segunda-feira, 8 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 03 - Berlim

No terceiro dia, resolvemos inovar e não pagar o café-da-manhã no hostel, mas sim tomar café em alguma padaria que tinha ali por perto. A previsão era que não fizesse sol, então nem peguei meus óculos-de-sol e achei que nem ia fazer calor (aham). De lá, fomos pra Alexanderplatz. Haha, não, to zoando. Fomos para o Palácio de Charlottenburg, que é o maior palácio de Berlim e o única residencia real da época prussiana ainda inteiro. Ok, preciso dizer que tenho uma queda por palácios, castelos e coisas reais (devo estar lendo/assistindo coisas demais), então nem mesmo o alto preço pra ver o palácio me impediu de comprar o ingresso para conhecê-lo. Dessa vez até com direito a um audioguide, porque afinal alguém precisava me explicar todas as coisas daquele lugar, nem que fosse uma caixinha falante.


Schloss Charlottenburg - não ia fazer sol... (não que eu esteja reclamando né)

Primeiramente, o palácio não se chamava Charlottenburg, mas sim Lietzenburg, que era uma casinha para a então princesa Sophie Charlotte (aliás, leia um pouco sobre a casa dela, a família dela reinou na Prússia e no Reino Unido, não é brincadeira). O palácio foi construído no estilo barroco e isso da pra perceber claramente pela estrutura, tanto externa quanto interna dele. Depois, claro, ela virou a primeira rainha consorte da Prússia, junto com o rei Frederich I. O lado esquerdo do palácio (o da Ju), era usado pela rainha e o lado esquerdo (o meu) era usado pelo rei. E tem trocentas antecâmaras, salas de chá e de música, pintura, porcelanas, jóias, bibliotecas e etc. A sala que eu mais gostei, claro, foi da prataria e das jóias ($_$). Infelizmente, ela morreu cedo, alguns anos depois da sua coroação e foi então que o rei nomeou o palácio em homenagem a ela. Quando o rei morreu, o filho deles, Frederich II (der Grosse) terminou de construir o palácio (não, a Charlotte nunca viu ele concluído). Outro lugar que gostei bastante foi o salão oval do andar térreo, onde os convidados eram recebidos e dava passagem para os jardins. Os jardins são no estilo francês e é bem bonito. Como falei pra Ju, eu gosto de flor, árvore e uma fonte, sempre fica bonito. Depois de quase 2 horas de tour pelo palácio, andamos pelos jardins. Não sentimos vontade de visitar os museus de Charlottenburg que ficam em frente ao palácio, porque já tinha sido o suficiente de história. Enfim, totalmente recomendo esse lugar! =D

Jardins do Palácio de Charlottenburg.

Já no começo da tarde decidimos ir até a Kurfürstendamm, que a mulher do hostel tinha dito que era a rua de compras. Errr, o problema é que podia até ser, mas não pro nosso caminhãozinho, porque só tinha lojas tipo Rolex, Praga, Chanel e essas coisas #bruneteaprova. A rua era a principal de Berlim Ocidental e até hoje continua como principal de Berlim Oeste, por isso das lojas. No final dela, fica a Igreja Memorial do Imperador Wilhelm, que se você procurar no google, é demais. Maaaaaaaaaaaas, estava em reformas. E não era uma reforma qualquer, era uma senhora reforma. Eles taparam tudo, não dava pra ver nada. Ódio =P. Tivemos que sair dali sem visitar o memorial, mas o prêmio de consolação da Ju foi achar uma escultura de metal na forma de uns laços, que ela dizia ser super famosa, mas que ninguém conhecia. 

O treco super famoso da Ju, com a suposta Igreja Memorial ao fundo =P

Ali perto também fica o Zoológio de Berlim, que é um dos maiores da Europa, mas ao ver o preço (21 €), a gente achou que era muito caro pra ver bicho e continuamos andando. O problema era: como a gente tinha feito muita coisa no segundo dia, não tinha sobrado mais nada pra esse dia, a não ser que quiséssemos ver museus, o que descartamos por ter gastado dinheiro demais já. Como a Ju é uma pessoa contraditória, passamos de novo na Alexanderplatz pra ela comprar um jogo numa das galerias lá perto e seguimos pro hostel, onde relaxamos das nossas caminhadas na piscina (que tava gelada) e na sauna. A noite fomos num restaurante perto do bar que tínhamos ido com a Marina e jantamos super bem, com direito a suco de maracujá, que me deixou mó feliz. Decidimos também ir mais cedo pra Praga, porque já tínhamos fechado Berlim, então dormimos cedo, apesar de um carinha no nosso quarto ter nos convidado pra sair...

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Resumo: Berlim te cativa mais pela história que possui desde os tempos prussianos até os da guerra fria. É mais barata que cidades como Paris ou Londres, mas também não possui a beleza ou majestade delas. Além disso, a cidade é super alternativa e parece que leva as coisas no próprio ritmo...
O que gostei em Berlim: o fator cultural e histórico da cidade e de apesar de ser uma cidade grande, ser relativamente fácil de andar e visitar as coisas.
O que não gostei: das obras infinitas e do alternativismo excessivo.
Se tivesse mais dinheiro e tempo: iria até Postdam e visitaria o Palácio Sanssouci.
Berlim é a cara: do Rafa Legal.

Loucuras de férias - Dia 02 - Berlim

O segundo dia começou cedinho, na esperança que fossemos demorar muito tempo pra conhecer a cidade. Depois de pagar super caro no café da manhã do hostel, que era super bom, pegamos o trem pra Alexanderplatz de novo, pra ver o relógio mundial, que tínhamos nos esquecido de ver e dona Ju fazia questão. Demorei um pouco pra me tocar como funcionava aquele relógio =P. Passamos pela torre de novo, pela praça com as flores e as fontes e andamos até a Berliner Dom, dessa vez pra entrar. Lá dentro é super bonito, a arquitetura é show, o altar é lindo. E subindo as escadas, chegamos no museu, onde conta a história da construção da catedral, com as maquetes e pinturas e tal. Bem legal. E subindo mais ainda, por um labirinto de escadas, chegamos até o topo da cúpula, de onde tínhamos uma visão panorâmica de Berlim, especialmente da torre e dos museus.

 Vista do Lustgarten, da Ilha dos Museus e do resto de Berlim...

Descendo todas as escadas e mais um pouco, chegamos à cripta, que segundo a minha mãe, é sinistra. Bem, lá tem padres, bispos e Kaisers (imperadores), é legal, mas a atmosfera é realmente estranha. Saímos rapidinho pra avenida e andamos entre os museus. Nessa hora, eu parei de andar porque tinha um carinha tocando o terceiro movimento de Inverno de Antonio Vivaldi #klaytonpira. O problema é que o carinha estava muito longe, senão ia lá e ficava o dia inteiro escutando ele tocar ao invés de conhecer as coisas. Ainda bem que a Ju me trouxe a realidade (ou na verdade foi uma criança que estava tocando horrivelmente um saxofone?). Anyway, andamos pelos museus pensando se íamos entrar neles, mas depois de verificar o que tinha em cada um e ver as filas gigantes, desistimos e fomos de volta à Unter den Linden (cheia de obras) até chegar ao portão de Brandeburgo. Na verdade, a intenção era conhecer o Bundestag (parlamento alemão), mas pelo jeito só se pode entrar lá com visita pré-marcada, então ficamos só nas fotos na frente mesmo =/.

Eu na frente do Parlamento Alemão, pena que não dava pra entrar...

Dali, o Tiergarten fica a um passo, então caminhamos até lá. Se você conhece ou olhar no google, sabe (vai saber) como é grande essa parada. Foi bom, porque estava quente e ficamos andando debaixo das árvores, mas pelo jeito só tinha isso (nem flores, nem pessoas). Atravessando o labirinto que era o parque, chegamos à coluna da vitória. Até percebemos que estávamos no lado contrário dela, mas o empenho de ir até o outro lado era muito grande, então voltamos por dentro do parque até chegar no jardim de rosas. Que estava em obras! (raiva desses alemães obreiros viu). Do lado tinha um rio, e nele um cachorro nadando atrás do graveto que o dono tinha jogado. Fiquei babando, quem dera a minha fizesse isso. Ou melhor, quem dera no Brasil tivesse rios pra fazer isso com os cachorros... aliás, que saudade da minha cachorra =(.

Siegessäule, a Coluna da Vitória.

Enfim, continuamos andando e parando de vez em quando, porque a gente cansava, tava muito quente e entrava pedrinhas demais no meu tênis. Até a gente conseguir sair do  Tiergarten (demos inúmeras voltas), foram quase 2 horas andando. O lugar era bem bonito, mas estava bem vazio. Esperava ver ele cheio de gente aproveitando o sol. Depois alguém me explicou que estava cheio, mas que o parque é tão grande, que parece vazio, o que faz muito sentido. Quando finalmente saímos, estávamos perto do Kulturforum e da Philarmonie. Tirei umas fotos de lá e do museu de instrumentos musicais #elisepira, mas como a Ju tinha marcado de encontrar uma amiga dela, acabamos andando até a Postdamer Platz, que era ali perto. Enquanto esperávamos, aproveitei pra comer uma torta de ricota com chocolate. Mega bom, tava com saudade desse tipo de gordices. Sabe como é, na Bélgica só tem batata frita, chocolate, waffle e cerveja, você sente falta esse tipo de gordices (ô dó).

Depois de bater um papo com a Nilda, que a Ju tinha conhecido quando veio trabalhar na Alemanha uns anos atrás, fomos seguindo a marcação do Muro de Berlim, até chegar à Topografia do Terror. O que esse lugar traz? Muita história. Do começo da segunda guerra  mundial. Na verdade, de antes, de quando e como Hitler assumiu o poder e os nazistas torturavam as pessoas, especialmente os judeus. Se você gosta de história, aqui é uma parada! Quando acabamos de ler e ver as fotos, continuamos seguindo o muro até o Checkpoint Charlie (de novo) e compramos nossos souvenires por ali. Ali perto também fica o museu dos Judeus, mas não me senti confortável pra visitar (questão de opinião). Pegando um metrô, chegamos na East Side Gallery, que é onde tem o maior pedaço do muro contínuo (ou quase) e foi todo transformado em algo artístico. É bem legal. Aliás, a Nilda tinha nos contado que estão tentando derrubar o muro pra construir coisas e que teve vários protestos em Berlim contra isso, mas fazer o que, capitalismo é isso =P.

Topografia do Terror - A história do Nazismo

East Side Gallery - O muro de Berlim

Como o nosso hostel era do lado da East Side Gallery, deixamos nossas coisas lá e fomos almojantar (porque tá funcionando a base de duas refeições agora). Tinha uma rua ali perto com restaurantes típicos de todos os lugares: chineses, japoneses, indianos, paquistaneses, vietnamitas, italianos, libaneses e tal, mas é claro que não tinha um alemão ou brasileiro. Sacanagem. Quando finalmente desistimos, optamos por um macarrão mesmo que estava mó bom. A noite, saímos com outra amiga da Ju, a Marina, que era super gente boa e conhecia os points haha. Berlim é muito alternativa. Muito. Tem pessoa estranha pra tudo quanto é gosto. Dentre os vários bares, biergartens e restaurantes, paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e conversar. Só não pudemos ficar muito, porque a Marina precisava estudar e a gente já estava cansado de tanta coisa que fizemos.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 01 - Berlim

Começa aqui o relato das minhas férias de Julho. Primeiramente pra quem não sabe, eu e a Ju compramos um Global Pass (na verdade Europe Pass né) por um mês inteiro, com a intenção de desbravar países. Saiu uma facada, mas pelo número de países que planejamos visitar, era inviável ir de avião. E também ficou bem corrido, mas foi o jeito.

Pra começar, eu comprei pilhas novas, porque as que meu pai comprou em Barcelona não duravam nada e eu sempre ficava na mão quando tava tirando foto pelas viagens que fiz. Como de costume, arrumei minha mala na noite antes da viagem, enquanto jogava as últimas partidas de Dota. Já as 5 da manhã, tava vestido pra passear, e tinha comido tudo que tinha em casa: um biscoito (um!). Deixei minha bike na garagem da prefeitura de Leuven, onde ficará até o fim do mês =´( e esperei a dona Ju na plataforma para pegarmos o trem pra Bruxelas. Até aí foi o de sempre, caminho da roça, como a gente fala.

Ao chegar em Bruxelas Midi/Zuid, achamos fácil o nosso trem ICE (que emoção, eu pensava) pra Köhl, e tava relativamente cedo ainda, mas não sabíamos como funcionava o esquema de reserva, então sentamos nos primeiros bancos vazios que achamos. O trem devia sair as 6h25, mas já saiu com 10 min de atraso (Bruxelas, vou te contar hein) e já em Bruxelas Norte (que eu não sabia que parava), já tivemos que sair da onde estávamos porque os lugares estavam reservados (daí que entendemos as letrinhas nuns mini-painéis) e vagamos pelo trem até achar outros lugares, sem nomes há. Primeiro que achei o trem super devagar, como todos os outros na Bélgica, mas eu lembrei que o Gui tinha falado que na Bélgica eles não eram muito rápidos, então pensei que tava tudo bem. Ao passar por Leuven, mais uma surpresa: nosso Global Pass não valia na Bélgica, nem nos trens internacionais. Ao sermos ameaçados de levar um pé na bunda em Liège, desembolsamos 30 euros pra chegarmos até Aachen, na Alemanha, de onde o nosso passe valia. #facada

Depois de passar pela bela paisagem da Valônia, onde o trem atrasou mais uns 20-30 minutos (êêê Valônia), chegamos na Alemanha, onde o trem ficou parado por 1 h!!!. Fora essa revolta, o trem continuava devagar e é claro, perdemos por quase 2 h (êêê Valônia, digo, Alemanha) nossa conexão em Köln. Ok, esperamos uns 25 min até o próximo ICE para Berlim chegar e entramos nele, com a previsão pra chegar as 15h19. O trem marcava 140 km/h, o que eu achava super devagar, dormimos infintamente. Aliás, o trem conseguiu atrasar mais 1h (¬¬’) até Berlim e chegamos na Hauptbanhof quase as 5 da tarde. Com eu a Ju perdidos, pedimos informação para um policial da estação mesmo e ele não falava inglês. Há, nada como eu treinar meu super alemão (ein, zwei, drei...)! Ainda perdidos, demoramos um tempão até chegar no hostel, que era muito grande e legal. Só trocamos de roupa e zarpamos pra Alexanderplatz.

Lá, a gente esbanjou fotos pra todo o lado. Com a Fernsehturm, com as fontes, com a igreja e tal. E tava parcialmente nublado e quente, o que tava bom demais, pra quem tava usando blusa na Bélgica até alguns dias antes. Andamos um pouco passando pela Berliner Dom, Lustgarten e os museus na Museuminsel, mas não entramos em nada porque tava tarde. Nesse ponto já tinha achado que Berlim tava muito cheia de obras, porque tudo tava em reforma e em todas as fotos tinha um andaime ou guindaste (aff). Mas isso foi até entrar na Unter den Linden, onde era um canteiro de obra só. Nada daquela avenida linda que imaginei, só obras =/ . O jeito foi andar como não quer nada até o Brandenburger Tor, que pra variar tava cheio de gente, mas conseguimos tirar umas fotinhas. Aliás, decepção a parte, esperava um portão bem maior hein! Berlim não tem nada de imponente...

Fernsehturm - a torre mais alta de Berlim

Berliner Dom. Detalhe pra foto super reta da Ju... mas não posso falar muito =P

Portão de Brandeburgo, o principal ponto turístico de Berlim


A seguir, andamos pela FriedrichStraße até o Checkpoint Charlie e comemos algo por ali porque estávamos azul de fome (já eram quase 8 da noite e eu não tinha comido nada desde o biscoito as 5 da manhã). Andando por ali, passando pelo Bundesrat, chegamos na Postdam Platz. Esse lugar é uma bagunça só, e onde tem os prédios bacanas, mas o mais interessante são os pedaços do muro de Berlim que ficam ali. Foi só nessa hora que a Julia e eu percebemos que nas ruas de Berlim tinha as marcações de onde era o muro (duh!). E seguindo o “muro”, passando pelo lado do Tiergarten, chegamos ao Memorial do Holocausto Judeu. É incrível como lugar é bonito, embora passe uma imagem muito triste, claro. E ali perto, há, já tava o portão de Brandeburgo de novo, com o Reichstag/Bundestag atrás. É legal quando eu encontro os lugares que eu estudei quando fazia línguas (tipo os lugares de Paris). Esse lugar tem muita história, se você se interessar em ler a historia alemã, especialmente na época das guerras. Tava tudo muito legal, mas além de ser mais de 10 da noite (apesar de estar semi claro ainda), uma tempestade se aproximava então eu e a Ju tivemos que pegar o metro mais próximo pro hostel.



 Postdamer Platz e o Muro de Berlim

Memorial ao Holocausto dos Judeus - isso tem umas partes mais altas do que parece.

Portão de Brandeburgo com o Bundestag atrás.


to be continued...

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Provas, manifestações e férias!

Férias! Uma palavra que só traz alegria. Ou não. Férias aqui também significa que está acabando. E já começaram-se as despedidas. Ou melhor, teriam começado se o Rodrigo tivesse deixado me despedir dele. Agora ele que apareça em Curitiba (e ai dele se me deletar do facebook haha). =P

Enquanto a galera no Brasil tava manifestando, eu tava estudando (e muito, tá!?). Chega de enzimes, eigenvalues e diffusion, não tava aguentado mais. Enfim, um breve resumo de como acho que fui:

Hazardous Substances and Process Safety: piece of cake. Na verdade não foi prova, mas sim um trabalho que fiz com a Elise, no qual tivemos que fazer uma análise HAZOP de uma caldeira. Deu trabalho, mas ficou tão bom, que nem o professor achou onde botar defeito. Ou melhor, achou, mas a gente foi incisivo no nosso ponto.

Biochemical Engineering Process: bem, graças a Santa Elise da Semana da Prova. As questões que cairam na prova aprendi na noite anterior com a Elise. Da parte do velho chato tinha que escrever um monte, mas era open book. Na parte oral me embananei um pouco, mas acho que tava bom ainda assim. Na parte do Van Impe, como disse, caiu exatamente como a gente tinha estudado, então acho que matei.

Process Control: da pra passar (graças a Santa Elise...). De novo, até um dia antes da prova eu não ia saber resolver nada. Bem, na verdade eu conseguiria porque a parte do Philip e do Geert foram praticamente dadas, bom pra não ficar com zero né. Da parte do Van Impe sofri, mas consegui fazer uma. A outra, por mais que a Elise tenha cantado na noite anterior, não consegui terminar de fazer (faltou tempo e eram 4 horas de prova!!), porque me embananei em como construir o gráfico da cinética que ele dava e no cálculo do jacobiano da belezinha.

Ecodesign and Life Cycle Engineering: passo. Como Process Safety, essa matéria foi só um trabalho. E que trabalho hein. Todo mundo deve ter ouvido eu reclamar de como esse trabalho com o Pedro deu trabalho. Enfim, a gente apresentou nossa análise de ciclo de vida de um controle remoto, que na minha opinião ficou muito bom, apesar de uns erros básicos. Os professores ficaram quase meia hora perguntando sobre as nossas hipóteses, tava dando até raiva, mas acho que no fundo, eles gostaram. =P

Multiphase Reactors: se chorar, eu passo na corda bamba. Ta. Eu sabia como era a prova, mas mesmo assim foi f**a. O cara simplesmente dava um capítulo do Levenspiel por aula e mais um mês de equações gigantes de balanço de massa e energia. E adivinha o que caiu na prova? "Escreva o balanço de massa e energia para um modelo com dispersão axial,  dispersão radial, intraparticular e interfacial." Quase joguei a prova pra cima. Claro que deixei a questão praticamente em branco, mas na parte oral o professor fez umas perguntas que eu consegui responder, então ainda acho que ganho uns (micro)pontos. A primeira questão eu fiz de boa, mas não sabia tudo que ele perguntou. E o exercício quase joguei pra cima também. Não a folha, mas sim a minha HP que decidiu me trollar na hora H. Foi o fim da picada pedir uma calculadora emprestada pro professor, que me deu uma CASIO-style, mas que era RPN. Bom, foi melhor que deixar a questão em branco...

Mas não só de provas vive o homem, né. Ontem, 26/06, fui em Bruxelas no manifesto em apoio aos manifestos brasileiros, na frente da Embaixada Brasileira. Não fiz muito barulho porque fiquei como segurança (!??) na parada. Aliás, fiquei é sendo assediado por Paparazzi. Não dava mais conta de pessoas me pedindo pra tirar uma foto, geralmente com a Ju...

Brasil, mostra a tua cara!
desenhobyTati


O manifesto foi  legal, pacífico (exceto um cara louco lá) e tranquilo. As provas vieram e passaram. E as férias começaram. To tão cheio de coisas pra fazer, que não sei por qual começo. E segunda-feira embarco na minha viagem de despedida da Europa (ou será que não?) com a Ju, ta acabando minha gente... =(

#partiuoudemarkt

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Brace yourselves...

A segunda bateria de exames está vindo aí! E junto com ela, os trabalhos também... E o pior, depois acaba o intercâmbio =(

Enfim, agora tá muito difícil de escrever, porque tenho muita coisa pra fazer, mas queria dizer que atualizei a página dos Brasi-Leuvenses: http://kinleuven.blogspot.be/p/blog-page.html

Além disso, gostaria de comentar sobre minha viagem para a Croácia: foi demais!!!

Apesar de termos ido para pegar um sol, calor e uma praiazinha, aproveitamos muito bem, mesmo tendo só metade disso em metade dos dias.

A aventura já começou com o Pedro perdendo o voo pra Zadar... No avião tinha um monte de carinhas retardados (da Valônia, só podia ser), que chegaram até ser trocados de lugar (gente, que mico né =P). Bem, chegando lá na Croácia, nós alugamos um carro pra 7 pessoas e fomos pro apartamento, que era muito bom. Saimos pra jantar e dormimos relativamente cedo, já que o Matheuxx tava fazendo trabalho e o Rafa estudando (seriously??).

#partiufériasnacroácia

No segundo dia, descemos pra Split, parando em algumas praias pra tomar um sol e pegar um bronze, porque afinal, era pra isso que tínhamos ido pra lá. Apesar da água não ser tão bonita quanto a de Zakinthos e estar um pouco fria, todos entramos na água (até mesmo o Rafa). No final do dia, tinha pego uma corzinha, que já estava começando a perder de novo. Escutando muita música, andando muito de carro e tirando muitas fotos, finalmente chegamos no nosso apê de Split, que ficava no morro #matheuxxmanja. Deu até pra assistir Avenida Brasil com legenda em croata (oi?). Apesar de a gente (-Ge) sair pra ver se encontrava algo, a night tava vazia e tudo que encontramos foi alguns brasileiros perdidos que ficaram super empolgados com o CsF e nos incentivaram a estudar (Y). 

No terceiro dia, que começou chovendo, fomos voltando lentamente para Zadar de novo, pra buscar a bendita criatura que tinha perdido o avião. Aproveitamos para parar em mais algumas praias, quando resolvia fazer sol e almoçamos em Sibenik. Depois de passar no aeroporto e resgatar a criança, passamos num lago que parecia super bonito visto de cima e com sol, mas ao chegar lá e com chuva, parecia mais um pantanal. A noite e chovendo, o sr. Pedro fez a gente andar tudo de volta pra ele conhecer a cidade.

A manhã do quarto dia estava sol com nublado e prometia... chuva. E foi o que deu. Saímos bem cedo (vejam a proeza de ter levantado o Rafael) e partimos pra pegar a balsa até a ilha de Brac. Já deu o maior rolo, porque a srta. Geruza, Julia e Rafa foram trocar dinheiro e aproveitaram pra comprar alguns souvenires enquanto o carro já tinha entrado na balsa e eu e o Pedro estávamos desesperados atrás deles. Vale a pena lembrar que a Croácia não faz parte da União Européia (carimbo no passaporte!) e por isso a gente pagava roaming (6€/min). Enfim, deu tudo certo e conseguimos todos entrar na balsa, que não era lá uma balsa Dover-Calais, mas também não era uma Caiobá-Guaratuba. Já na balsa o tempo começou a virar e quando finalmente chegamos em Brac, estava chovendo o mundo... Ainda assim, não perdemos a esperança e fomos até Bol. O que a gente queria era achar uma praia linda, de areia, cheia de gente e sol, chamando pra um mergulho. Bem, pelo menos achamos a praia, que nem de arei era, mas ainda assim, era bonita. Almoçamos em um restaurante local muito bom. Nessa altura do campeonato tanto eu quanto a Geruza já tinhamos nos revoltado com a cozinha típica croata e só estávamos comendo pratos normais. Depois de encher o bucho e comprar os souvenires, fizemos o caminho de volta pra Split, mas passamos direto indo em direção à Bósnia. Aliás, Bósnia-Herzegovina, por favor, não esqueça. Mas não, não fomos pra lá, só passamos perto e fomos indo em direção ao norte até chegar a cidade minúscula de Grobatchov, digo, Grabovac, que faz Figueira parecer uma metrópole (!). Pude até treinar meu super alemão num posto lá perto, porque o frentista não falava inglês (como faz?). Nada como chegar no nosso confortável apartamento e descansar feliz.

O quinto dia começou pior que o quarto, chovendo pra caramba, então já estávamos desistindo da vida (!), mas nos lembramos que éramos brasileiros e pegamos o carro em direção a Plitzviks, quero dizer, Plitvicka, um parque lindo pra chuchu (embora até hoje eu não entenda o que tem de lindo em um chuchu). O parque é composto de vários lagos com a água azul, azul, azul, azul. Fora lindas cachoeiras, mas que pra mim, não eram muita coisa, já que Foz do Iguaçu dá de dez a zero nelas. Pra ajudar, a bateria da minha câmera acabou na metade do parque e fui obrigado a não tirar fotos o resto do dia #chatiado. A coisa mais engraçada do dia foi uma hora que sentamos pra tirar uma foto nossa e um bando de taiwandesas começou a sentar junto com a gente pra tirar foto e foi juntando mais, e cada vez mais gente... me senti uma celebridade! Pelo menos o sol abriu depois de andarmos pra caramba e não ficou mais tão frio. No final do dia, a gente já tava morrendo de tanto andar, mas jantamos num restaurante ali perto que tinha uma atendente super grossa (reported!) e ainda comemos brownie da Geruza.

Pra variar, o sexto dia amanheceu nublado e junto com ele, partimos tarde do nosso apê (snif) e pegamos o carro na direção da Bósnia(Herzegovina!). Ops, na verdade foi um desvio, porque tinha alguma obra no dia (ha, novidade). Além disso, desviamos mais o caminho para margearmos a costa ao norte de Zadar. Depois de atravessar a serra dos confins, tivemos uma vista linda do litoral, de onde se podia ver as ilhas formadas por rochas sedimentares (nem isso pareceu acordar muito o Rafa...). Andamos pela margem até Zadar e ao chegarmos no nosso novo apê, o tempo abriu um pouco. Corre trombadinha! A pé mesmo, fomos almoçar e pegar uma última praia. Daria até pra ficar dormindo na praia, se ela não fosse de pedras como as outras e a maré tivesse subido, levando aquela água gelada para os nosso pés #pedropira hahaha. Ao anoitecer, fomos pro centro de Zadar, onde tem um órgão-escada que funciona com as ondas (pelo menos é o que eles dizem) e ver o Segundo Sol de Zadar que nada mais é que painéis solares que absorvem energia durante o dia e de noite ficam refletindo luzes coloridas, muito bonito! Fechamos a noite com chave de ouro tomando algumas coisas num lounge que a Brunete aprova!!

O último dia amanheceu com o maior sol do mundo! #sacanagem. Mas não deu pra estendermos nossa estadia na Croácia, então passamos no centro pra tirar algumas fotos, comprar alguns souvenires de última hora e comer alguma coisa antes de partirmos. Deixamos nosso carro exatamente ao meio-dia (como combinado) no aeroporto e seguimos pro check-in e finalmente o avião. O vôo correu tranquilo, com exceção do pouso, em que o piloto foi muito atrapalhado, mas deu tudo certo. A gente se estressou tanto com a Valônia e seus trens atrasados, porque demoramos 3 horas de Charleroi até Leuven!! Mas claro, a viagem acabou em batata frita... Enfim, esse foi o suspiro antes do mergulho, agora é melhor eu ir. Se eu sobreviver, aviso a todos. Tot ziens!

Dia 2 - Matheuxx e os ouriços-do-mar

Dia 2 - Prova que todos entraram na água, transparente :)

Dia 3 - Mais uma das minhas fotos tortas, sou muito artístico pra me entenderem

Dia 3 - Sair de pijama pra night, #éoquetemprahoje

Dia 4 - Praia de Bol. Cadê o Sol? Cadê o calor? Cadê a areia? Cade as pessoas?

Dia 4 - Praia de Bol (sem sol) =/

 Dia 5 - Um dos muitos lagos de Plitvice

Dia 5 - Tudo com sol fica mais bonito =)

Dia 5 - Depois de descer tudo, ainda tem que subir o morro de volta...

Dia 6 - Ilhas sedimentares. Acho que eu não tava muito empolgado na hora pela minha cara. Ser copiloto, DJ e fotógrafo cansa e eu achei que não sobreviveríamos à passagem das montanhas cinzentas...

Dia  6 - Melhor do melhor picolé do mundo! @creditsbyJu

Dia 6 - Em cima do órgão-escada. Ele não toca muito bem, eu diria.

Dia 6 - Segundo Sol de Zadar. Muitas luzes e muitos brasileiros...

Dia 7 - Igreja de São Donatus, o símbolo de Zadar

sábado, 25 de maio de 2013

Aqui também tem coisa séria (2)

E finalmente acabou minhas aulas no exterior. Agora são 3 semanas de "estudos" até o começo das provas. Dessa vez, ao invés de 7 provas como o semestre passado, farei apenas 3. Thanks heavens and Anouck!!! Só essa semana me dei conta que ainda não disse quais matérias estava fazendo esse período. Preciso ainda dizer que perdi as 3 primeiras semanas de aula (quase 1 mês de 4 de aula), porque meus pais estavam me visitando, o que complicou bastante o meu entendimento das matérias.


Disciplina: Process Control in the Chemical Industry
Data/Hora: Segunda-feira e sexta-feira das 10h35 às 12h35
Professor(es): Jan van Impe e Filip Logisti
Com quem eu faço: Elise
É a matéria que eu mais gostei de fazer, embora 99% das aulas eu não tenha entendido nada. Ainda bem que existe a Elise, pra me salvar quando ficava boiando. O curso em si foi muito bagunçado e não apresentando muita lógica. Parecia que quando um professor tava a fim de ir dar aula, ia. As aulas do Filipe (que foram bem poucas) eram bem baseadas nos slides dele, que eram cheios de fórmulas matemáticas, que pra mim fazia tanto sentido quanto um objeto "caindo" para cima. As aulas do van Impe eram muito boas e ele passava bastante tempo no quadro (raro aqui...). Como a especialidade dele é na área de bioprocesses, as aulas tinham esse foco (com direito às pesquisas dele, depois a Elise e eu descobrimos que era tudo plano dele pra manipular os alunos a fazerem a tese de mestrado com ele). Ele emana uma aura de terror, really. Na aula, ele era bem terrorista, fazendo milhares de perguntas durante a aula e como eu nunca sabia, ou ficava olhando pro meu caderno ou pro da Elise haha. No final, a resposta era sempre algo como "o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente. O van Impe ainda tentava ser engraçadinho, mas até quando ele fazia piadas, ele me assustava. Segundo a minha equação, ele + Bart (do semestre passado) = Snape ! Thanks heavens que a prova dele não é oral ou eu ia ter um treco.


Disciplina: Biochemical Process Engineering
Data/Hora: Terça-feira e quinta-feira das 8h25 às 10h25
Professor(es): Jan van Impe e Jozef Vanderleyden
Com quem eu faço: Elise
Sinceramente, essa matéria devia ser separada em Biochemistry + Bioprocess Engineering. Simplesmente porque nas terças, dadas pelo Jozef, as aulas eram inúteis. Ele só deu a parte de bioquímica. E o que poderia ser interessante, ele tornou chato e inútil. Metade das aulas foi falar de enzimas, mas não de um jeito aplicável, mas sim do ponto de vista da biologia. Como se não bastasse a aula ser mega cedo, ele ser chato e a aula inútil, os slides dele eram em neerlandês. #pracabámesmo
Já a parte do van Impe era uma aula de controle disfarçada. Ele começou mais com balanços, mas no final era só controle e otimização. Como na aula de controle, ele adorava fazer perguntas, e de novo, as respostas quase sempre eram 
"o modelo", "a cinética", "oscila" ou coisas assim, e os belgas pirando loucamente.


Disciplina: Ecodesign and Life Cycle Engineering
Data/Hora: Terça-feira das 14h às 16h
Professor(es): Joost Duflou e Wim Dewulf
Com quem eu faço: Geruza, Lais, Matheuxx e Pedro
Essa matéria foi a maior roubada de todas. A Geruza e a Lais fizeram a maior propaganda de todas, porque essa matéria não tem prova. E nós caimos feito os patos de Heverlee. O problema dela é fazer um trabalho em duplas mó complicado, que a gente não tem base nenhuma pra fazer. O melhor, os professores não ajudam e proibem os alunos de doutorado deles a ajudarem. #adoro
As aulas em si, tinham o conteúdo legal, mas na minha opinião foram mal dadas, ou mal exploradas, porque no final, se mostraram totalmente inutil para o nosso trabalho. E sinceramente, não tem matéria mais migué que essa, desde a primeira aula só tem hipóteses... Curiosidade: foi a matéria com maior presença minha nas aulas, acho que tem a ver com ser a tarde haha.


Disciplina: Hazardous Materials and Safety in the Process Industries
Data/Hora: Quarta-feira das 14h às 16h
Professor(es): Jan Vermant
Com quem eu faço: Elise
Essa matéria foi susse. A primeira parte na verdade foi dada por duas outras professoras, uma que era bacananinha, mas gostava muito da parte de perigos biológicos e uma outra que era uma metralhadora, não dando nem tempo pra anotar qual dia era. Segundo o Vermant, tudo aquilo era inutil. Gostei dele hahaha.
A parte dele era a parte de Safety in the Process Industries, o que era muito mais util e servia como uma continuação do curso de Safety Engineering que tinha feito com a Ge, Gabi e Rafas no semestre passado. Ele também deu a parte de Legislation, mas segundo ele "who cares?". Realmente gostei dele hahaha.
O melhor de tudo, foi que a matéria não teve prova, e sim um trabalho, que fiz com a Elise. No nosso caso, fizemos uma análise de riscos num processo que envolvia uma caldeira. Fizemos um HAZOP, calculo de probabilidade de falhas, propusemos melhorias ao processo e ainda discutimos outros assuntos importantes como corrosão e scaling. Apesar de ter tido mó stress com um pessoal da arquitetura (que são mais lentos que tartaruga andando de ré) na hora de imprimir o trabalho e de ter dado confusão quando fomos mandar o email com o trabalho para ele, o trabalho ficou tão bom que a defesa foi muito tranquila. Ele só disse que devíamos ter colocado um medidor de temperatura no boiler ao inves de um de pressão, mas a Elise e eu já fomos pra cima dele (figuramente, por favor) explicando o porque de termos escolhido o de pressão. Ele até disse que a gente tinha um ponto nisso, mas não chegou a concordar totalmente. Enfim, uma matéria a menos pra se preocupar e foi susse como mousse.



Disciplina: Design and Analysis of Multiphase Reactors
Data/Hora: Quinta-feira das 10h25 às 12h35
Professor(es): Jan Degrève (quantos Jan, tem mais que Barts)
Com quem eu faço: Elise
Outra matéria que entendo de pouco a nada. Não que eu tenha achado muito difícil em si, porque o professor é muito bom (além de ser muito fofinho, segundo a Elise), mas assim como a metralhadora de Safety, ele ia voando pelos capítulos do Levenspiel como se não houvesse amanhã. Quero dizer, numa aula estávamos vendo reações sólido-líquido, na outra era gás-líquido, na outra era líquido-sólido-líquido, na outra era gás-sólido-líquido, e por aí vai. Assim fica complicado =P. A minha sugestão para a KUL seria dobrar o número de créditos da disciplina, que poderia ser dada com mais calma e aprofundamento, já que é um assunto tão importante. Vai ser a minha última prova, com parte escrita, exercícios e parte oral. #elisemesalva


Ok, eu sei que deveria fazer o meu trabalho de Ecodesign, que só por intervenção divina ficará pronto, mas essa semana de estudos, vou pra Croácia haha. Ué, deve ter muita coisa a se estudar lá, especialmente as praias e os parques nacionais. =)

domingo, 19 de maio de 2013

Rosas são vermelhas, violetas são azuis...


E tulipas são de todas as cores!! Eu que o diga =P

Bem, bora ao post mais gay de todos, o post de Keukenhof!

Keukenhof, pra quem não sabe, é o maior jardim de flores do mundo e fica nos Países Baixos, mais especificamente, na Holanda. Pena que ele só fica aberto entre Março e Maio. E quem diria que eu veria tulipas antes de conhecer Amsterdam...

A viagem pra lá foi relativamente rápida, 3 horas de ônibus, saindo de Bruxelas. Ainda bem que não demorou mais, porque nosso ônibus era uma excursão de indianos e eles colocaram um filme indiano super alto. Fora isso, estavam morrendo de sono por ter acordado cedo e a semana ter sido pesada... Pra começar, o ônibus chegou 1 hora atrasado (todos comemora o tempo que podia ter ficado na cama =P). Queria ter ficado acordado pra ver a estrada nos Países Baixos, mas mesmo com aquele ônibus desconfortável, o indiano da minha frente reclinando o banco lá em baixo e o filme indiano no último volume, eu apaguei e só acordei perto de Lisse, que é onde fica o jardim de Keukenhof. Lisse fica uns 30 km ao sudoeste de Amsterdam (tipo Araucária de Curitiba). As rodovidas da Holanda são muito boas, mas como o resto da Europa, lá tá cheio de obras.

Depois da maior demora pra nos entregar os tickets do parque, os indianos ainda fizeram uma confusão danada e faltou ticket pra Lais e pra Julia. Nada que um pouco de educação (haham) resolvesse. Enquanto elas tavam resolvendo esse pepino eu já tava tirando fotos de tulipas com a Geruza e comprando souvenires (mal sabia eu o quanto eu ficaria enjoado de ver tulipas haha).

Entrada de Keukenhof, devia ter um aviso: "você verá flores até enjoar".

Sendo sincero, não tenho muito o que contar do passeio. O lugar é fantástico de lindo e recomendo pra qualquer um (então anota aí na sua agenda). No começo, a gente pirava por qualquer flor, tirando fotos de tudo quanto é jeito de todas as cores de flores possíveis e com  um monte de poses. No meio do passeio, paramos pra comer nosso almoço. Todo mundo levou uns sanduíches e comemos tranquilamente olhando as flores. Como diria a Tati, "isso que é qualidade de vida".
Aprendendo a desfocar com a minha câmera. #gabipira

O que eu mais gostava era da combinação das cores, tipo vermelha e branca.
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Depois de almoçar, nos topamos com um labirinto e no meio dele encontramos brasileiros (sempre!). Logo depois, tinha uns cenários (casa ou carruagem) cheio de flores, pra variar. Nesse meio tempo também, descobrimos que os campos gigantescos de tulipas não estavam mais lá #todoschora =(

Tradicional foto-Pedro =)

Mais desfoques #souartistademais

Depois de passar por um jardim japonês, cheio de bambu e cerejeiras, passamos por mais tulipas até chegar numa estufa cheia de hortências. Do lado, as meninas compraram souvenires e cartões postais. E como descobrimos que o parque tinha wi-fi grátis, foi tempo de tirar foto e postar no facebook haha. Como tínhamos que estar as 4h30 na saída pra voltar, começamos a nos preocupar em como sair do meio de tanta flor e chegar na entrada do parque de novo, mas no meio do caminho achamos uma estufa de lírios. #geruzapirademais

Lírios. Tinha até votação pra escolher o mais bonito.

Ainda na luta pra achar o caminho de volta, passamos por um lago, onde tinha umas plataformas na água pra você andar e tirar foto. Claro que eu fui, mas morrendo de medo da minha câmera cair. Pra ajudar, o parque tava lotado de gente (só de indiano já tinha um monte) e parece que todo mundo também queria tirar uma foto. Depois de muitas tentativas, consegui tirar uma hehe.

Tapete de flores. Cada esquina era fascinante.

Tapete de flores 2. Detalhe pra Ge, que sempre conseguia entrar nas minhas fotos...

Depois de espantar os indianos e os chineses, consegui tirar uma foto no meio do lago =)

No fim da tarde, estávamos cansados de bater foto de flores, cansados de andar (o parque é grande!) e com fome. Apesar da gente chegar um pouquinho atrasado no ônibus, saímos 1h depois do combinado graças a algum indiano u_u'. A viagem de volta foi mais rápida e acho que passei mais tempo ainda dormindo. E tudo acabou em batatas...

PS: Amanhã, dia 20, é feriado de Pentecostes. É o terceiro feriado de maio (!), depois do Dia do Trabalho e do Dia da Ascensão. Bem que o Brasil podia adotar esses feriados também...
PS2: Agora que terminei o trabalho de Safety com a Elise, tenho que concentrar no de Process Control e no de Ecodesign. E cheio de trabalhos, ainda tento aproveitar o intercâmbio o máximo que posso. ;)