto com ele, partimos tarde do nosso apê (snif) e pegamos o carro na direção da Bósnia(Herzegovina!). Ops, na verdade foi um desvio, porque tinha alguma obra no dia (ha, novidade). Além disso, desviamos mais o caminho para margearmos a costa ao norte de Zadar. Depois de atravessar a serra dos confins, tivemos uma vista linda do litoral, de onde se podia ver as ilhas formadas por rochas sedimentares (nem isso pareceu acordar muito o Rafa...). Andamos pela margem até Zadar e ao chegarmos no nosso novo apê, o tempo abriu um pouco. Corre trombadinha! A pé mesmo, fomos almoçar e pegar uma última praia. Daria até pra ficar dormindo na praia, se ela não fosse de pedras como as outras e a maré tivesse subido, levando aquela água gelada para os nosso pés #pedropira hahaha. Ao anoitecer, fomos pro centro de Zadar, onde tem um órgão-escada que funciona com as ondas (pelo menos é o que eles dizem) e ver o Segundo Sol de Zadar que nada mais é que painéis solares que absorvem energia durante o dia e de noite ficam refletindo luzes coloridas, muito bonito! Fechamos a noite com chave de ouro tomando algumas coisas num lounge que a Brunete aprova!!

O último dia amanheceu com o maior sol do mundo! #sacanagem. Mas não deu pra estendermos nossa estadia na Croácia, então passamos no centro pra tirar algumas fotos, comprar alguns souvenires de última hora e comer alguma coisa antes de partirmos. Deixamos nosso carro exatamente ao meio-dia (como combinado) no aeroporto e seguimos pro check-in e finalmente o avião. O vôo correu tranquilo, com exceção do pouso, em que o piloto foi muito atrapalhado, mas deu tudo certo. A gente se estressou tanto com a Valônia e seus trens atrasados, porque demoramos 3 horas de Charleroi até Leuven!! Mas claro, a viagem acabou em batata frita... Enfim, esse foi o suspiro antes do mergulho, agora é melhor eu ir. Se eu sobreviver, aviso a todos. Tot ziens!

Dia 2 - Matheuxx e os ouriços-do-mar

Dia 2 - Prova que todos entraram na água, transparente :)

Dia 3 - Mais uma das minhas fotos tortas, sou muito artístico pra me entenderem

Dia 3 - Sair de pijama pra night, #éoquetemprahoje

Dia 4 - Praia de Bol. Cadê o Sol? Cadê o calor? Cadê a areia? Cade as pessoas?

Dia 4 - Praia de Bol (sem sol) =/

 Dia 5 - Um dos muitos lagos de Plitvice

Dia 5 - Tudo com sol fica mais bonito =)

Dia 5 - Depois de descer tudo, ainda tem que subir o morro de volta...

Dia 6 - Ilhas sedimentares. Acho que eu não tava muito empolgado na hora pela minha cara. Ser copiloto, DJ e fotógrafo cansa e eu achei que não sobreviveríamos à passagem das montanhas cinzentas...

Dia  6 - Melhor do melhor picolé do mundo! @creditsbyJu

Dia 6 - Em cima do órgão-escada. Ele não toca muito bem, eu diria.

Dia 6 - Segundo Sol de Zadar. Muitas luzes e muitos brasileiros...

Dia 7 - Igreja de São Donatus, o símbolo de Zadar

sábado, 25 de maio de 2013

Aqui também tem coisa séria (2)

E finalmente acabou minhas aulas no exterior. Agora são 3 semanas de "estudos" até o começo das provas. Dessa vez, ao invés de 7 provas como o semestre passado, farei apenas 3. Thanks heavens and Anouck!!! Só essa semana me dei conta que ainda não disse quais matérias estava fazendo esse período. Preciso ainda dizer que perdi as 3 primeiras semanas de aula (quase 1 mês de 4 de aula), porque meus pais estavam me visitando, o que complicou bastante o meu entendimento das matérias.


Disciplina: Process Control in the Chemical Industry
Data/Hora: Segunda-feira e sexta-feira das 10h35 às 12h35
Professor(es): Jan van Impe e Filip Logisti
Com quem eu faço: Elise
É a matéria que eu mais gostei de fazer, embora 99% das aulas eu não tenha entendido nada. Ainda bem que existe a Elise, pra me salvar quando ficava boiando. O curso em si foi muito bagunçado e não apresentando muita lógica. Parecia que quando um professor tava a fim de ir dar aula, ia. As aulas do Filipe (que foram bem poucas) eram bem baseadas nos slides dele, que eram cheios de fórmulas matemáticas, que pra mim fazia tanto sentido quanto um objeto "caindo" para cima. As aulas do van Impe eram muito boas e ele passava bastante tempo no quadro (raro aqui...). Como a especialidade dele é na área de bioprocesses, as aulas tinham esse foco (com direito às pesquisas dele, depois a Elise e eu descobrimos que era tudo plano dele pra manipular os alunos a fazerem a tese de mestrado com ele). Ele emana uma aura de terror, really. Na aula, ele era bem terrorista, fazendo milhares de perguntas durante a aula e como eu nunca sabia, ou ficava olhando pro meu caderno ou pro da Elise haha. No final, a resposta era sempre algo como "o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente. O van Impe ainda tentava ser engraçadinho, mas até quando ele fazia piadas, ele me assustava. Segundo a minha equação, ele + Bart (do semestre passado) = Snape ! Thanks heavens que a prova dele não é oral ou eu ia ter um treco.


Disciplina: Biochemical Process Engineering
Data/Hora: Terça-feira e quinta-feira das 8h25 às 10h25
Professor(es): Jan van Impe e Jozef Vanderleyden
Com quem eu faço: Elise
Sinceramente, essa matéria devia ser separada em Biochemistry + Bioprocess Engineering. Simplesmente porque nas terças, dadas pelo Jozef, as aulas eram inúteis. Ele só deu a parte de bioquímica. E o que poderia ser interessante, ele tornou chato e inútil. Metade das aulas foi falar de enzimas, mas não de um jeito aplicável, mas sim do ponto de vista da biologia. Como se não bastasse a aula ser mega cedo, ele ser chato e a aula inútil, os slides dele eram em neerlandês. #pracabámesmo
Já a parte do van Impe era uma aula de controle disfarçada. Ele começou mais com balanços, mas no final era só controle e otimização. Como na aula de controle, ele adorava fazer perguntas, e de novo, as respostas quase sempre eram 
"o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente.


Disciplina: Ecodesign and Life Cycle Engineering
Data/Hora: Terça-feira das 14h às 16h
Professor(es): Joost Duflou e Wim Dewulf
Com quem eu faço: Geruza, Lais, Matheuxx e Pedro
Essa matéria foi a maior roubada de todas. A Geruza e a Lais fizeram a maior propaganda de todas, porque essa matéria não tem prova. E nós caimos feito os patos de Heverlee. O problema dela é fazer um trabalho em duplas mó complicado, que a gente não tem base nenhuma pra fazer. O melhor, os professores não ajudam e proibem os alunos de doutorado deles a ajudarem. #adoro
As aulas em si, tinham o conteúdo legal, mas na minha opinião foram mal dadas, ou mal exploradas, porque no final, se mostraram totalmente inutil para o nosso trabalho. E sinceramente, não tem matéria mais migué que essa, desde a primeira aula só tem hipóteses... Curiosidade: foi a matéria com maior presença minha nas aulas, acho que tem a ver com ser a tarde haha.


Disciplina: Hazardous Materials and Safety in the Process Industries
Data/Hora: Quarta-feira das 14h às 16h
Professor(es): Jan Vermant
Com quem eu faço: Elise
Essa matéria foi susse. A primeira parte na verdade foi dada por duas outras professoras, uma que era bacananinha, mas gostava muito da parte de perigos biológicos e uma outra que era uma metralhadora, não dando nem tempo pra anotar qual dia era. Segundo o Vermant, tudo aquilo era inutil. Gostei dele hahaha.
A parte dele era a parte de Safety in the Process Industries, o que era muito mais util e servia como uma continuação do curso de Safety Engineering que tinha feito com a Ge, Gabi e Rafas no semestre passado. Ele também deu a parte de Legislation, mas segundo ele "who cares?". Realmente gostei dele hahaha.
O melhor de tudo, foi que a matéria não teve prova, e sim um trabalho, que fiz com a Elise. No nosso caso, fizemos uma análise de riscos num processo que envolvia uma caldeira. Fizemos um HAZOP, calculo de probabilidade de falhas, propusemos melhorias ao processo e ainda discutimos outros assuntos importantes como corrosão e scaling. Apesar de ter tido mó stress com um pessoal da arquitetura (que são mais lentos que tartaruga andando de ré) na hora de imprimir o trabalho e de ter dado confusão quando fomos mandar o email com o trabalho para ele, o trabalho ficou tão bom que a defesa foi muito tranquila. Ele só disse que devíamos ter colocado um medidor de temperatura no boiler ao inves de um de pressão, mas a Elise e eu já fomos pra cima dele (figuramente, por favor) explicando o porque de termos escolhido o de pressão. Ele até disse que a gente tinha um ponto nisso, mas não chegou a concordar totalmente. Enfim, uma matéria a menos pra se preocupar e foi susse como mousse.



Disciplina: Design and Analysis of Multiphase Reactors
Data/Hora: Quinta-feira das 10h25 às 12h35
Professor(es): Jan Degrève (quantos Jan, tem mais que Barts)
Com quem eu faço: Elise
Outra matéria que entendo de pouco a nada. Não que eu tenha achado muito difícil em si, porque o professor é muito bom (além de ser muito fofinho, segundo a Elise), mas assim como a metralhadora de Safety, ele ia voando pelos capítulos do Levenspiel como se não houvesse amanhã. Quero dizer, numa aula estávamos vendo reações sólido-líquido, na outra era gás-líquido, na outra era líquido-sólido-líquido, na outra era gás-sólido-líquido, e por aí vai. Assim fica complicado =P. A minha sugestão para a KUL seria dobrar o número de créditos da disciplina, que poderia ser dada com mais calma e aprofundamento, já que é um assunto tão importante. Vai ser a minha última prova, com parte escrita, exercícios e parte oral. #elisemesalva


Ok, eu sei que deveria fazer o meu trabalho de Ecodesign, que só por intervenção divina ficará pronto, mas essa semana de estudos, vou pra Croácia haha. Ué, deve ter muita coisa a se estudar lá, especialmente as praias e os parques nacionais. =)

domingo, 19 de maio de 2013

Rosas são vermelhas, violetas são azuis...


E tulipas são de todas as cores!! Eu que o diga =P

Bem, bora ao post mais gay de todos, o post de Keukenhof!

Keukenhof, pra quem não sabe, é o maior jardim de flores do mundo e fica nos Países Baixos, mais especificamente, na Holanda. Pena que ele só fica aberto entre Março e Maio. E quem diria que eu veria tulipas antes de conhecer Amsterdam...

A viagem pra lá foi relativamente rápida, 3 horas de ônibus, saindo de Bruxelas. Ainda bem que não demorou mais, porque nosso ônibus era uma excursão de indianos e eles colocaram um filme indiano super alto. Fora isso, estavam morrendo de sono por ter acordado cedo e a semana ter sido pesada... Pra começar, o ônibus chegou 1 hora atrasado (todos comemora o tempo que podia ter ficado na cama =P). Queria ter ficado acordado pra ver a estrada nos Países Baixos, mas mesmo com aquele ônibus desconfortável, o indiano da minha frente reclinando o banco lá em baixo e o filme indiano no último volume, eu apaguei e só acordei perto de Lisse, que é onde fica o jardim de Keukenhof. Lisse fica uns 30 km ao sudoeste de Amsterdam (tipo Araucária de Curitiba). As rodovidas da Holanda são muito boas, mas como o resto da Europa, lá tá cheio de obras.

Depois da maior demora pra nos entregar os tickets do parque, os indianos ainda fizeram uma confusão danada e faltou ticket pra Lais e pra Julia. Nada que um pouco de educação (haham) resolvesse. Enquanto elas tavam resolvendo esse pepino eu já tava tirando fotos de tulipas com a Geruza e comprando souvenires (mal sabia eu o quanto eu ficaria enjoado de ver tulipas haha).

Entrada de Keukenhof, devia ter um aviso: "você verá flores até enjoar".

Sendo sincero, não tenho muito o que contar do passeio. O lugar é fantástico de lindo e recomendo pra qualquer um (então anota aí na sua agenda). No começo, a gente pirava por qualquer flor, tirando fotos de tudo quanto é jeito de todas as cores de flores possíveis e com  um monte de poses. No meio do passeio, paramos pra comer nosso almoço. Todo mundo levou uns sanduíches e comemos tranquilamente olhando as flores. Como diria a Tati, "isso que é qualidade de vida".
Aprendendo a desfocar com a minha câmera. #gabipira

O que eu mais gostava era da combinação das cores, tipo vermelha e branca.
,
Depois de almoçar, nos topamos com um labirinto e no meio dele encontramos brasileiros (sempre!). Logo depois, tinha uns cenários (casa ou carruagem) cheio de flores, pra variar. Nesse meio tempo também, descobrimos que os campos gigantescos de tulipas não estavam mais lá #todoschora =(

Tradicional foto-Pedro =)

Mais desfoques #souartistademais

Depois de passar por um jardim japonês, cheio de bambu e cerejeiras, passamos por mais tulipas até chegar numa estufa cheia de hortências. Do lado, as meninas compraram souvenires e cartões postais. E como descobrimos que o parque tinha wi-fi grátis, foi tempo de tirar foto e postar no facebook haha. Como tínhamos que estar as 4h30 na saída pra voltar, começamos a nos preocupar em como sair do meio de tanta flor e chegar na entrada do parque de novo, mas no meio do caminho achamos uma estufa de lírios. #geruzapirademais

Lírios. Tinha até votação pra escolher o mais bonito.

Ainda na luta pra achar o caminho de volta, passamos por um lago, onde tinha umas plataformas na água pra você andar e tirar foto. Claro que eu fui, mas morrendo de medo da minha câmera cair. Pra ajudar, o parque tava lotado de gente (só de indiano já tinha um monte) e parece que todo mundo também queria tirar uma foto. Depois de muitas tentativas, consegui tirar uma hehe.

Tapete de flores. Cada esquina era fascinante.

Tapete de flores 2. Detalhe pra Ge, que sempre conseguia entrar nas minhas fotos...

Depois de espantar os indianos e os chineses, consegui tirar uma foto no meio do lago =)

No fim da tarde, estávamos cansados de bater foto de flores, cansados de andar (o parque é grande!) e com fome. Apesar da gente chegar um pouquinho atrasado no ônibus, saímos 1h depois do combinado graças a algum indiano u_u'. A viagem de volta foi mais rápida e acho que passei mais tempo ainda dormindo. E tudo acabou em batatas...

PS: Amanhã, dia 20, é feriado de Pentecostes. É o terceiro feriado de maio (!), depois do Dia do Trabalho e do Dia da Ascensão. Bem que o Brasil podia adotar esses feriados também...
PS2: Agora que terminei o trabalho de Safety com a Elise, tenho que concentrar no de Process Control e no de Ecodesign. E cheio de trabalhos, ainda tento aproveitar o intercâmbio o máximo que posso. ;)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Quem canta os males espanta...

... e depois fica com dor de garganta.

Desculpem a falta de postagem, mas ultimamente está corrido. Não corrido como costumava ser no Brasil, mas muito mais corrido do que foi semestre passado. Acho que é o efeito Elise rsrs.

Mesmo sem tempo pra pensar em nada da vida, arrumamos tempo ontem pra ir num cantus, uma tradição belga (e de outros paísinhos por aí também). Trata-se de uma reunião onde se canta e bebe. A princípio é pra ser bem organizada, com o senior e os penalizadores botando ordem, mas a gente foi num cheio de espanhóis, então já sabem, foi uma zona. E claro, quanto mais se bebe, menos se tem ordem no lugar e mais zoado vai ficando. Mas a festa não dura pra sempre não, tem limite de horário (meia-noite), só que foi o suficiente pra alguns ficarem pra lá de Bagdá. 

Pra ajudar, o cantus tinha como tema: nostalgia. Foi pracabá mesmo. Depois de ver trabalhos e afins, tive uma hora e meia pra pensar numa fantasia e arrumá-la, então foi mega improvisada. Por mais que não tenha ficado oh, achei legalzinha pra quem teve que se virar nos trinta pra arrumar uma. Eu fui de Reptile, o Matheux de Pikachu (sensação do cantus, um dos penalizadores era o Ash haha), Ge, Elise e Ju foram como as meninas super-poderosas (ideia minha =D), o Rafa como Twister, a Tati como menino maluquinho e mais o Pedro e o Felipe (novo integrante, paulista com sotaque 10x mais forte que o da Tati) que foram sem fantasias. #losers

E cantamos. E bebemos. E cantamos. E bebemos... Mas até que achei que não bebemos tanto (pelo que eu tinha escutado os caras caiam de beber, então ficamos susse). Só que fiquei meio sem voz. Quando falei isso pra uma colega belga, ela falou que o VTK (grupo estudantil das engenharias) fazem uma semana inteira de cantus (oh gosh) e que teve um ano que ela foi em todos... esses belgas não sabem brincar de beber =P

Bem, eu ainda estou devendo o post de Zakinthos, o paraíso da Grécia. Vou ver quando poderei escrever, porque no final do mês terá a Croácia =D/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Viagem de despedida da Gabi - Parte final

É, infelizmente, nem tem muito o que eu escrever sobre a última parte da viagem. Quando compramos a passagem pro Marrocos, estava absurdamente caro voltar pra Bélgica, então a solução foi irmos pra Londres, ficar uns dias e então pegarmos o megabus pra Bruxelas. Como sempre, Londres foi nublada e cinzenta, com chuva e neve, além de brasileiros aos montes. Posso resumir a viagem de ida, estadia e volta de Londres em:
- banco imobiliário (eu ganhei de todos haha)
- amigo (bêbado) espanhol da Gabi (super social essa menina)
- #sobenaval
- troca da guarda com neve (e chuva, que ódio)
- ano novo chinês $_$ (esse é o ano da Gabi!)
- Tainá is back 3 (and so is bullying with him xD )
- museu com dinossauros e pedras precisosas (que nunca vou ter)
- treinamento de sotaque britânico com a Gabi (indeed)

Bem, cheguei em Leuven na terça de manhã, dormi e terça a tarde fui buscar meus pais no aeroporto e receber meu maior presente: eles! Mas isso é história para outros posts, que terão de esperar um pouco, porque vem aí o novo filme "Lagoa Azul", estrelando Tatiane Teles, Rafael Barroso, Matheus Vieira e Klayton Alves.

PS: depois daquele paraíso, ta a maior correria aqui com n trabalhos e correndo atrás de matéria e arrumando a "casa", vou tentar postar asap

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Viagem de despedida da Gabi - Parte 3

Acordamos no deserto as 6 da manhã (fora a Gabi que acordou antes e tava tirando foto) e nem tomamos café, pegamos os camelos e zarpamos. Nem pudemos pegar os camelos da ida, o cara era sem paciência pra isso, então tive que pegar qualquer camelo e acabei ficando com o Alpino do Rodrigo. Atrás de mim ficaram a Camila (Bozena) e o namorado dela e na frente ficou a manada caravana, liderada pela Gabi de novo. Nem saímos direito o Tainá começou a fazer manha porque tinha esquecido uma camiseta dentro da tenda. Hahaha. Esse Tainá é um sarro (me lembra o Pedro). Mas a caravana não para. Não para por quê? Pra não perder o nascer do Sol. E que visão. Até que valeu a pena acordar tão cedo naquele frio (e com as minhas calças lá em cima de novo, deixando as minhas canelas pra fora congeladas). Pena que ele nasce rapidinho e logo tivemos que partir em direção à Merzouga.

Uma das melhores vistas que já tive. Vale a pena ir lá pra ver ;)

A camelada de volta até que pareceu mais rápida, mas foi igualmente desconfortável. Quase pulei do camelo a hora que finalmente chegamos onde havíamos deixado a van com as nossas malas. Enquanto os marroquinos ficaram tentando vender coisas pra gente e nos xingando de pobre porque ninguém comprou nada (só a inglesa deve ter comprado algo), eu tratei de trocar de roupa e ir pro café da manhã. Foi bom todos comerem bem (e roubarem pão de novo) pra aguentar a longa viagem de volta.

Depois do sol nascer. Olha aonde estava minha calça (que frioo).

Caravana de volta

Só pra zoar as chinesas, nós espalhamos pela van, as obrigando a sentar espalhadas também. Ficou uma com os ingleses, uma na nossa frente e uma do nosso lado. Foi então que Gabi, Tainá e eu ligamos o Karaokê e começamos a ser felizes. Cássia Eller, Rita Lee, Kid Abelha, Ana Carolina, Legião, Tribalistas, etc... Pedimos até pra Camilla (que tava praticamente casada com o motorista) abaixar o som da van e ficamos lá cantando. E como quem canta, os males espanta, não demorou muito pras chinesas descerem da van e abandonar nossa excursão para sempre. E finalmente nos vingamos muahaha hahaha hahaha >:D

Infelizmente, isso deve ter sido a coisa mais emocionante da viagem de volta, que ou as pessoas foram dormindo ou tirando foto das que estavam. E o tempo não passava, a paisagem era a mesma e a gente não parava (menos quando o motorista queria ir no banheiro -.-'). Fizemos uma rápida parada pra almoçar em Tinghir e logo zarpamos de novo. Passamos voando por Ouarzazate e chegamos às montanhas. Aí pareceu que o mundo ia acabar. O cara tava dirigindo muito rápido e fazendo aquelas ultrapassagens seguras dele. Somando isso às curvas das montanhas, o resultado foi que todo mundo tava quase passando mal. Por isso ele deu uma paradinha, que todos abençoaram. Dali foi só passar pelo óleo de Argan e pelas malditas pedras e finalmente chegamos em Marrakesh. Um adeus triste separando o casal motorista e Camilla (pra ele né, pelo menos ela descobriu que valia 2000 camelos haha).

Aaah. Nada como um bom banho (claro que no deserto não tem banhos =P). Depois de pegar um novo quarto naquele hostel malucão, fomos à praça pra jantar (e acabar com as poucas Dilmas que eu ainda tinha) e então o povo foi pechinchar e muambar. De quinquilharias ao óleo de argan, todo mundo levou alguma coisa, menos eu (pra quê?). Enquanto alguns voltaram pro hostel, a Camilla, Gabi, Rafa e eu fomos tomar mais suco de laranja (a maravilha do Marrocos). E lá surgiu um carinha engraxando o sapato da Camilla e depois queria cobrar 2 euros por isso. A gente tratou de juntar algumas moedas (que davam 1 euro), mas o cara queria mais e começou a ficar brabo com a gente. Demos meia volta, ignoramos e ele e começamos a andar rápido pro nosso hostel. E o cara começou a seguir a gente. Corre trombadinha!!! Sem olhar pra trás direito, corremos até o nosso hostel e apertamos a campainha desesperados pra entrar e quem abriu foi o... Rodrigo? Sim, e ele queria ficar la conversando, a gente meio que empurrou ele e entrou no hostel. Pobre Rodrigo, claro que depois explicamos a situação pra ele. Na verdade ele tava socializando com o galês (que ainda tava no hostel) e até bebendo com ele (espertinho). Depois o Rodrigo não parava quieto no quarto enquanto a gente queria dormir. Mas finalmente ele se aquietou e a gente dormiu.

Essa praça é louca, sério

No último dia acordamos pra tomar aquele café da manhã estranho do hostel de novo. A essa altura a pSil, o Tainá e a Stefani já tinham partido. Snif. Com quem faríamos bullying agora? O jeito foi irmos pra praça e muambarmos mais um pouco. A gente queria visitar algumas coisas antes de irmos embora, mas acabamos nos perdendo (mais) um pouco lá nos becos e  quando finalmente achamos o lugar, descobrimos que era pago, então a Camilla, Rodrigo e eu demos meia volta e o Rafa entrou com a Gabi. Aproveitei pra comprar o meu chaveiro, que a Camilla conseguiu pechinchar por 1 euro. Essa guria tem talento pra coisa. Pechincha como uma verdadeira marroquina (ou turca). E ela ainda conseguiu levar mais umas quinquilharias. Enfim, chegamos a praça novamente e esperamos pela Gabi e o Rafa, já que tínhamos marcado pra nos encontrar as 11 na frente de um restaurante. Como brasileiros que são, não chegaram lá as 11, então demos um pulinho na barraca de suco do tio da foto para tomar um último suco de laranja (ç_ç) e voltamos pra frente do restaurante. E nada. Então demos uma volta ali por perto. E nada. Já era 11 e meia então voltamos pro hostel. E eles não estávam lá. A Camilla começou a ficar desesperada porque o vôo dela era uma hora antes do nosso e ela precisava sair o mais cedo possível. Até que voltei na praça pra procurar pelas criaturas, mas nada. Quando deu meio dia e a Camilla já tava quase saindo com as coisas e pegando um taxi sozinha, chegaram as duas criaturas (aleluia!) e pudemos pegar um táxi juntos pro aeroporto, que pechinchando saiu 2 euros pra cada (a minha Tia Bete ia adorar esse país, tudo se pechincha). Chegamos no aeroporto e nos despedimos da Camilla, que foi pra Marseille e esperamos até o nosso voo. 

Au revoir le Maroc. Au revoir le soleil. Au revoir le chaud. =/

Nos despedimos do Marrocos, do calor, do sol, das muambas, dos marroquinos infernais e finalmente nos preparamos para chegar na Inglaterra. Inglaterra??? Pois é, parece que essa aventura ainda não acabou...

to be continued...


OBS: Começou o horário de verão aqui agora. São 5 horas de diferença pro Brasil, o que está tornando minha comunicação mais difícil com o povo brasileiro. Estou de férias também (de Páscoa), o que ajuda pelo menos. Apesar de ser abril e primavera, ainda está frio, mas parece que finalmente vai parar de nevar e deve começar a esquentar. De qualquer forma, Tati, Matheux e eu devemos migrar para o sul semana que vem pra ver se encontramos mais sol e calor.