quinta-feira, 4 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 01 - Berlim

Começa aqui o relato das minhas férias de Julho. Primeiramente pra quem não sabe, eu e a Ju compramos um Global Pass (na verdade Europe Pass né) por um mês inteiro, com a intenção de desbravar países. Saiu uma facada, mas pelo número de países que planejamos visitar, era inviável ir de avião. E também ficou bem corrido, mas foi o jeito.

Pra começar, eu comprei pilhas novas, porque as que meu pai comprou em Barcelona não duravam nada e eu sempre ficava na mão quando tava tirando foto pelas viagens que fiz. Como de costume, arrumei minha mala na noite antes da viagem, enquanto jogava as últimas partidas de Dota. Já as 5 da manhã, tava vestido pra passear, e tinha comido tudo que tinha em casa: um biscoito (um!). Deixei minha bike na garagem da prefeitura de Leuven, onde ficará até o fim do mês =´( e esperei a dona Ju na plataforma para pegarmos o trem pra Bruxelas. Até aí foi o de sempre, caminho da roça, como a gente fala.

Ao chegar em Bruxelas Midi/Zuid, achamos fácil o nosso trem ICE (que emoção, eu pensava) pra Köhl, e tava relativamente cedo ainda, mas não sabíamos como funcionava o esquema de reserva, então sentamos nos primeiros bancos vazios que achamos. O trem devia sair as 6h25, mas já saiu com 10 min de atraso (Bruxelas, vou te contar hein) e já em Bruxelas Norte (que eu não sabia que parava), já tivemos que sair da onde estávamos porque os lugares estavam reservados (daí que entendemos as letrinhas nuns mini-painéis) e vagamos pelo trem até achar outros lugares, sem nomes há. Primeiro que achei o trem super devagar, como todos os outros na Bélgica, mas eu lembrei que o Gui tinha falado que na Bélgica eles não eram muito rápidos, então pensei que tava tudo bem. Ao passar por Leuven, mais uma surpresa: nosso Global Pass não valia na Bélgica, nem nos trens internacionais. Ao sermos ameaçados de levar um pé na bunda em Liège, desembolsamos 30 euros pra chegarmos até Aachen, na Alemanha, de onde o nosso passe valia. #facada

Depois de passar pela bela paisagem da Valônia, onde o trem atrasou mais uns 20-30 minutos (êêê Valônia), chegamos na Alemanha, onde o trem ficou parado por 1 h!!!. Fora essa revolta, o trem continuava devagar e é claro, perdemos por quase 2 h (êêê Valônia, digo, Alemanha) nossa conexão em Köln. Ok, esperamos uns 25 min até o próximo ICE para Berlim chegar e entramos nele, com a previsão pra chegar as 15h19. O trem marcava 140 km/h, o que eu achava super devagar, dormimos infintamente. Aliás, o trem conseguiu atrasar mais 1h (¬¬’) até Berlim e chegamos na Hauptbanhof quase as 5 da tarde. Com eu a Ju perdidos, pedimos informação para um policial da estação mesmo e ele não falava inglês. Há, nada como eu treinar meu super alemão (ein, zwei, drei...)! Ainda perdidos, demoramos um tempão até chegar no hostel, que era muito grande e legal. Só trocamos de roupa e zarpamos pra Alexanderplatz.

Lá, a gente esbanjou fotos pra todo o lado. Com a Fernsehturm, com as fontes, com a igreja e tal. E tava parcialmente nublado e quente, o que tava bom demais, pra quem tava usando blusa na Bélgica até alguns dias antes. Andamos um pouco passando pela Berliner Dom, Lustgarten e os museus na Museuminsel, mas não entramos em nada porque tava tarde. Nesse ponto já tinha achado que Berlim tava muito cheia de obras, porque tudo tava em reforma e em todas as fotos tinha um andaime ou guindaste (aff). Mas isso foi até entrar na Unter den Linden, onde era um canteiro de obra só. Nada daquela avenida linda que imaginei, só obras =/ . O jeito foi andar como não quer nada até o Brandenburger Tor, que pra variar tava cheio de gente, mas conseguimos tirar umas fotinhas. Aliás, decepção a parte, esperava um portão bem maior hein! Berlim não tem nada de imponente...

Fernsehturm - a torre mais alta de Berlim

Berliner Dom. Detalhe pra foto super reta da Ju... mas não posso falar muito =P

Portão de Brandeburgo, o principal ponto turístico de Berlim


A seguir, andamos pela FriedrichStraße até o Checkpoint Charlie e comemos algo por ali porque estávamos azul de fome (já eram quase 8 da noite e eu não tinha comido nada desde o biscoito as 5 da manhã). Andando por ali, passando pelo Bundesrat, chegamos na Postdam Platz. Esse lugar é uma bagunça só, e onde tem os prédios bacanas, mas o mais interessante são os pedaços do muro de Berlim que ficam ali. Foi só nessa hora que a Julia e eu percebemos que nas ruas de Berlim tinha as marcações de onde era o muro (duh!). E seguindo o “muro”, passando pelo lado do Tiergarten, chegamos ao Memorial do Holocausto Judeu. É incrível como lugar é bonito, embora passe uma imagem muito triste, claro. E ali perto, há, já tava o portão de Brandeburgo de novo, com o Reichstag/Bundestag atrás. É legal quando eu encontro os lugares que eu estudei quando fazia línguas (tipo os lugares de Paris). Esse lugar tem muita história, se você se interessar em ler a historia alemã, especialmente na época das guerras. Tava tudo muito legal, mas além de ser mais de 10 da noite (apesar de estar semi claro ainda), uma tempestade se aproximava então eu e a Ju tivemos que pegar o metro mais próximo pro hostel.



 Postdamer Platz e o Muro de Berlim

Memorial ao Holocausto dos Judeus - isso tem umas partes mais altas do que parece.

Portão de Brandeburgo com o Bundestag atrás.


to be continued...

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