Começa aqui o relato das minhas férias de Julho.
Primeiramente pra quem não sabe, eu e a Ju compramos um Global Pass (na verdade
Europe Pass né) por um mês inteiro, com a intenção de desbravar países. Saiu
uma facada, mas pelo número de países que planejamos visitar, era inviável ir
de avião. E também ficou bem corrido, mas foi o jeito.
Pra começar, eu comprei pilhas novas, porque as que meu pai
comprou em Barcelona não duravam nada e eu sempre ficava na mão quando tava
tirando foto pelas viagens que fiz. Como de costume, arrumei minha mala na
noite antes da viagem, enquanto jogava as últimas partidas de Dota. Já as 5 da
manhã, tava vestido pra passear, e tinha comido tudo que tinha em casa: um
biscoito (um!). Deixei minha bike na garagem da prefeitura de Leuven, onde
ficará até o fim do mês =´( e esperei a dona Ju na plataforma para pegarmos o
trem pra Bruxelas. Até aí foi o de sempre, caminho da roça, como a gente fala.
Ao chegar em Bruxelas Midi/Zuid, achamos fácil o nosso
trem ICE (que emoção, eu pensava) pra Köhl, e tava relativamente cedo ainda,
mas não sabíamos como funcionava o esquema de reserva, então sentamos nos
primeiros bancos vazios que achamos. O trem devia sair as 6h25, mas já saiu com
10 min de atraso (Bruxelas, vou te contar hein) e já em Bruxelas Norte (que eu
não sabia que parava), já tivemos que sair da onde estávamos porque os lugares
estavam reservados (daí que entendemos as letrinhas nuns mini-painéis) e
vagamos pelo trem até achar outros lugares, sem nomes há. Primeiro que achei o
trem super devagar, como todos os outros na Bélgica, mas eu lembrei que o Gui
tinha falado que na Bélgica eles não eram muito rápidos, então pensei que tava
tudo bem. Ao passar por Leuven, mais uma surpresa: nosso Global Pass não valia
na Bélgica, nem nos trens internacionais. Ao sermos ameaçados de levar um pé na
bunda em Liège, desembolsamos 30 euros pra chegarmos até Aachen, na Alemanha,
de onde o nosso passe valia. #facada
Depois de passar pela bela paisagem da Valônia, onde o
trem atrasou mais uns 20-30 minutos (êêê Valônia), chegamos na Alemanha, onde o
trem ficou parado por 1 h!!!. Fora essa revolta, o trem continuava devagar e é
claro, perdemos por quase 2 h (êêê Valônia, digo, Alemanha) nossa conexão em
Köln. Ok, esperamos uns 25 min até o próximo ICE para Berlim chegar e entramos
nele, com a previsão pra chegar as 15h19. O trem marcava 140 km/h, o que eu
achava super devagar, dormimos infintamente. Aliás, o trem conseguiu atrasar
mais 1h (¬¬’) até Berlim e chegamos na Hauptbanhof quase as 5 da tarde. Com eu
a Ju perdidos, pedimos informação para um policial da estação mesmo e ele não
falava inglês. Há, nada como eu treinar meu super alemão (ein, zwei, drei...)!
Ainda perdidos, demoramos um tempão até chegar no hostel, que era muito grande
e legal. Só trocamos de roupa e zarpamos pra Alexanderplatz.
Lá, a gente esbanjou fotos pra todo o lado. Com a
Fernsehturm, com as fontes, com a igreja e tal. E tava parcialmente nublado e
quente, o que tava bom demais, pra quem tava usando blusa na Bélgica até alguns
dias antes. Andamos um pouco passando pela Berliner Dom, Lustgarten e os museus
na Museuminsel, mas não entramos em nada porque tava tarde. Nesse ponto já
tinha achado que Berlim tava muito cheia de obras, porque tudo tava em reforma
e em todas as fotos tinha um andaime ou guindaste (aff). Mas isso foi até
entrar na Unter den Linden, onde era um canteiro de obra só. Nada daquela
avenida linda que imaginei, só obras =/ . O jeito foi andar como não quer nada
até o Brandenburger Tor, que pra variar tava cheio de gente, mas conseguimos
tirar umas fotinhas. Aliás, decepção a parte, esperava um portão bem maior
hein! Berlim não tem nada de imponente...
Fernsehturm - a torre mais alta de Berlim
Berliner Dom. Detalhe pra foto super reta da Ju... mas não posso falar muito =P
Portão de Brandeburgo, o principal ponto turístico de Berlim
A seguir, andamos pela FriedrichStraße até o Checkpoint
Charlie e comemos algo por ali porque estávamos azul de fome (já eram quase 8
da noite e eu não tinha comido nada desde o biscoito as 5 da manhã). Andando
por ali, passando pelo Bundesrat, chegamos na Postdam Platz. Esse lugar é uma
bagunça só, e onde tem os prédios bacanas, mas o mais interessante são os
pedaços do muro de Berlim que ficam ali. Foi só nessa hora que a Julia e eu
percebemos que nas ruas de Berlim tinha as marcações de onde era o muro (duh!).
E seguindo o “muro”, passando pelo lado do Tiergarten, chegamos ao Memorial do
Holocausto Judeu. É incrível como lugar é bonito, embora passe uma imagem muito
triste, claro. E ali perto, há, já tava o portão de Brandeburgo de novo, com o
Reichstag/Bundestag atrás. É legal quando eu encontro os lugares que eu
estudei quando fazia línguas (tipo os lugares de Paris). Esse lugar tem muita
história, se você se interessar em ler a historia alemã, especialmente na época das guerras. Tava tudo muito legal, mas além de ser mais de 10 da noite (apesar de estar semi claro
ainda), uma tempestade se aproximava então eu e a Ju tivemos que pegar o metro
mais próximo pro hostel.
Postdamer Platz e o Muro de Berlim
Memorial ao Holocausto dos Judeus - isso tem umas partes mais altas do que parece.
Portão de Brandeburgo com o Bundestag atrás.
to be continued...

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