segunda-feira, 8 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 03 - Berlim

No terceiro dia, resolvemos inovar e não pagar o café-da-manhã no hostel, mas sim tomar café em alguma padaria que tinha ali por perto. A previsão era que não fizesse sol, então nem peguei meus óculos-de-sol e achei que nem ia fazer calor (aham). De lá, fomos pra Alexanderplatz. Haha, não, to zoando. Fomos para o Palácio de Charlottenburg, que é o maior palácio de Berlim e o única residencia real da época prussiana ainda inteiro. Ok, preciso dizer que tenho uma queda por palácios, castelos e coisas reais (devo estar lendo/assistindo coisas demais), então nem mesmo o alto preço pra ver o palácio me impediu de comprar o ingresso para conhecê-lo. Dessa vez até com direito a um audioguide, porque afinal alguém precisava me explicar todas as coisas daquele lugar, nem que fosse uma caixinha falante.


Schloss Charlottenburg - não ia fazer sol... (não que eu esteja reclamando né)

Primeiramente, o palácio não se chamava Charlottenburg, mas sim Lietzenburg, que era uma casinha para a então princesa Sophie Charlotte (aliás, leia um pouco sobre a casa dela, a família dela reinou na Prússia e no Reino Unido, não é brincadeira). O palácio foi construído no estilo barroco e isso da pra perceber claramente pela estrutura, tanto externa quanto interna dele. Depois, claro, ela virou a primeira rainha consorte da Prússia, junto com o rei Frederich I. O lado esquerdo do palácio (o da Ju), era usado pela rainha e o lado esquerdo (o meu) era usado pelo rei. E tem trocentas antecâmaras, salas de chá e de música, pintura, porcelanas, jóias, bibliotecas e etc. A sala que eu mais gostei, claro, foi da prataria e das jóias ($_$). Infelizmente, ela morreu cedo, alguns anos depois da sua coroação e foi então que o rei nomeou o palácio em homenagem a ela. Quando o rei morreu, o filho deles, Frederich II (der Grosse) terminou de construir o palácio (não, a Charlotte nunca viu ele concluído). Outro lugar que gostei bastante foi o salão oval do andar térreo, onde os convidados eram recebidos e dava passagem para os jardins. Os jardins são no estilo francês e é bem bonito. Como falei pra Ju, eu gosto de flor, árvore e uma fonte, sempre fica bonito. Depois de quase 2 horas de tour pelo palácio, andamos pelos jardins. Não sentimos vontade de visitar os museus de Charlottenburg que ficam em frente ao palácio, porque já tinha sido o suficiente de história. Enfim, totalmente recomendo esse lugar! =D

Jardins do Palácio de Charlottenburg.

Já no começo da tarde decidimos ir até a Kurfürstendamm, que a mulher do hostel tinha dito que era a rua de compras. Errr, o problema é que podia até ser, mas não pro nosso caminhãozinho, porque só tinha lojas tipo Rolex, Praga, Chanel e essas coisas #bruneteaprova. A rua era a principal de Berlim Ocidental e até hoje continua como principal de Berlim Oeste, por isso das lojas. No final dela, fica a Igreja Memorial do Imperador Wilhelm, que se você procurar no google, é demais. Maaaaaaaaaaaas, estava em reformas. E não era uma reforma qualquer, era uma senhora reforma. Eles taparam tudo, não dava pra ver nada. Ódio =P. Tivemos que sair dali sem visitar o memorial, mas o prêmio de consolação da Ju foi achar uma escultura de metal na forma de uns laços, que ela dizia ser super famosa, mas que ninguém conhecia. 

O treco super famoso da Ju, com a suposta Igreja Memorial ao fundo =P

Ali perto também fica o Zoológio de Berlim, que é um dos maiores da Europa, mas ao ver o preço (21 €), a gente achou que era muito caro pra ver bicho e continuamos andando. O problema era: como a gente tinha feito muita coisa no segundo dia, não tinha sobrado mais nada pra esse dia, a não ser que quiséssemos ver museus, o que descartamos por ter gastado dinheiro demais já. Como a Ju é uma pessoa contraditória, passamos de novo na Alexanderplatz pra ela comprar um jogo numa das galerias lá perto e seguimos pro hostel, onde relaxamos das nossas caminhadas na piscina (que tava gelada) e na sauna. A noite fomos num restaurante perto do bar que tínhamos ido com a Marina e jantamos super bem, com direito a suco de maracujá, que me deixou mó feliz. Decidimos também ir mais cedo pra Praga, porque já tínhamos fechado Berlim, então dormimos cedo, apesar de um carinha no nosso quarto ter nos convidado pra sair...

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Resumo: Berlim te cativa mais pela história que possui desde os tempos prussianos até os da guerra fria. É mais barata que cidades como Paris ou Londres, mas também não possui a beleza ou majestade delas. Além disso, a cidade é super alternativa e parece que leva as coisas no próprio ritmo...
O que gostei em Berlim: o fator cultural e histórico da cidade e de apesar de ser uma cidade grande, ser relativamente fácil de andar e visitar as coisas.
O que não gostei: das obras infinitas e do alternativismo excessivo.
Se tivesse mais dinheiro e tempo: iria até Postdam e visitaria o Palácio Sanssouci.
Berlim é a cara: do Rafa Legal.

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