O segundo dia começou cedinho, na esperança que fossemos
demorar muito tempo pra conhecer a cidade. Depois de pagar super caro no café
da manhã do hostel, que era super bom, pegamos o trem pra Alexanderplatz de
novo, pra ver o relógio mundial, que tínhamos nos esquecido de ver e dona Ju
fazia questão. Demorei um pouco pra me tocar como funcionava aquele relógio =P.
Passamos pela torre de novo, pela praça com as flores e as fontes e andamos até
a Berliner Dom, dessa vez pra entrar. Lá dentro é super bonito, a arquitetura é
show, o altar é lindo. E subindo as escadas, chegamos no museu, onde conta a
história da construção da catedral, com as maquetes e pinturas e tal. Bem
legal. E subindo mais ainda, por um labirinto de escadas, chegamos até o topo
da cúpula, de onde tínhamos uma visão panorâmica de Berlim, especialmente da
torre e dos museus.
Vista do Lustgarten, da Ilha dos Museus e do resto de Berlim...
Descendo todas as escadas e mais um pouco, chegamos à
cripta, que segundo a minha mãe, é sinistra. Bem, lá tem padres, bispos e
Kaisers (imperadores), é legal, mas a atmosfera é realmente estranha. Saímos
rapidinho pra avenida e andamos entre os museus. Nessa hora, eu parei de andar
porque tinha um carinha tocando o terceiro movimento de Inverno de Antonio
Vivaldi #klaytonpira. O problema é que o carinha estava muito longe, senão ia
lá e ficava o dia inteiro escutando ele tocar ao invés de conhecer as coisas.
Ainda bem que a Ju me trouxe a realidade (ou na verdade foi uma criança que estava
tocando horrivelmente um saxofone?). Anyway, andamos pelos museus pensando se
íamos entrar neles, mas depois de verificar o que tinha em cada um e ver as
filas gigantes, desistimos e fomos de volta à Unter den Linden (cheia de obras)
até chegar ao portão de Brandeburgo. Na verdade, a intenção era conhecer o
Bundestag (parlamento alemão), mas pelo jeito só se pode entrar lá com visita
pré-marcada, então ficamos só nas fotos na frente mesmo =/.
Eu na frente do Parlamento Alemão, pena que não dava pra entrar...
Dali, o Tiergarten fica a um passo, então caminhamos até
lá. Se você conhece ou olhar no google, sabe (vai saber) como é grande essa
parada. Foi bom, porque estava quente e ficamos andando debaixo das árvores,
mas pelo jeito só tinha isso (nem flores, nem pessoas). Atravessando o
labirinto que era o parque, chegamos à coluna da vitória. Até percebemos que estávamos
no lado contrário dela, mas o empenho de ir até o outro lado era muito grande,
então voltamos por dentro do parque até chegar no jardim de rosas. Que estava
em obras! (raiva desses alemães obreiros viu). Do lado tinha um rio, e nele um
cachorro nadando atrás do graveto que o dono tinha jogado. Fiquei babando, quem
dera a minha fizesse isso. Ou melhor, quem dera no Brasil tivesse rios pra
fazer isso com os cachorros... aliás, que saudade da minha cachorra =(.
Siegessäule, a Coluna da Vitória.
Enfim, continuamos andando e parando de vez em quando,
porque a gente cansava, tava muito quente e entrava pedrinhas demais no meu
tênis. Até a gente conseguir sair do
Tiergarten (demos inúmeras voltas), foram quase 2 horas andando. O lugar
era bem bonito, mas estava bem vazio. Esperava ver ele cheio de gente
aproveitando o sol. Depois alguém me explicou que estava cheio, mas que o
parque é tão grande, que parece vazio, o que faz muito sentido. Quando
finalmente saímos, estávamos perto do Kulturforum e da Philarmonie. Tirei umas
fotos de lá e do museu de instrumentos musicais #elisepira, mas como a Ju tinha
marcado de encontrar uma amiga dela, acabamos andando até a Postdamer Platz,
que era ali perto. Enquanto esperávamos, aproveitei pra comer uma torta de
ricota com chocolate. Mega bom, tava com saudade desse tipo de gordices. Sabe
como é, na Bélgica só tem batata frita, chocolate, waffle e cerveja, você sente
falta esse tipo de gordices (ô dó).
Depois de bater um papo com a Nilda, que a Ju tinha
conhecido quando veio trabalhar na Alemanha uns anos atrás, fomos seguindo a
marcação do Muro de Berlim, até chegar à Topografia do Terror. O que esse lugar
traz? Muita história. Do começo da segunda guerra mundial. Na verdade, de antes, de quando e
como Hitler assumiu o poder e os nazistas torturavam as pessoas, especialmente
os judeus. Se você gosta de história, aqui é uma parada! Quando acabamos de ler
e ver as fotos, continuamos seguindo o muro até o Checkpoint Charlie (de novo)
e compramos nossos souvenires por ali. Ali perto também fica o museu dos
Judeus, mas não me senti confortável pra visitar (questão de opinião). Pegando
um metrô, chegamos na East Side Gallery, que é onde tem o maior pedaço do muro
contínuo (ou quase) e foi todo transformado em algo artístico. É bem legal.
Aliás, a Nilda tinha nos contado que estão tentando derrubar o muro pra
construir coisas e que teve vários protestos em Berlim contra isso, mas fazer o
que, capitalismo é isso =P.
Topografia do Terror - A história do Nazismo
East Side Gallery - O muro de Berlim
Como o nosso hostel era do lado da East Side Gallery,
deixamos nossas coisas lá e fomos almojantar (porque tá funcionando a base de
duas refeições agora). Tinha uma rua ali perto com restaurantes típicos de
todos os lugares: chineses, japoneses, indianos, paquistaneses, vietnamitas,
italianos, libaneses e tal, mas é claro que não tinha um alemão ou brasileiro.
Sacanagem. Quando finalmente desistimos, optamos por um macarrão mesmo que
estava mó bom. A noite, saímos com outra amiga da Ju, a Marina, que era super
gente boa e conhecia os points haha. Berlim é muito alternativa. Muito. Tem pessoa
estranha pra tudo quanto é gosto. Dentre os vários bares, biergartens e
restaurantes, paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e conversar. Só não
pudemos ficar muito, porque a Marina precisava estudar e a gente já estava
cansado de tanta coisa que fizemos.
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