segunda-feira, 8 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 02 - Berlim

O segundo dia começou cedinho, na esperança que fossemos demorar muito tempo pra conhecer a cidade. Depois de pagar super caro no café da manhã do hostel, que era super bom, pegamos o trem pra Alexanderplatz de novo, pra ver o relógio mundial, que tínhamos nos esquecido de ver e dona Ju fazia questão. Demorei um pouco pra me tocar como funcionava aquele relógio =P. Passamos pela torre de novo, pela praça com as flores e as fontes e andamos até a Berliner Dom, dessa vez pra entrar. Lá dentro é super bonito, a arquitetura é show, o altar é lindo. E subindo as escadas, chegamos no museu, onde conta a história da construção da catedral, com as maquetes e pinturas e tal. Bem legal. E subindo mais ainda, por um labirinto de escadas, chegamos até o topo da cúpula, de onde tínhamos uma visão panorâmica de Berlim, especialmente da torre e dos museus.

 Vista do Lustgarten, da Ilha dos Museus e do resto de Berlim...

Descendo todas as escadas e mais um pouco, chegamos à cripta, que segundo a minha mãe, é sinistra. Bem, lá tem padres, bispos e Kaisers (imperadores), é legal, mas a atmosfera é realmente estranha. Saímos rapidinho pra avenida e andamos entre os museus. Nessa hora, eu parei de andar porque tinha um carinha tocando o terceiro movimento de Inverno de Antonio Vivaldi #klaytonpira. O problema é que o carinha estava muito longe, senão ia lá e ficava o dia inteiro escutando ele tocar ao invés de conhecer as coisas. Ainda bem que a Ju me trouxe a realidade (ou na verdade foi uma criança que estava tocando horrivelmente um saxofone?). Anyway, andamos pelos museus pensando se íamos entrar neles, mas depois de verificar o que tinha em cada um e ver as filas gigantes, desistimos e fomos de volta à Unter den Linden (cheia de obras) até chegar ao portão de Brandeburgo. Na verdade, a intenção era conhecer o Bundestag (parlamento alemão), mas pelo jeito só se pode entrar lá com visita pré-marcada, então ficamos só nas fotos na frente mesmo =/.

Eu na frente do Parlamento Alemão, pena que não dava pra entrar...

Dali, o Tiergarten fica a um passo, então caminhamos até lá. Se você conhece ou olhar no google, sabe (vai saber) como é grande essa parada. Foi bom, porque estava quente e ficamos andando debaixo das árvores, mas pelo jeito só tinha isso (nem flores, nem pessoas). Atravessando o labirinto que era o parque, chegamos à coluna da vitória. Até percebemos que estávamos no lado contrário dela, mas o empenho de ir até o outro lado era muito grande, então voltamos por dentro do parque até chegar no jardim de rosas. Que estava em obras! (raiva desses alemães obreiros viu). Do lado tinha um rio, e nele um cachorro nadando atrás do graveto que o dono tinha jogado. Fiquei babando, quem dera a minha fizesse isso. Ou melhor, quem dera no Brasil tivesse rios pra fazer isso com os cachorros... aliás, que saudade da minha cachorra =(.

Siegessäule, a Coluna da Vitória.

Enfim, continuamos andando e parando de vez em quando, porque a gente cansava, tava muito quente e entrava pedrinhas demais no meu tênis. Até a gente conseguir sair do  Tiergarten (demos inúmeras voltas), foram quase 2 horas andando. O lugar era bem bonito, mas estava bem vazio. Esperava ver ele cheio de gente aproveitando o sol. Depois alguém me explicou que estava cheio, mas que o parque é tão grande, que parece vazio, o que faz muito sentido. Quando finalmente saímos, estávamos perto do Kulturforum e da Philarmonie. Tirei umas fotos de lá e do museu de instrumentos musicais #elisepira, mas como a Ju tinha marcado de encontrar uma amiga dela, acabamos andando até a Postdamer Platz, que era ali perto. Enquanto esperávamos, aproveitei pra comer uma torta de ricota com chocolate. Mega bom, tava com saudade desse tipo de gordices. Sabe como é, na Bélgica só tem batata frita, chocolate, waffle e cerveja, você sente falta esse tipo de gordices (ô dó).

Depois de bater um papo com a Nilda, que a Ju tinha conhecido quando veio trabalhar na Alemanha uns anos atrás, fomos seguindo a marcação do Muro de Berlim, até chegar à Topografia do Terror. O que esse lugar traz? Muita história. Do começo da segunda guerra  mundial. Na verdade, de antes, de quando e como Hitler assumiu o poder e os nazistas torturavam as pessoas, especialmente os judeus. Se você gosta de história, aqui é uma parada! Quando acabamos de ler e ver as fotos, continuamos seguindo o muro até o Checkpoint Charlie (de novo) e compramos nossos souvenires por ali. Ali perto também fica o museu dos Judeus, mas não me senti confortável pra visitar (questão de opinião). Pegando um metrô, chegamos na East Side Gallery, que é onde tem o maior pedaço do muro contínuo (ou quase) e foi todo transformado em algo artístico. É bem legal. Aliás, a Nilda tinha nos contado que estão tentando derrubar o muro pra construir coisas e que teve vários protestos em Berlim contra isso, mas fazer o que, capitalismo é isso =P.

Topografia do Terror - A história do Nazismo

East Side Gallery - O muro de Berlim

Como o nosso hostel era do lado da East Side Gallery, deixamos nossas coisas lá e fomos almojantar (porque tá funcionando a base de duas refeições agora). Tinha uma rua ali perto com restaurantes típicos de todos os lugares: chineses, japoneses, indianos, paquistaneses, vietnamitas, italianos, libaneses e tal, mas é claro que não tinha um alemão ou brasileiro. Sacanagem. Quando finalmente desistimos, optamos por um macarrão mesmo que estava mó bom. A noite, saímos com outra amiga da Ju, a Marina, que era super gente boa e conhecia os points haha. Berlim é muito alternativa. Muito. Tem pessoa estranha pra tudo quanto é gosto. Dentre os vários bares, biergartens e restaurantes, paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e conversar. Só não pudemos ficar muito, porque a Marina precisava estudar e a gente já estava cansado de tanta coisa que fizemos.

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