domingo, 6 de janeiro de 2013

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 4

    No outro dia acordamos bem tarde porque ainda estávamos em déficit de sono por causa do aeroporto de Liverpool e tomamos café no hostel. Fomos então pro museu nacional dos Leprechauns. Era caro, mas todos achamos que valia a pena. E foi muito interessante. Saber a história dos Leprechauns, gigantes, fadas, heróis, do árco-íris e do pote de ouro. Nice! A visita foi guiada por uma guia muito animada, embora a gente não parecesse tanto rsrs.
Em terra de gigante

O pote de ouro, garanto que um Leprechaum vai te enganar se tentar pegar

    Depois da visita, e estranhamente com sol na Irlanda (poder x-men da Lore e da Ana), a gente percebeu que não tínhamos mais nada pra visitar. Tá, eu queria ir na Guinness, mas era cara e não sei se as garotas topariam ou se teríamos muito tempo, porque queríamos ver o coral na St. Patrick as 5 da tarde. Bem, então fomos na loja de souvenires (dessa vez pra comprá-los) e almoçamos no Temple Bar. Agora, foi um senhor almoço. E muito bom. Até que valeu a pena o preço, porque ficamos todos felizes. E tinha música irlandesa ao vivo, então ficamos muito tempo mesmo lá, aproveitei até pra beber uma cerveja rsrs. Saímos de lá era umas 2 e meia já. Entre andar e visitar outras lojas, a Lorena soltou algumas pérolas como confundir o Naruto com o Avatar e revelar seu passado obscuro fã de Harry Potter, e então chegamos na St. Patrick, descobrindo que no sábado não tinha coral. Todos chora. Acabamos indo na Queen of Tarts, que foi premiada como a melhor tortaria irlandesa e tal. Tá, mais comida. Esse foi um dia bem gastronômico em Dublin. Mas essa rendeu uma super discussão de Harry Potter, o que é sempre bem vinda haha. E então acabamos voltando pro hostel, porque tínhamos que dormir cedo pra acordar as 3 da manhã. Marcamos com um taxi para nos buscarmos as 3h25 pra nos levar até aquele monumento gigante lá no centro pra pegarmos o ônibus de volta pro aeroporto.

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 5

    Esse dia começamos preocupados, porque não sabíamos se o cara ia aparecer ou não. Para nossa surpresa, a gente que se atrasou pro horário combinado, mas tudo bem. Chegando no centro nos tocamos que não sabíamos onde se pegava o ônibus, porque não era onde ele tinha nos deixado. Depois de muito procurar achamos, mas daí vimos que ele passava meia hora mais tarde do que a gente achou (aah, dava pra ter dormindo mais meia hora, mas ok). Chegamos bem cedo no aeroporto, e como a gente não comeu nada no aeroporto fomos comprar algumas coisinhas lá pra enganar o estômago. E quando fomos embarcar, nossa supresa: uma fila gigante (que eu não tinha pego em nenhuma viagem). Parecia filas dos aeroportos brasileiros. E por falar em brasileiros, quanto deles hein. Achei que o Brasil tava invadindo a Irlanda e não sabia. Sério, a frente, dos lados e atrás, só brasileiros. Depois de embarcar, só escutava português no avião (quase um Brasil *_*). Pra variar dormi legal no voo até "Londres". Apesar de estamos preparados para enfrentar fila de imigração de novo, existia uma fila especial pra quem vinha de Dublin. Obaaa. Foi bem mais rápido e sem questionários dessa vez. E de novo, na Inglaterra. E pra variar, sem o outro olho agora, porque tive que comprar mais libras. Cego nessa ilha, o jeito foi pedir informação de como chegar na Russel Square, a estação de metro perto dos hotéis em que a Lore ia ficar e a Ana com a família dela. Pegamos um ônibus, que demorou 1h30 até Londres (tipo, era longe o aeroporto hein). E daí pegamos o metrô até lá. 
    Encontramos então a família da Ana, deixamos nossas coisas no quarto da Ana e fomos andar. Passamos pelo museu britânico e andamos pela praça Bloomsbury (ta, eu só pensei em Harry Potter) e descemos até a Waterloo Bridge, onde andamos pela Victoria Embankment até o Parlamento, o Big Ben e a London Eye.
Museu Britânico: e dá-lhe gente hein

 London Eye e o Aquário de Londres

Parlamento inglês e o Big Ben

    Passando pela Abadia de Westmister, a Lore já tava muito cansada de andar e a gente tava com fome (afinal, não tínhamos tomado café da manhã, só comido um muffin na estação Liverpool Street). Andamos mais, até a Trafalgar Square. E compramos o primeiro sanduíche que apareceu haha. O problema é que em Londres se cobra pra você comer no lugar (absurdo!!) então tivemos que andar até o parque St. James e procurar um banco pra sentar. E foi difícil achar o banco. E tava frio. E a fonte do parque ainda tava jogando água na gente. E meu sanduíche ainda tinha uma folha com gosto muito ruim que eu joguei discretamente na grama do parque haha. Mas fome é fome... A gente então se separou, eu e as meninas acabamos andando até a Picadilly (de Londres), passando pela Waterloo Place, e pegamos o metro até a Russel Square. Então peguei minhas coisas e fui pro meu hostel que ficava do lado da King's Cross (Harry Potter! *_*). Meu quarto no hostel era metade brasileiro. Ta sobrando hein gente!? Depois do banho combinei com a Lore de irmos até a Piccadilly pra ver o preço dos musicais (que tava muito caro pro meu bolso, infelizmente).
Piccadilly - lojas, musicais, cassinos, tudo pra você gastar

    Comemos um pedaço de pizza, que era a coisa mais barata por lá (que saudades de Budapeste, onde isso seria 200 coisinhas hein) e entramos num cassino. Só pra entrar né, porque dinheiro a gente não tinha. Mesmo assim, acabamos indo na roleta e cada um perdeu 1 £. Já estourou minha cota haha. Acabamos voltando e combinamos de ir no outro dia cedo pra King's Cross.

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 6

    Dia 31, dia da virada. Acordei, tomei um café da manhã e fiz o check-out. Fui com bagagem e tudo pra King's Cross. E chegando lá o que tinha? Um monte de chinês. Uma fila gigante pra tirar foto na frente da plataforma 9 e 3/4. E o pior é que a gente não sabia se era pago ainda. Triste, mas resolvemos vir uma outra hora pra ver se tinha menos chineses. Acabamos passando no hotel da Ana, deixando as coisas la, e fomos até a Oxford Street (a Lore de metro e a gente andando). Ah, esqueci de comentar, o metro de Londres é absurdamente caro: 4,30£ o trecho na zona 1-2, 7,00£ o retorno ou o passe do dia. Fala sério. A gente vai pobre e sai mais pobre ainda. Enfim, voltando pra Oxford Street, é a rua das lojas de Londres e tava tudo em promoção #pedroerodrigoadoram. Mas como não tava precisando de nada, não comprei nada. Só que dali ficava muito melhor pra eu ir pro meu hostel novo que eu tinha a vaga lembrança de ser perto do Hyde Park. A Lorena fez a gentileza então de buscar minha bolsa no hotel da Ana e combinamos de nos encontrar na estação Hyde Park Corner. Só que pra eu chegar lá foi pernada hein. A Oxford Street acaba no Hyde Park, mas eu tive que contornar ele. E ele é grandinho hein, 30 min só pra chegar na estação. Enquanto a Lore não chegava, aproveitei pra tirar umas fotos.
Entrada do Hyde Park

Wellington e Waterloo - duas coisas que os ingleses adoram, além da rainha

    Quando a lore chegou e pude ver o endereço certo do hostel, ela não ficou muito feliz, porque apesar de ser perto do Hyde Park, tinha que andar pra caramba. Então lá fomos nós, ela devagar por causa do joelho e eu por carregar uma mala de 10kg nas costas. Passamos pela Harrods, que é a Lafayette de Londres, e pelos museus Albert&Victoria, da Ciência e o de História Natural. O meu hostel era atrás deles. A gente se separou porque a Lore queria achar a loja da Microsoft pra comprar um teclado qwert perto da estação Victoria e eu fui fazer meu check-in. Depois acabei encontrando ela, sentada desolada, porque o lugar onde ela tava tinha um Office da Microsoft e não uma store. Estávamos com fome e precisávamos de internet pra ela ver onde ficava a loja de verdade. Somando os dois fatores você chega a conclusão de que precisa ir ao Mc Donalds. E fomos lá (do outro lado da rua...) e pedi meu meal, e quando eu vi a Lore não ia pedir. Ok, entendo. Ela viu que não tinha a loja física em Londres mesmo. E eu vi que um meal do mc donalds não ia matar minha fome, então fui pedir outro sanduíche, deixando minhas batatas e refri na bancada onde estávamos. E quando voltei com o sanduíche adivinha? Alguém tinha levado. Demiti a Lorena do posto de Guardiã de fast-food. Sério, não recomendo rsrs. Depois fomos em um lugar pra ela comer e então decidimos ir ao Museu de Ciência, que é de graça, logo voltamos pra South Kensington. O museu tinha muitas coisas desde a descoberta do vapor, da matemática, da computação, das formas de energia, medicina, clima, astronomia, aviação, etc. Apesar de ter coisas bem específicas (tipo um acelerador de partículas), também tinha muita coisa pra crianças/adolescentes aprenderem ciência, o que achei muito bacana. Não preciso nem dizer que a gente ficou um tempão por lá haha. Depois a Lore ficou andando no gift shop procurando algo pra comprar. O que ela tava mais tentada era num UFO que voa, sem pilhas, sem cordas, não usa eletricidade e tal. Qual é o mistério? haha. Eu fiquei pensando que quando tiver filhos vou comprar aqueles kits de química. Vem até com hidróxido de sódio, permanganato de potássio e tal haha.
O museu também é bem cheio

    Depois nos separamos de novo pra nos preparamos pra virada. Combinamos as 8 na Waterloo Bridge, onde não estaríamos tão perto dos fogos, mas teria menos pessoas e seria susse (aham, senta lá). Cheguei as 8 e nada de ninguém, então tratei de achar um lugar na ponte e esperei... esperei e esperei. E foi enchendo de gente, e enchendo de gente e nada de ninguém. Desespero! Passar o Ano Novo sozinho? =P
Esperando horas pros fogos...

    Numa das pessoas que foi chegando e se empaçocando no meio, surgiu uma russa-romena, que estuda Direito perto de Londres. Ela gostou de saber que eu era do Brasil, especialmente porque ela gosta muito de novelas brasileiras. Ok né, lá fui eu fingir que sabia de novelas. A preferida dela era O Clone e atriz favorita dela era a Giovanna Antonelli. Nessa hora, vejo a Lorena passando na multidão e fiquei acenando pra ela, até que ela me viu. Ainda bem que a Lorena é a Lorena, então foi fácil passar ela entre as pessoas rsrs. Ficamos então conversando em inglês até a queima de fogos. A Ana passou com os pais dela, não sei bem aonde, acho que pra trás da ponte. Bem, os fogos foram legais e tal, mas não achei toda aquela coisa não. Já vi fogos mais bonitos... Ainda assim, a vista combinada com a London Eye e o Parlamento, e mais ainda o fato de estar ali, valeu muito a pena ter esperado o tempo que fiquei esperando.
Katy Perry tocando na cabeça e Feliz 2013! =D/

    A volta foi complicada. Aquele povaréu saindo, tentando pegar as estações de metro mais próximas (que ainda tavam de graça até as 4 da manhã devido ao Ano Novo). Depois de o irmão da Ana achar a gente, subimos andando até a Russel Square onde fui pegar o metro. E mesmo assim tinha gente hein. Ainda assim, foi susse pra voltar pro hostel. Tentei falar com meus pais, afinal, cheguei as 2 da manhã no hostel, no Brasil são -2h comparado à Inglaterra, mas não consegui, então dormi.

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 7

    2013 amanheceu... como Londres sempre amanhece, nublado, com cara de chuvisco. Levantei cedo, pra tomar café e me encontrar depois com a Lorena na Convent Garden pra ela se encontrar com a prima do namorado dela. Só que ao chegar lá, não achamos ela, então partimos numa aventura chamada: chegue em Greenwich, porque queríamos encontrar a Ana e a família lá. E foi uma confusão. Porque ao descermos na estação Bank pra pegar o DLR (Docklands Light Railway) pra Greenwich, o bendito não tava funcionando naquele dia naquela estação. A recomendação era andar até a próxima estação e pegar um ônibus até outra estação. Okay, tentamos fazer isso. E sobe escada. E desce escada. E sobe de novo. E anda. E Lorena começa a ficar estressada. Ô cidade sem acessibilidade hein. Resumindo, andamos até a estação Monument, e tivemos que pegar um metro até Tower Hill, de lá tivemos que sair, e andar até Tower Gateway pra finalmente pegar o DLR pra Greenwich. E chegando lá tivemos que andar pra caramba até o Observatório Real no Parque Real de Greenwich pra ver o bendito meridiano zero. O lugar mesmo no inverno é bonito, imagino como seja no verão.
Parque Real de Greenwich, tava fazendo Sol, pasmem!

    Não sei como a Nara, a mãe da Ana, achou a gente no meio daquela multidão, mas achou. Enquanto isso, a Ana, o irmão e o tio estavam dentro do observatório pra tirar uma foto no meridiano. Tinha gente pra caramba pra variar. Depois que eles sairam, todo mundo comeu um sanduiche de linguiça ou coisa assim. Todo mundo, menos eu né. Comi o resto do Pringles da Lore, que gentilmente me deu. E a Nara me emprestou um cachecol, blusas e uma touca, porque começou a esfriar e quando saí de Londres tava "quente", então só tava com uma camisa e o sobretudo. Ao sair do parque o Paulo, pai da Ana, escutou que tinham evacuado o Museu Marítimo (não lembro o porquê). Passamos pela Universidade de Greenwich e tiramos fotos no Tâmisa
Rio Tâmisa

    Como estávamos congelando decidimos entrar num museu ali perto. E pra variar, acabou a bateria da minha câmera. Enfim, o mais legal de lá foi tirar vestir uma armadura. Na verdade, foi só o antebraço e mão direita e a cabeça, mesmo assim você percebe como pesa. E tinha uma lança de verdade, que a Lorena não achou tão pesada, até eu falar que era porque tava na vertical, queria ver com um pouco de torque haha. Ao voltarmos pra Tower Hill, já era 4 e meia e tava escuro. As meninas decidiram voltar pro hotel, e fiquei andando com a família da Ana ao redor da Torre de Londres e da Tower Bridge.
Torre de Londres - onde ficam as jóias da coroa (só 19£ pra entrar...)

Tower Bridge, muito linda

    Na volta acabamos passando por um Tesco, tipo Carrefour, e lá tinha uns produtos Tesco, tipo Carrefour Discount. Fiz a festa haha. Comprei meus cafés-da-manhã pros próximos dias, com direito a rosca, croissant, sonho, cookies e muffins. Como não tinha dormido muito bem na virada, acabei dormindo bem cedo esse dia.

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 8

    Acordei com uma preguiça do caramba, mas disposto a acordar logo pra ir ao Palácio de Buckingham ver a troca da guarda real. Problema: minhas mensagens só davam "failed", e não conseguia acessar a internet por dados (não tinha wi-fi também porque naquele país se cobra pra acessar), o que significava que eu tava sem créditos. Ok, não entrei em tanto desespero porque a gente já tinha meio que combinado de ver a troca de guarda e foi pra lá que eu fui. Antes, passei no Hyde Park pra comer meu café-da-manhã com as coisas que eu tinha comprado no dia anterior. Agora, se você acha o Parque Barigui grande, é porque não viu esse ainda. O parque combinado com os jardins de Kensington, que é junto dele, é maior que o Principado de Mônaco. Também é um lugar muito visado pra fazer shows. E sim, teve coisas da Olimpíada também. E eu ainda tive que procurar um banco que não tivesse pessoas sentadas ou patos me olhando comer.


    Logo após comer, já andei em direção ao Palácio, passando pelo tio Wellington de novo, andando pelo caminho de Diana até chegar nos portões. E como tinha gente! Chineses inundando o lugar. Claro que tinha brasileiros também. Aliás, tinha brasileiro pra tudo quanto é lugar em Londres e em todo o tempo, mas sempre em menor escala que os chineses. Eles vão dominar o mundo, sério! Mas entre as pessoas não estavam a Lore e a Ana. Daí elas me mandaram uma mensagem dizendo pra nos encontrar no museu do Sherlock Holmes. Ok... Entre máquinas fodas e iCoisas chinesas, tentei tirar algumas fotos da troca de guarda.
Primeiros guardinhas. Decepção quando vi que não tavam de vermelho...

Mais guardinhas chegando. Eles usam cinza no inverno e vermelho no verão...

Mais guardinhas ainda. Esses vêm preparado com uma fanfarra (real)

Depois da bandinha (real) tocar, os carinhas trocam...

... e começam a sair, deixando a outra guarda no posto

"Troca de guarda real
Tudo cerimonial
Mas, claro, muito legal"
**um pouco de rimas pobres em redondilha maior by me

    Deixando a poesia de lado, eu preferi almoçar ali perto que eu sabia que tinha restaurantes pra depois ir pro museu que ficava no lado norte da cidade. O problema é que demorei muito pra ser atendido, tava quase saindo do lugar. No meio tempo conheci uma família australiana. Ieeey, as primeiras pessoas da Oceania que conheci, fechando finalmente os 5 continentes =D. A mãe me perguntou se eu era francês. Como diz a Lorena, não sei se isso é um elogio ou não, porque os franceses falam inglês mal pra caramba. Não sei se ela percebeu, mas ela pediu desculpas e apenas perguntou porque o meu sotaque não era inglês. Daí expliquei que era brasileiro, mas tava estudando na Bélgica e tal. Eles acharam muito interessante. Disseram que iam bastante pra Londres e tal (gente que pode é outra coisa). Depois de enfim alimentado (e revoltado porque eles não tinham cervejas inglesas no lugar, só importadas, hunf), fui pro museu. E tinha uma fila enorme e tava chovendo. E mesmo assim fiquei lá. E nada de ninguém, ou seja, o dia foi um total desencontro. O museu custa 6£ mas eu acho que vale muito a pena mesmo. Eu não sou um expert em Sherlock como o Quilló, mas gosto mesmo assim e o museu na Barker Street, 21, foi muito interessante. Na verdade é um prédio, como se fossem os quartos deles mesmo. E no último andar tinha umas personagens de cera, entre vítimas, assassinos e é claro Holmes e Watson. O mais engraçado é que tinha um senhor que parecia muito com uma dessas peças e enquanto eu tava tentando descobrir quem ele era, o celular dele tocou e ele acordou (vergonha!! hahaha).
Holmes, Watson e uma fulana que esqueci o nome

Quarto de Sherlock Holmes

    Saindo do museu, passei claro na loja de souvenires e daí decidi andar até Camdem Town, pra ir no bar da Brewdog, comprar um presente pro Gui. Demorou pra eu chegar lá, mas achei o bendito do lugar. Bem, claro que eu não poderia ir lá e não experimentar umas cervejas também. E que cervejas hein! Muito boas. E já que tava deprimido por ter passado um dia sozinho numa cidade gigante como Londres, acabei bebendo 5 delas: 77 Lager, Hardcore, Alice Porter, Tokyo e Anarchist. Só pra constar, a Tokyo tem 18,2% de álcool, é o dobro da maioria das cervejas belgas. Ela é fantástica. Apesar de eu comprar o presente pro Gui, ele ficou revoltado por eu ter passado ele no Untappd e ter ganhado 3 badges de uma vez com a Anarchist haha. Okay, confesso, gastei tudo que eu tinha lá (óbvio que eu não andava com tudo na carteira).  A verdade é que um passe diário em Londres dá 2 cervejas. E eu preferi ir andando haha. Detalhe, Camdem Town fica na zona 2 de Londres, na região norte. O meu ficava perto da região 2 na zona sul. Mas pra quem já andou 8km na madrugada parisense com o Pedro, andar 5.5km ia ser susse. E no caminho passei pela King's Cross, que é claro, as 10 e pouco da noite não tinha aquele monte de chineses (mas ainda tinha uns perdidos). Aproveitei pra tirar a minha foto, que infelizmente, foi sem o carrinho.
I don't want to live in this world anymore haha

    E o resto foi tranquilo, passei pela Oxford Street, desci pra Leicester Square, passei pela Piccadilly, pelo Green Park, pelo Hyde Park, pela Knightsbridge, até chegar em South Kensington e finalmente meu hostel a meia noite. Tudo isso sem mapa, porque segundo o Pedro, eu tenho senso de pombo, que não é afetado por meras cervejas de 18,2%.

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 9

    Dor no rim direito. Foi isso a primeira coisa que senti quando acordei. Ele adora me trollar em viagens, como a de Milão. E ainda por cima tava resfriado depois de ter ficado tomando chuva no museu do Sherlock e de ter andando de noite por umas 2 horas. Ainda assim, ao receber uma mensagem da Lore falando pra gente se encontrar no hotel da Ana, eu tentei comer e me arrumar o mais rápido que pude. Chegando na Russel Square, elas falaram pra gente se encontrar na estação, ao invés do hotel, mas só deu confusão, porque nos desencontramos demais. Mas no fim, nos achamos e fomos pro museu de ciência de novo, porque a Ana não conhecia e tinha um andar que eu e a Lore não fomos. E tava lotado de gente pra variar (deve ser porque é de graça né). Fomos ao segundo andar, que era o andar de energia, matemática e computação. Da história da matemática até as primeiras calculadoras e depois aos primeiros computadores. Como eu gosto da minha HP viu (que aliás, nem sei mais usar). O problema é que meu rim tava doendo demais então não consegui aproveitar muito e ficava sentando porque a dor era menor. Depois fomos a parte de energia, onde tinha muitos jogos, pra ensinar sobre energias, forma de reduzir o uso, fontes alternativas, etc. O mais legal era um negócio no meio escrito "Não toque", mas como o próprio aparelho dizia: não tem nada te impedindo. O que as pessoas fazem? Tocam. E o que acontece? Ah, você tem que ir lá ver (or google it, é mais fácil).
A tataravó da HP: fazia adição, subtração, multiplicação, divisão e integrais

    Depois a Ana foi comprar um sorvete enquanto eu e a Lorena discutíamos como íamos combinar pra ir no Harry Potter e ela como ir embora. Ainda bem que achei um banco, porque tava sentindo dor pra caramba. Mas depois até que diminuiu um pouco. Então fomos na gift shop pra Lore procurar algo pra ela e de novo, sair sem o UFO voador dela, graças a Ana que disse a frase mágica "você pode gastar isso no Harry Potter" haha. Acabamos comendo num lugar meio china-in-box ali perto. E depois fomos no museu Albert & Victoria, pra ver a sessão de roupas de Hollywood. Só que pra variar tava muuito cheio, então nem ficamos muito no museu. Tratamos de ir pra loja dos M&M's na Piccadilly e fomos muito mais felizes. O lugar é muito bacana, sei lá, eu gostei mais do que as lojas da Disney #pedromemata. As meninas acabaram comprando M&M's de várias cores (tinha um arco-íris disponível) e nos separamos.
M&M's road

   Voltei pro meu hostel deitar um pouco pra ver se minha dor diminuia e quando cheguei lá tinha um cara dormindo já (era 5 da tarde). Tudo bem, fiz isso em Dublin também. Quando senti que tava melhor (la pelas 6 e meia) saí pra dar uma volta e o cara ainda tava dormindo. Peguei o metro até Green Park e andei até o Palácio de Buckinham pra ver ele sem aquele tanto de gente. Depois andei até a abadia de Westminster, o Parlamento e peguei o metro até a Torre de Londres de novo e voltei andando pelo rio Tâmisa. Eu achei que seria um caminho que bastante gente faz, como do lado do Sena em Paris, mas me enganei. Era escuro e deserto. Tenso. Cheguei enfim na Igreja de São Paulo e peguei o metro na Blackfriars até South Kesnington de novo. Cheguei umas 9 no quarto e o cara tava dormindo ainda. Tomei banho, e fui dormir umas 11... e o cara ainda tava dormindo...

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 10

   ... acordei as 10 do outro dia, porque não tinha muita coisa pra fazer, só o check-out e imprimir os ingressos do Harry. E o cara ainda tava dormindo. Impressive. Bem, enquanto tava comendo as últimas coisas que tinham me sobrado, ele acordou, se trocou, guardou as coisas e foi embora. Ok né... E eu aproveitei o máximo de tempo antes de fazer o check-out pra carregar minha câmera haha. Com o check-out enfim feito, deixei minhas coisas lá e lembrei que tinha sim uma coisa muito importante pra fazer em Londres: ir no Banco do Brasil. Bem, eu tive que ir até um ponto com wifi e ver onde era o bendito do banco. Liverpool Street? Are you kidding me? Podia ter sido a primeira coisa a ser feita em Londres (só que não né haha). Beleza, paguei o dia pro metro zonas 1-9 + Watford Junction pra ir no Harry depois, que saiu 15,70£ (ai meu rim de novo) e fui pra lá. E chegando lá, pra onde ir? Eu tenho problemas com guardar nomes de qualquer coisa, mas tenho facilidade pra direções. Eu sabia que o banco tava um pouco ao sudoeste da Liverpool Street. O problema é que quando se sai de uma estação de metro de Londres você não faz ideia de pra onde está virado. Então achei um dos mapas de Londres que tem em todo lugar e vi. Ok, susse, pensei. Comecei então a andar. Quando se pensa em BB, se pensa naquela coisa amarela grande com BB em azul. Mas em Paris, já descobri que isso não é verdade na Europa. 1 min, 5 min, 10 min e nada. Algo me disse que tinha alguma coisa errada. Então voltei pra lá e olhei de novo o mapa. Háá. Como eu disse do mapa em Manchester, os ingleses tem mania de não colocar o norte na parte de cima do mapa. Este tava exatamente em baixo, ou seja, eu tinha andado pro nordeste ¬¬. E mesmo assim, andando pra direção certa não achava o bendito, até que meus olhos captaram uma coisa amarela na plaquinha do 4º andar de um prédio. Hááá. Achei. E tudo o que eu fiz la dentro não durou 5 minutos. Ô sofrimento hein. E não achei um bendito lugar pra imprimir os ingressos do Harry.
    Outra coisa que eu queria ter feito, mas não fizemos era ir na Abbey Road. Como eu tava sem internet, mas tinha o passe todo-poderoso de metro, então fui até a estação Abbey Road. E andei la. E andei. E nada de achar o lugar. Porque há, eu não tava em Londres. Como assim? Eu tava em West Ham, na zona 3. Ok, me chamem de noob, mas uma pessoa sem internet não vai saber essas coisas de cor =P. Voltei voando de metro pro hostel pegar minhas coisas e encontrar a Lorena no outro hostel, que ficava perto da Victoria Coach Station. Depois de fazer o check-in e deixar nossas coisas, pegamos o metro até Euston onde deveríamos pegar o Overground até Watford. Deveríamos. Mas pegamos por engano o trem mesmo. Não nos culpe, eles são praticamente a mesma coisa, não tinha sinalização e tal. O fato é que chegamos muuuito cedo em Watford. Deu até pra eu almoçar. E que almoço hein. Foi o melhor custo-benefício que comi na Inglaterra, talvez exceto pelo chinês de Liverpool. Mas era extremamente longe. Pense assim. Londres tem as zonas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e Watford. E onde o estudio do Harry foi ficar? Claro né. 
    Enfim, pegamos o shuttle até o estúdio e chegamos bem antes do horário do nosso tour. E foi bom, porque aproveitamos pra tirar muitas fotos e olhar a gift shop. Agora, pense em duas crianças crescidas. Era a gente. Pense em mais crianças crescidas e não crescidas, era o resto das pessoas que tava lá haha. Foi muito legal. Se eu fosse rico comprava de tudo, mas acabei saindo com um pequeno estandarte da Grifinória e a Lore com um vira-tempo e um chaveiro com a Edwiges.
Bem que eu queria, só tava 70£

As varinhas do Torneio Tribruxo. Aceito com presente de aniversário, Natal, Páscoa, o que vier haha

    Depois de quase morrer de querer comprar (eu confesso), fomos pra fila do tour, começando pelo armário do Harry com as fotos da família Dursley nele e explicando de onde veio a inspiração pra escrever os livros e gravar os filmes.
O armário sob as escadas

    Depois vem um curta dos atores principais, Daniel, Emma e Rupert, explicando como foi trabalhar nos filmes e toda a equipe que trabalhou nos filmes. Mas essa parte não conto detalhes, especialmente pra quem quer ver la. Vou pular pro... depois, entramos no Salão. WoW. Muito legal, as mesas, as roupas, as ampulhetas, as paredes, tá, tudo haha. O carinha ficou explicando as coisas do salão, mas depois deixou andarmos livremente pelo estudio. Uhuu. Bem, la dentro tem de tudo, do primeiro ao sétimo filme. Valeu muito a pena mesmo ir!!!









    Apesar de ter parecido horas la dentro, a gente fez o tour num ritmo bom e como já tínhamos ido na gift shop, deu tranquilo pra voltamos e pegarmos o overground (correto dessa vez haha). Nele subiu um cara, com uns 40 anos sei la, que parecia muito triste. Dava quase vontade de falar pra ele "everything is gonna be alright" ou "there, there". Mas ele ao mesmo tempo era meio assustador, então eu e a Lore ficamos na nossa conversando sobre a vida até chegar na Euston, onde pegamos o metro pra chegar no hostel. Pegamos as coisas da Lorena e fui com ela até a rodoviária, de onde ela pegaria o ônibus pro aeroporto Gatwick. E eu voltei pro hostel, que tava cheio de brasileiros, pra tomar um banho e dormir, acabando minha aventura de Ano Novo...