domingo, 6 de janeiro de 2013

Diário de uma aventura de Ano Novo - Epílogo

    Ta, minhas férias acabaram, mas como eu voltei pra Bélgica? Ah sim, de Megabus! Mais barato que Eurolines, saiu 17£ haha. E saia da Rodoviária na Victoria, ou seja, tomei um café tranquilo, fiz o check-out e fui andando até lá. De lá o ônibus que vai pra Amsterdam, parando em Bruxelas, vai até Dover (trajeto de 2h), onde descemos do ônibus para passar pela fronteira francesa. Super rápido, aposto que no sentido contrário deve ser bem pior. Ganhei um carimbo com um barquinho no passaporte (até agora só tinha o de avião). Voltamos pro ônibus e ficamos na fila do ferry-boat até entrarmos nele. Esse processo todo durou uns 40 min. E que senhor ferry-boat hein. Tinha bares, restaurantes, lounges, até máquinas de jogos. Pra minha sorte tinha me sobrado 5 libras do depósito no último hostel (que eu ganhei de novo ao fazer o check-ou) e com isso consegui almoçar, me sobrando só umas moedinhas de libra.
Sentado, vendo mar pra todo lado, a procura de terra firme...

    A travessia durou mais 2h, mas ao chegar na França, em Calais, o fuso é adiantado em uma hora, ou seja, teoricamente a travessia dura 3h. Aproveitei pra escutar umas rádios francesas, músicas em francês e tal, mas logos entramos na Bélgica. Bélgica!!! Ó terra civilizada, onde eu podia mandar mensagens e ligar sem pagar, que saudades. Já saí avisando a Júlia que tava chegando haha. A viagem foi muito tranquila, passamos por Bruges e por Gent, onde trocou de motorista, que ia até Amsterdam, e finalmente desci em Bruxelas, do lado da estação central la por 5 e meia. De lá pra Leuven é um tapa, e tudo acabou em pão-de-queijo no 03.19 (tá, além das pessoas e dos souvenires rsrs). Baterias recarregadas para uma nova aventura, chamada "provas orais"...

sábado, 22 de dezembro de 2012

O mundo não acabou!

    You don't say! =)
    Pra comemorar (o que?) vim postar um pouco. Pode ser o último do ano, já que depois tem Natal e já em seguida vou viajar com a Lorena e a Ana Paula #lookingfowardtothis
  Acho muito fácil comemorar que o mundo não acabou, queria ver comemorar que chegamos a mais um Natal. E que estamos com muita saúde. E que as aulas acabaram...
    Falando rapidinho da minha semana, eu assinei o contrato do meu quarto para o semestre que vem (não ficarei homeless, iuhu), a desvantagem é que ele é longe pra chuchu da faculdade, mas como diz meu irmão, eu sempre morei longe da faculdade =P. Saí com o pessoal do meu andar e fomos na feira de Natal de Leuven. Por mais que ela não tenha quase nada, é bonito de ver e acabei me divertindo bastante. Compramos vinho quente e depois churros. E as belgas não acreditavam que churros brasileiros são muito melhores que daqui (coitadas). Quarta foi o último dia de esgrima desse semestre, chego até a ficar triste.. Ficamos lutando um contra o outro, trocando de oponente, a aula inteira. No final o professor falou que se continuarmos semestre que vem, seremos turma semi-avançada #fuckyeah.

Gabi e eu, dupla de atacantes da seleção brasileira =)

Além de ficar de me enxer o saco, me acordar em sonho, ela também adora me espetar com o florete.

    Quinta, além de apresentar meu trabalho de Innovation com a Lais e o Rafa Legal, tive uma recepção na prefeitura antiga de Leuven (meio atrasados, não?) e levei como convidados (que não me agradeceram rs) o Rafa Rafa, a Tati e o Gui. Mais de metade da palestra de recepção foi em Dutch, então a gente ficou boiando. Mas o tour foi em inglês. E que lugar legal lá #tatipira. Foi legal pra aprender mais sobre a história da cidade, arquitetura e pintura e tal (até eu que não sou muito chegado nisso, achei interessante). A sessão de aperitivos foi bem melhor. Especialmente porque aqui na Bélgica sempre tem cerveja haha. Fora isso, contou com queijos diversos, uns outros aperitivos que esqueci o nome e chocolate, claro. Sexta fiz nada (entrei de férias). O Gui conseguiu fazer a Gabi jogar por 6h30 um joguinho (Machinarium) no tablet dela e a gente ficou ajudando ela. Recomendo pra quem tem tempo pra fazer nada e gosta de jogos que utilizem a massa cinzenta. E sábado, eu, Tati e Julia tentamos patinar numa pista de patinação perto de Heverlee, mas não deu (praga da Gabi!) porque tinha jogo de Hóquei. Como assim tem time de Hóquei de Leuven? O jeito é ir outro dia, oxe.

Os times são masculinos, mas o Leuven Chiefs conta com uma goleira! E hóquei é rápido, não tinha essa ideia.

    E desse ano, apesar da greve nas universidades, que me ferrou bastante, tenho muito a agradecer. Conquistei várias coisas, entre elas minha boa nota no TOEFL, um prêmio para o PET-EQ como melhor trabalho de engenharias, meu intercâmbio para a Bélgica e ter tirado uma nota maior que 7 em homogênenos (façanha que vou ter que arranjar um jeito de repetir =P). Conheci muitas pessoas, aprendi sobre várias culturas, fiz muitos amigos, visitei muitos lugares, realizei sonhos. Agradeço muito a Deus, minha família e meus amigos que sempre me apoiaram. Um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo, que 2013 seja ainda melhor! =)



domingo, 16 de dezembro de 2012

Olha o Natal chegando :)

    Só falta as musiquinhas de Natal (que a gente entenda), mas com o Advento, tempo de espera e preparação, terminando, ele está chegando mesmo. Natal na Europa, é muito glamour minha gente...
    Natal é tempo de família, mas a minha tá um pouquinho longe, não? Se tem algo que me faria voltar pro Brasil seria pra passar o Natal com eles, mas tia Dilma não deixa né (e não teria o dinheiro haha). Ainda bem que eu arranjei uma segunda família por aqui. Own. Pra comemorar, fizemos um amigo/inimigo secreto sexta passada. Foi uma loucura pra montar, mas valeu a pena. Tive a coincidência de tirar a mesma pessoa nos dois e o indivíduo sortudo foi o Guilherme. Como a criatura é a que mais bebe por aqui (true story), achar o presente de amigo foi relativamente tranquilo. E se você leu o post de Budapeste, vai entender o porquê me diverti tanto comprando o presente de inimigo. Presente não, presentes. Isso aí, dei um kit completo que foi a cara dele, ou melhor, pra combinar com a cara dele rsrs. Ah vai, foi muito divertido comprar os presentes de inimigo secreto e depois ele foi compensado com o presente de amigo.
    Eu tava curioso pra saber o que me dariam de presente também. Como dito em outro post, eu sou uma das pessoas que mais viajou até agora (o título é da Gabi agora haha). Por isso, recebi do meu caro amigo Matheuxx (porra!) um mapa, um postal e um guia de Leuven, pra conhecer mais a cidade onde (teoricamente) eu moro. Sacanagem rsrs. Já de amigo, a Tati aproveitou pra dar um presente de inimigo, porque recebi dela um copo que mede o quanto estou bêbado (em francês) e uma placa (também em francês), que diz algo como "praça dos foliões - cidade dos 'saio todos os dias bêbado'". É... Minha moral tá lá em cima. Além de viajar muito, a impressão que passo é que festo e bebo muito. #quecalunia. Ainda desconfio que foi vingança da Tati porque fiquei mandado mensagem em francês (um novo vicio meu) pra ela um dia que ela tinha combinado de sair com a galera e não foi.

Presente do meu inimigo da minha "amiga" secretos rs

    Depois das revelações e da pizza (sempre pizza) hora de aproveitar um dos poucos momentos que reunimos todo mundo para tirarmos a primeira, sim, a primeira foto com todo mundo. Teve até participação especial.

Galerinha do barulho esbanjando seus presentes. E aí, já conhece todo mundo?

    E como Leuven se prepara para o Natal? Com muitas luzes claro. O centro da cidade tá bem enfeitado, principalmente perto da feira de Natal. Apesar de ser pequena, não ter praticamente nada e conseguir ficar cheia no domingo a noite, ela é bonitinha e conta com várias coisas desde comida (e cervejas claro) a artesanato, natalino ou não.

 Stadhuis

 Ladeuzeplein

Oude Markt

    Ana e Lore, espero vocês! =)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Curiosidades sobre a Bélgica - 2

    Mais um micropost, rapidinho porque ultimamente anda corrido, sobre algumas curiosidades sobre a Bélgica.

4 - Belga gosta de água dura. Segundo a legislação daqui, a dureza mínima da água é de 15 °TH. No Brasil, apesar de não ter uma legislação, o comum é em torno de 10 °TH. Ou seja, a água daqui tem um gosto ruim pra chuchu, além de ter dado pedra nos rins nos brasileiros.

5 - "Universidade para todos" não é um programa brasileiro, mas sim belga. Sim, aqui qualquer um pode entrar na universidade (ao contrário do sistema de educação estranho da Alemanha). Você só termina o ensino médio/técnico e entra na faculdade. A única exceção é o curso de medicina, que você precisa fazer um teste de admissão. Como resultado as turmas podem ter até 500 alunos.

6 - Se já não ficou claro antes, a Bélgica tinha que ser separada. Flandres, a parte rica e neerdlandesa da Bélgica, afirma que a Valônia, parte pobre e francófona, vive as suas custas e que a separação seria o melhor para superar a crise econômica. Antigamente era o contrário, a Valônia desprezava Flandres por ser mais pobre e considerar o holandês inferior ao francês. Ainda hoje, apesar de os flamencos aprenderem francês, poucos valões aprendem holandês, o que aumenta as richas. Resumindo, além da crise econômica, a Bélgica passa por uma grande crise política. A briga entre flamencos e valões também é chamada de "guerra das batatas fritas" haha.

PS: adicionei ao lado agora "O que estou lendo". Se tem uma coisa que não parei de fazer é ler. Desde que cheguei eu li 9 livros e vou começar o décimo em breve.  :)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gente, é gelo, que glamour!!

    Haha, se você não entendeu o porque do título, assista esse video.
    Enfim, esse final de semana foi uma loucura pra mim, porque com o tinha dito, tava fazendo o trabalho escrito e apresentação do Bart, que era sobre tecnologias de baixo custo e alta performance para aplicar em países em desenvolvimento. Como não ser melhor falar do Brasil, né? Enfim, ja chego na apresentação...

   Sábado de noite a Gabi e a Laís tavam loucas de felizes por terem visto neve em Liège, porque foram comprar umas coisas (ler mais aqui). Enquanto isso o pessoal de Leuven só esperando nevar, mas nada. Sei que a hora que saí do banho, as sacadas do meu prédio tavam cheias de floquinhos brancos, mas neve que é bom eu não vi... O Gui disse que nevou lá pelas 5 da manhã, mas só ele é louco de acordar pra ver neve, quando deve nevar bastante né...
    No domingo desde cedo, eu e a Gabi ficamos fazendo nossa obra de arte, digo, apresentação de water technology. A Elise veio convidar todo mundo pra ir na feira de Natal que tinha em Bruxelas, foi a motivação pra terminar logo o trabalho e sair haha. Eu sei que tinha falado que não ía sair no fim de semana, mas como trabalho tava pronto, não tinha desculpa. No total foram eu, a Gabi, a Elisa, o Rafa Rafa, a traidora da Julia, a Geruza (que a gente sempre arrasta junto) e depois os atrasados Matheuxx, Pedro e Rodrigo. Já chegando na Grand Place, tinha um presépio muito lindo com ovelhas de verdade, enquanto do outro lado tinha uma "árvore" de natal, na qual dava pra subir (ela serve como painel de projeção na verdade). Ficamos procurando a tal feira e nada. Chegamos até a ir no Manneken Pis (aquele mini-piá-mijando) pra ver se ele tava enfeitado, mas não tava, e não achamos a bendita feira. Depois da Gabi comprar seus n-souvenires pra levar pro Brasil, seguimos a polícia (isso mesmo, a polícia) haha e acabamos chegando na feira. Ou no que achávamos que era a feira. Cheguei até a comer churros lá e tinha projeções numa igreja, o que era bem legal.


Projeções de natal na igreja

    Bem, quando o Pedro chegou, ele deu a ideia de irmos na pista de patinação, só que ninguém sabia onde era. Então ele fez a gente dar a maior volta em Bruxelas procurando a pista. Só por isso eu e Gabi pegamos gelo que tava nos carros e tacamos nele (o que resultou numa guerra de bola de gelo haha). Depois de andar muito e perguntar, finalmente chegamos na verdadeira feira de Natal, onde tinha a pista de patinação. Custou só 6 euros por 1 hora (pensa que em Curitiba saía 20 reais por 15 minutos...). Gente, patinar, que glamour haha. Foi muito da hora. Claro que eu pensei que ia cair na hora que entrasse na pista, mas não era tão difícil assim de andar. Ruim era parar, eu sempre rodava e quase caía. E o melhor é que foi todo mundo junto, então todos nós estávamos no mesmo barco. Menos a Júlia que achou um 'professor particular' na pista haha. A Gabi entrou, mas não quis andar com medo de cair, porque tinha que se formar no Brasil essa semana, sem graça né. Eu, que sou eu, não caí! #milagre. Bem, nada melhor que acabar a noite com batatas fritas e voltar feliz pra casa. Quero dizer, isso se na hora de pegar o trem, o Matheuxx não disse "Cara, perdi meu iPod". Errr... se você viu o post de Milão, deve ter lido que ele tinha perdido o iPad dele na hora de embarcar. Enfim, depois de voltar atrás do bagulho, ele descobriu que tava na verdade dentro do casaco dele, porque o bolso tava furado haha.


 Gabi esbanjando talento¹

Gabi esbanjando talento²

    Segunda-feira tinha combinado de treinar a apresentação com a Gabi. E não é que acordei e tava nevando? Gente, que glamour². Foi a primeira vez vendo nevar. Muito bonito, pra quem não viu ainda. Claro que saí falando com meu vizinho o quanto eu tava feliz com a neve (ele não deve ter entendido o porquê de tanta empolgação haha). E ainda tive que explicar pro pessoal brasileiro que apesar de morar no sul, nunca tinha visto neve =P (tudo bem que nevou uma vez em Segredo, mas eu tava viajando #ódio). Enfim, tive que ir com neve e tudo na cara pro 03.19 pra treinar a bendita apresentação. Na hora do almoço, o Guilherme veio com uma história de estatística de quanto tempo a gente passou viajando na Europa. Claro que a Gabi ia ganhar, ou o Matheuxx... mas na verdade quem ganhou fui eu hehe (tudo bem, vou pro segundo lugar porque a Gabi vai me passar essa semana).


 Nevando ao sair de casa

Neve no campo de futebol

    Enfim, a tarde foi a hora da verdade. Eu lá mó nervoso (como sempre fico) e os belgas começaram a apresentar e tal e o Bart lascando em cima deles e tal e eu ficando mais nervoso e Gabi fazendo planos pra responder ele e... ah, você pegou o espírito. Quando chegou a hora, não é que na nossa vez, deu uns trecos no laptop do piá que tinha emprestado pra fazer a apresentação. E o pior, tava tudo em holandês haha. Ta que ele falou o que tinha que fazer, mas foi só pra piorar meu nervosismo. Apesar de eu me enrolar no inglês, a apresentação correu muito bem e os belgas prestaram atenção (porque nas outras eles tavam fazendo qualquer coisa menos prestar atenção...). E terminamos agradecendo ao CNPq e a todo mundo. Hora do Bart esculachar. E... "Obrigado. I was especially charmed with your work". wow. Começou aí os elogios. Ele falou que não sabia de um monte de coisa que a gente tinha falado sobre transposição de rios, Brasil e o que fazer com a salmoura resultante do processo de osmose reversa. E que ele ia pro Brasil em breve. E que nossos objetivos tavam muito claros, que na verdade tínhamos feito 2 levels de objetivos. Claro que foi dificil esconder a felicidade né. Nosso grupo foi o único que não teve críticas (e não éramos os únicos intercambistas), então fiquei muuito feliz. A primeira coisa que fizemos assim que terminamos foi contar pro resto nosso super sucesso. E no final de todas as apresentações, ele foi falar com a gente (Gabi super se emociona haha) e elogiar nosso trabalho de novo. Claro que comemoramos com batata frita a noite =D. Há, isso é praqueles que nos zoaram por sermos as pessoas que mais viajaram hahaha.

    Bem, hoje fiz outra obra-prima. Pra quem quiser conhecer mais sobre meus amigos (que já descrevi aqui), uma versão meme deles e seus jargões. =)


Pra quem não conseguiu identificar: Tati, Julia, Matheuxx, Rafa Legal, Gabi, Elise, Gui, Rodrigo, eu, Gê, Lais, Rafa Rafa e Pedro

sábado, 1 de dezembro de 2012

Oxente, a Bélgica fala baianês

    OK, eu admito, foi culpa minha. E me arrependo. Muito...
    Tudo começou na sexta-feira após o nosso vôlei. Mais uma noite fria, com poucas pessoas indo no jogo, mas foi muito legal e todo mundo tava com fome. O Pedro sugeriu de fazermos uma janta de Ação de Graças e a gente topou. Beleza, bora todo mundo no Carrefour comprar as coisas e cozinhar no 03.19. Tudo normal, ninguém desconfiaria do que viria. Foi quando a Geruza falou que estava com preguiça de alguma coisa e eu falei que ela devia ser baiana. E ela disse algo do tipo "Oxe, sou baiana não" com sotaque baiano. Foi aí que começou... Ela e a Gabi não pararam mais de falar baianês... Enfim, chamamos todo mundo pra jantar e foi muito legal, apesar de minha comida estar mais salgada que a vida (e olha eu com pedra no rim aqui =P). Depois da janta começamos a discutir nossos papos filosóficos de sempre. Acabou que começamos a jogar "na testa" (aquele jogo do Bastardos Inglórios) até umas 2 da manhã. Adivinhei fácil 'esgrima' (ha, sou muito esportista), mas tobogã foi impossível pra mim (a dica que deram era 'diminui a energia potencial', como raios vou pensar num tobogã com uma dica nada a ver dessas?). E quando todos queriam dormir, ensinei a jogar aquele jogo de lógica que o Paulo Affonso mostrou na imersão do PET. Resultado: acabamos dormindo as 6 da manhã por lá mesmo haha.
    Sábado eu tinha marcado de fazer o trabalho do Bart com a Gabi, mas acordamos 1 e meia da tarde (pra limpar toda a bagunça que tinham feito a noite) e a tarde o Guilherme manipulou a gente pra que nós levássemos o Marcus (vide post Budapeste) pra conhecer Bruxelas e ele ficasse em casa, sacanagem... mas como qualquer coisa é desculpa pra não estudar, a gente acabou indo mesmo, não sem forçar a Geruza a ir junto haha. O problema foi que elas ainda tavam invocadas em falar baianês. Mas, já valeu a pena ir quando achei a placa "Araucaria" em Bruxelas, como fiquei feliz haha. Já dizia Guimarães Rosa:
"Minha terra tem palmeiras

onde canta o sabiá,
as aves que aqui gorjeiam,
não gorjeiam como lá"
    Fomos no Atomium, que os belgas consideram como sendo a Torre Eiffel dele (só que três vezes menor...). A parada é muito massa, especialmente a noite (5 horas da tarde ja tava escuro) com aquelas luzes... Depois resolvemos ir pro centro de metrô. Foi muito divertido. Sério. O metrô de Bruxelas parece uma montanha russa, é o mais divertido de todos os lugares que visitei até agora haha. Bem, lá no centro é sempre aquela coisa: comer batata-frita, visitar lojas de chocolate (encontramos até uma romena que falava português, Gabi pira), tirar fotos da grand place, reclamar de quão pequeno é o Manneken Pis e comer waffles com muita cobertura (dia de gordo!).


Olha nóis no Atomium!

    Já no domingo decidimos inovar: fomos a la playa. Oxente, Gabi, Ge, Rafa Legal, Pedro, Matheuxx e eu fomos pra Oostende. E dá-lhe aguentar Geruza e Gabriela falando baianês de novo, oxente... Tudo bem que não é uma copacabana, mas foi legal ver o mar. O problema é que ventou, e muito. Quase arrastava a gente. Ainda assim, ficamos lá como loucos tirando fotos na areia e atingindo o máximo de loucura, entramos no mar. Quase perdi meus pés congelados, sem contar que fiquei cheio de areia do tanto que ventava, mas valeu a pena só pra dizer que entrei no mar do Norte haha #nomoreatéoverão. E não comi batata frita esse dia (yey).


Tem louco pra tudo né haha

    Essa semana foi corrida especialmente por causa do trabalho do Bart que eu tinha que fazer com a Gabi (que ficou super 10, by the way). E ainda tive 3 visitas técnicas: uma numa companhia de tratamento de água, outra numa de tratamento de esgoto e a última na Stella Artois. Agora, essa sim valeu hein. Claro que o que vale a pena é ver a Engenharia Química envolvida (aham). Nada como no final ter degustação de Stella e ainda ganhar uma garrafa de cerveja de rolha. Como fez a Geruza, cai de bicicleta, mas não quebra a garrafa. Esse fim de semana vou abrir uma exceção e não vou visitar, porque tem mais trabalhos pra fazer...
    PS: especialmente para a Annelorie: começamos a lutar (aprender a defender as posições 4, 6, 7 e 8) com o florete e a roupa na esgrima. \o/

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Relaxando nos banhos termais e curtindo um show

    Olá galera, tudo bem com vocês? To meio de ressaca de viagem (um termo que eu inventei porque eu sempre fico cansado assim quando viajo). Desta vez, tirei uns diazinhos pra visitar Budapeste, na Hungria. Vale a pena ressaltar que a passagem de avião saiu 1€ pra ir e 1€ pra voltar (mais as taxas), somando ao fato de que ia ter Muse lá, não teve como eu não ir.
    A primeira impressão que tive da Hungria foi de insegurança. Porque é muito diferente da Bélgica, mais ainda assim nada aconteceu graças a Deus. Agora, o que eu senti mesmo foi raiva. Tinha sacado uns euros pra viajar e quando chego lá lembro que a Hungria não utiliza o euro, mas sim florins húngaros, que eu e meus amigos apelidamos de coisinhas (não me pergunte o porquê, mas pegou isso). No câmbio normal, 1€ ~ 280 HUF, mas no aeroporto, como eles são extorquidores natos, acabei recebendo só 247 HUF por euro. Pelo menos, não fiz como o Matheuxx, que tinha ido antes de mim (assim como Gui e o amigo dele, o Marcus), de comprar 40000 coisinhas... isso dá uns 150€ e é coisa pra caramba. Quero dizer, uma coisa que você percebe lá, é que as coisas são bem mais baratas que aqui, 40000 coisinhas é realmente uma fortuna. Além de sentir raiva com o câmbio, senti com a máquina de tickets de ônibus/metrô, porque a bendita não aceitava notas (que país é esse?). Ainda bem que uma italiana muito simpática trocou 1000 coisinhas em moedas pra mim e pude seguir trajeto. Apesar de não entender patavinas do que tava escrito nos lugares, consegui me virar com o ônibus e o metrô até chegar no hostel. E que hostel. Foi o melhor em que fiquei até agora, e só custou 8 euros por noite. Tipo, na Bélgica, um do mesmo nível que aquele deve sair uns 25 e olha lá.
    Depois de deixar minha mala, achei o Matheuxx, o Gui e o Marcus e fomos almoçar. Comi um prato de risoto vegetariano e saiu muito barato (meu, porque não tinha Hungria no CsF haha). Depois de todos satisfeitos, voltamos ao hostel pra eu fazer o check-in, arrumar minhas coisas e o mais importante, pegar a máquina pra tirar fotos. Claro que minha máquina, troll como só ela sabe ser, estava mostrando bateria cheia e depois de meia dúzia de fotos, acabou a bateria. E lá vou eu tirar fotos com o celular. ¬¬
    O primeiro lugar legal que fomos era a Basílica de São Estevão. Não entramos porque tinha um húngaro meio sem noção que queria cobrar a gente pra entrar, então preferimos pagar pra subir na torre dela. Foi moleza comparado à torre de Bruges ou a de Colônia. A vista lá é bem legal, dá pra ver o Palácio Real, a Igreja de São Matias, o Parlamento, a Estátua da Liberdade e tals. Foi descer a torre e andar em direção ao Rio Danúbio, que sentimos mais frio. O rio tem o poder de esfriar você. E não só isso, tava começando a escurecer, apesar de ser 4 horas da tarde. A verdade é que a Hungria usa o mesmo fuso da Bélgica, mas ela se localiza bem mais ao leste, então lá escurece mais cedo mesmo (não que aqui não esteja anoitecendo cedo, por causa do outono).


Basílica de São Estevão

Rio Danúbio, a Ponte das Correntes e o Palácio Real ao fundo

    Andando mais um pouco chegamos ao Parlamento, só que pra varias, tava em reformas (essa Europa tá pior que o Brasil em época de eleição viu). e pra completar demos a volta em outra ponte sobre o Danúbio, de onde se tinha uma vista muito bonita da cidade a noite (tipo 5 e meia). Do outro lado da margem, o lado bonito do Parlamento não tava em reformas e tava muito bonito. O problema de lá é que a ciclovia é junto com a calçada. Não é que eu tava tirando umas fotos quando eu fui simplesmente atropelado por um skate? (sim, o skatista se jogou pra não trombar junto... ele não parecia muito feliz, mas o que eu ia fazer, não tenho olhos nas costas =P). Ainda descobrimos que não podíamos passar pela Ponte das Correntes porque estavam filmando um filme húngaro (poxa, eu nem cobrava cachê...). O jeito foi andar mais até a Ponte da Liberdade (que dá no morro da Estátua) e andar pela ruas comerciais centrais de Peste até chegar no hostel. Depois a gente comeu um pedaço de pizza, que só saiu 200 coisinhas cada! E depois fomos pro Szimpla, que foi eleito o 3° melhor bar do mundo! Ele é um ruin bar, ou seja, feito a partir de ruínas (de fábricas ou casas) e decorado de modo... extravagante. Essa noite foi particular, mais informações no blog do Gui. O Gui descreveu sucintamente o que aconteceu, se quiserem saber detalhes é só falar comigo haha. Pobre cara, ele foi (e continua sendo) zoado por causa dessa noite.

 Vista sobre o Danúbio a noite

Parlamento


    O segundo dia começou com a gente zoando o Gui, claro, mas depois fomos com os cariocas de Ghent até a Estátua da Liberdade pela Ponte da Liberdade (criativos, não?). No meio da subida um dos cariocas foi acertado na cabeça por um corvo, então achamos melhor ficar olhando pra cima no caminho. Mas conseguimos chegar são e salvos (quase todos) até o topo. O problema é que a Citadela da estátua tava em reformas ('-.-). Foi uma pena que não estava fazendo sol, não dava pra enxergar direito la de cima, e a paisagem do outono também não ajudou muito. Ao voltarmos, fomos almoçar num restaurante que era comida e bebida livre por 3900 coisinhas (~14 euros). Não preciso nem dizer que saí rolando de lá, ainda mais que o garçom insistia que eu bebesse mais suco de laranja, mesmo quando eu não queria. Depois disso rolamos, quero dizer, fomos até um dos banhos termais de Budapeste. Lá tem um monte desses, diz o Gui que os caras foram cavar e a única coisa que acharam foi água quente. E eu que achei que água quente servia só pra chá haha (ta, to brincando né). O Matheuxx não deixou nem olharmos direito a paisagem na cidade, ele tava meio desesperado pelo banho. O lugar que escolhemos tinha mais de 16 piscinas, de 16 °C a 42 °C. A hora que entramos na primeira (que era de 37 °C) já me senti no paraíso. O corpo vai amolecendo e você afundando haha. Muito bom. Mas a mais legal era uma que tinha um corredor circular com correnteza. Apesar de infestado de espanhóis e italianos (crise européia é historinha), deu pra aproveitar legal esse dia, super recomendo. Chegamos a noite já no hotel, e eu tava muito cansado pra sair.

 Estátua da Liberdade

Banho termal, super relaxante

    No terceiro dia, o Matheuxx foi embora, mas eu e os piás aproveitamos pra andar mais pela cidade, passar pelo Palácio Real, a Casa Branca, o Labirinto e a Igreja de São Matias. Muitos italianos pediam pra eu tirar foto (acho que minha fama está se espalhando depois de ser fotógrafo da Geruza na Itália haha). Tava fazendo sol, mas tinha muita névoa. Ainda assim as fotos ficaram legais, a cidade é muito bonita, ajuda rsrs. Também descobri que o Gui tem um pequeno probleminha com degraus, antes achei que era só quando ele subia escadas, mas quando desce também, e tendem a ser piores... Almoçamos um Langos (ou Languxx no carioquês) no Mercado, que é tipo o Mercado Municipal de Curitiba, só que bem menor.  Esse Languxx é uma massa que eles fritam e daí colocam gordices em cima. Caloria nas alturas, mas enfim, é típico de lá né, tivemos que comer. Custei, mas achei um chaveiro num preço decente, porque tinha uns que eram mais caros que almoços, santa sacanagem Batman. Bem, o jeito foi ir pro hostel e se aprontar pro show do Muse.

 Palácio Real (não chame de Castelo)

Igreja de São Matias

    Preciso dizer que Muse é uma banda que eu gosto bastante, mas não sou fã (segundo o Lastfm, está entre minhas 30 bandas favoritas). Então eu não comprei um ingresso de sei-la-quantos euros pra ficar na primeira fileira (como eu fiz com o Blind Guardian ou o Evanescence). Eu acabei ficando na arquibancada enquanto o Gui e o Marcus foram no povão da segunda divisão (porque tinha a primeira ainda). Eles começaram atrasados, ou seja, não são ingleses true, mas quando começou, foi demais, a produção visual do show era demais e a música deles é boa pra caramba. Os caras são bons mesmo. E eu tava la tirando umas fotos, quando minha câmera troll, que estava com a bateria 'cheia' apaga dizendo que a bateria acabou. Eu fiquei puto... mas enfim, a banda tocou bastante música que eu não conhecia (já disse que não sou fã), mas tocaram praticamente todas as que eu mais gostava (pra você que não conhece muito de Muse, eles tocaram Knights of Cydonia do Guitar Hero III e Supermassive Black Hole do filme Crepúsculo pra ter ideia). Valeu muuito a pena ter ido. Não preciso dizer o quanto todos foram dormir felizes, especialmente um grego que tava no meu quarto, que tinha pego uma das palhetas...



    A previsão era do último dia ser muito tranquilo, porque já tínhamos visitado tudo, e sabíamos onde queríamos ir pra comprar uma coisa ou outra. Pegaríamos o metro susse pro aeroporto e voaríamos felizes para a Bélgica... Aham, senta lá Cláudia. Brasileiros sempre conseguem ser brasileiros... O começo foi verdade, fizemos o check-out (deixando as coisas no hostel pra pegar depois), fomos nas lojas de câmera que o Gui queria ver e fomos até o Mercado, onde compraríamos nossos bagulhos e 'almoçaríamos' um Languxx. O Marcus ficou procurando bonecas (humn), o Gui procurando qualquer coisa que ele gostasse e eu um chaveiro pra Gabriela. Foi aí que a situação começou a se inverter. Chegamos a dar três voltas no lugar pra ver o que mais gostássemos e no melhor preço. Até eu comprar o chaveiro, o Gui um minibaralho (Oba?) da Hungria e uma bonequinha com uma bonequinha dentro e o Marcus comprar a boneca dele e um copo, já tínhamos passado da hora de comer. Pra ajudar, o Languxx não é uma coisa muito prática pra comer. Até comermos e sairmos correndo, já estávamos um pouco atrasados. Pra ajudar, perdemos os tickets do metro que tínhamos comprados no dia anterior pra ser mais rápido e tivemos que enfrentar uma fila e pagar de novo os tickets.
    Chegando no aeroporto, eu olhei no visor pra ver onde era o voo pra Bélgica e achei portão A2. Ainda tínhamos um pouco de tempo (apesar de demorarmos porque o raio-X apitou no Gui e daí ele teve que ser revistado) então fomos relativamente susse até o portão, até descobrirmos que aquele era de outra companhia e que o nosso portão era o A19 (nunca me passou na cabeça ter outra companhia que não fosse Ryanair haha). Corre trombadinha!!! Imagina 3 pessoas correndo desesperadas com malas. Pra ajudar, o portão era o mais afastado ever (tipo o prédio de Engenharia Química). Minhas calças tavam caindo e o Marcus perdeu a garrafa de água dele que saiu voando e quicando pra fora da grade, mas chegamos lá. E ainda não fomos os últimos lol. O voô foi tranquilo, com algumas turbulências, mas nada pior que o voô pra Itália com a Ge, o Rodrigo e a Tati. Chegando na Bélgica, tentamos ir o mais rápido possível pra Leuven, mas acabei perdendo minha aula de esgrima (todos chora ç_ç). Mas o Gui ainda tava mais desesperado que eu, ele saiu voando do trem (claro que a bolsa dele não voa e acabou arrebentando) pra tentar chegar no mercado antes que fechasse. Cheguei até emprestar minha bicicleta pra ele. Meu pensamento era que ele ia se esborrachar no primeiro sinaleiro (que fica no final de uma descida), mas felizmente minha bike voltou inteira. E quem disse que deixaram a gente descansar? Que nada, teve convocação brasileira pra assistir o jogo da seleção (as 1 da manhã!) com direito a queijos, pão e vinho e reprises da Casa das Sete Mulheres. Se você assistiu o jogo, vai concordar que tava muito ruim. Aproveitei o intervalo pra fugir pela direita. Nada como meu quarto de novo. ;)