sábado, 20 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 07 - Viena

O último dia de Viena foi deixado para apreciar as coisas majestosas: os palácios. Acordamos cedo e fomos ao Palácio Belvedere, que ficava relativamente perto do nosso hostel. Mas ao chegar lá, a Ju começou a passar mal e acabou voltando pro hostel. Eu acabei ficando la, andando pelos jardins até ela voltar. Depois de uma hora e muitos chineses, a Ju voltou e pudemos tirar nossas fotos por lá. Esse palácio, construído no estilo barroco, foi usado como casa de verão do príncipe Eugene e depois foi lar do rei Franz Ferdinand. Os jardins de lá são muito bonitos.

Upper Belvedere

Lower Belvedere

Isso eu achava até ir para o Palácio Schönbrunn, que fica meio fora de Viena, mas dá pra chegar fácil de metrô. Esse lugar eu achei demais mesmo. É imperial, majestoso, lindo. E, claro, tava cheio de turista. Acho que eu e a Ju gastamos umas duas horas só andando pelos jardins. E só não fizemos o tour no palácio porque já tínhamos gastado muito dinheiro comprando o ingresso do concerto. Ainda assim, só os jardins já valem a pena a visita. Eles são gigantes e muito bonitos. Pra ajudar, tem uma subida num morro de onde você enxerga os jardins e o palácio. Claro que ao subir, eu a Ju quase morremos, porque o sol estava muito quente. Mas valeu muito a pena.

Schönbrunn Schloss

Os jardins. Sim, a gente subiu até aquele treco no morro lá em cima.

Depois de cansarmos dos jardins, compramos uns souvenires por ali e também uns sorvetes, porque estava quente demais, e fomos para o centro. Entre a Ópera e a Catedral, há uma rua cheia de lojas, desde souvenires até lojas chiques. Terminamos de comprar nossos souvenires por ali e procuramos um lugar para comer. Viena é cara demais, especialmente no centro, mas conseguimos achar um lugar razoável com uma refeição decente e um preço pagável. A Ju, como boa brasileira, inventou uma história de um grampo no copo de Coca dela e ganhou outro de graça (haha, brincadeira, o grampo tava lá mesmo e não foi ela que colocou, até onde eu sei né). Também passamos pelos últimos pontos turísticos, como o parque com a estátua de Mozart, e voltamos para o hostel para tomar um banho e se preparar para o concerto.

Mozart é um dos nomes mais vistos e falados em Viena.

No fim da tarde, nos dirigimos ao Parque Municipal, onde fica o Kursalon. Como chegamos muito cedo, andamos por lá, tirando fotos das estátuas de Strauss e Schubert e até aproveitamos para sentar um pouco. Quando chegou o horário da entrada, fomos para o Kursalon e pegamos nossos lugares. Antes de começar o concerto, o lugar estava cheio. Especialmente porque muitos ganham esse concerto nos pacotes de excursão que fazem pela Europa (coisa de velho rico). Sem contar que foi a cara da riqueza a gente la com os velhinhos chiques vendo um concerto desse haha. O concerto foi muito bom, contando com peças de Strauss (como a valsa Danúbio Azul) e Mozart (como a Serenata para cordas nº13), principalmente, contando com algumas árias (como de Don Giovanni) e dança. Pra fechar a noite, eu e a Ju fomos a um bar, para tomarmos uma cerveja, como de costume e voltamos para o nosso hostel para nos prepararmos para seguir viagem no outro dia.

Valsa do Danúbio Azul. Me apaixonei pela violoncelista, apesar de ela ter errado uma nota nessa música..

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Resumo: Viena é imperial, é majestosa, é clássica, é romântica. É a cara da riqueza, por isso as coisas são caras. Ainda assim, você dá um jeito de curtir a cidade.
O que eu gostei de Viena: os palácios e os concertos, e também o fato de haver água potável em quase toda esquina para você beber.
O que eu não gostei de Viena: a cidade é cara demais e as pessoas podem fumar dentro de lugares fechados (absurdo!).
O que faria com mais dinheiro e tempo: teria visto mais concertos =)
Viena combina com: Pedro e Rodrigo

terça-feira, 16 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 06 - Viena

Mais uma vez, nosso dia começou com o café-da-manhã. Com algumas coisinhas sobrando, compramos umas coisinhas em um mercado por perto e fomos pra estação. Foi super tranquilo pegar o trem pra Viena e acabamos ficando em um compartimento para 6, mas que só tinha a gente, daí a dona Ju acabou deitando mesmo. #juesbanjandoriqueza. A viagem, é claro, foi bem tranquila e confortável. E mais, chegamos no horário (só sair da Alemanha)! Da estação Wien Miedling até o hostel, tivemos bastante dificuldade, como sempre, mas conseguimos chegar lá depois de algum tempo e deixamos nossas coisas. Só pra constar, o hostel estava infestado de brasileiros e chineses. Who wins? You decide.

Deixando as coisas lá, pegamos o metrô e fomos pro centro. Demos de cara na Ópera de Viena, famosíssima. Depois andamos pelas largas avenidas até dar de cara nos museus, com a estátua da Maria Teresa (a última da linhagem dela, eu realmente me interessei pelas linhagens, to assistindo Game of Thrones demais) no meio da praça que tem entre os museus. Atrás dos museus fica o Quarteirão dos Museus e na frente fica a praça dos Heróis. Do lado dessa praça ficam os parques. Sério, é muita coisa pra ver!

Um dos museus, não me pergunte qual era, porque não lembro.

Praça dos Heróis, com o Parque do povo atrás.

Vale a pena lembrar que a Ju era minha guia em Viena, porque ela já conhecia. Porém, não deu muito certo, porque ficamos andando feito baratas tontas pelas ruas, jardins e tal. Passando pelo Volksgarten de novo, topamos com uma argentina (que tirou uma foto super ruim da gente), perguntando se sabíamos falar espanhol. A gente "ah, acho que dá pro gasto" e ela "Parlamiento?". Ok, a gente esperando um monte de coisas e ela só falou uma palavra. Pra ajudar, a gente não sabia onde era o bendito do lugar. Mas mal nos livramos dela, achamos o Parlamento, que tem uma estátua de Atenas na frente, virada de costas para o Parlamento. Até onde eu sei, isso significa que a sabedoria não está dentro do prédio. Mas oxe, se a Áustria, que não tem sabedoria, tá onde tá, quem dirá o Brasil... Ali perto também fica a prefeitura, mas estava praticamente impossível de chegar até lá por causa de um festival de cinema, com várias barraquinhas cheias de coisas diferentes para comer e até um telão, que ia passar um filme de graça, a noite. A Ju almoçou por ali, mas eu preferi não porque tava absurdamente caro e fedia a cigarro e não ficamos pro filme porque ia ser muito tarde e, claro, em alemão.

Parlamento (uma coisa tão grande assim e a argentina sem saber onde era)

Prefeitura, com a feirinha do festival de cinema na frente.

Quando conseguimos sair da feirinha, andamos até uma igreja gótica que estava no mapa. Mas pra nossa decepção, estava em reformas (como de costume). Só que dessa vez estava tão em reformas que parecia abandonada. Bem, o mapa sugeria para seguirmos dali por umas ruas estreitas e passar pela casa do Freud. A casa a gente achou, mas não achamos nada de mais (se você for pra Londres na hipotética casa do Sherlock Holmes é muito mais massa). Será que preciso de uma consulta com Freud pra ver o quão louco sou depois de fazer engenharia química ou de andar com a Ju?

Dali, seguimos por entre uns restaurantes até sair no Danúbio. Decepcionante. Até eu saber que não era o Danúbio de verdade, e sim um braço dele. Menos mal. Fomos margeando ele até uma praça (que não lembro no nome), passando por uns bares na beira do rio, onde as pessoas ficavam tomando sol e escutando música. Meio alternativo pra falar a verdade, mas tudo bem. Nessa hora eu já tava com muita fome e seguindo o conselho do mapa, comi um gyros (na verdade é comida grega, mas como comidas típicas geralmente vão carne e eu não como, não liguei muito). O lugar era bem perto da Catedral de Viena, que assim como em Praga, é um símbolo da cidade (e também é gótica). O único problema de lá é que fedia a cavalos, porque em Viena tem várias carruagens (très chic). Sem contar que os souvenires, que só consegui achar la perto, eram caros pra chuchu (aliás, chuchu é barato perto daquilo viu). Pra finalizar o dia, acabamos na Ópera de novo. Como não ficaríamos até segunda pra ver um concerto lá, o carinha disse que podíamos comprar um ticket pra um concerto no Kursalon e acabamos pagando. Foi caro pra chuchu (de novo), mas achei que seria uma oportunidade única, então fiquei só esperando...

Catedral de Viena, em reformas pra variar.

Ópera de Viena, me conquistou e me levou 40 euros =P

to be continued...

sábado, 13 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 05 - Praga

Acordando cedo com o barulho da rua (nada que eu já não fosse acostumado), tomamos o café da manhã do hostel (que já era incluso) e partimos andar por Praga em direção ao Castelo. Claro que andamos pelos mesmos lugares que tínhamos feito no dia anterior até chegar a Ponte Charles, mas é que a gente não queria gastar coisinhas com transporte e também porque Praga é muito pequena.

Enfim, quando se atravessa o rio, se chega em outra cidade praticamente. Não que lá não fosse antigo também, mas sei lá, tinha um ar diferente, a arquitetura das casas e das coisas era um pouco diferente também. Mais uma vez, fiquei de cara que os tchecos tinham a mania de construir casas na frente das igrejas e não dava pra tirar uma foto decente. Enquanto eu tentava tirar uma boa foto, quase fui atropelado por um tram, mas quando ele me buzinou eu saí do caminho... Depois disso começamos nossa subida até o castelo. E que subida hein, parecia que não terminava. Quando finalmente chegamos lá, encontramos uma multidão em frente ao palácio, porque estava acontecendo a troca de guarda.

Pessoas se atropelando pra tirar uma foto dos carinhas na troca de guarda...

Achei toda a parte do castelo legal. Atrás do palácio fica a Catedral, que eu acho que é o símbolo de Praga. Ela é enorme e super difícil de enquadrar, porque, como sempre, tem construções demais na frente dela. Pra ajudar, o preço pra entrar era alto (e não queríamos trocar mais coisinhas, porque sempre perdemos dinheiro) e tinha uma fila grande. Demos a volta nela, então, e seguimos caminho pelas contruções antigas. Tinha até uma rua que você tinha que pagar pra ir! Absurdo... Enfim, paramos no mirante, onde tinha um monte de italianos (que inclusive pediram pra eu tirar uma foto pra eles e falaram que eu sabia faltar muito italiano... aham, senta lá) e quando fui tirar umas fotos, as pilhas acabaram (maquina troll). O jeito foi se virar de novo com o celular da Ju. Só não reclamo porque ele tem o dom de deixar as coisas mais coloridas e as pessoas mais magras.

Catedral gótica de Praga

Ficamos um tempo andando pelos jardins e aproveitando o lugar, até finalmente voltarmos a frente do palácio, onde estava acontecendo outra troca de guarda e estava ainda mais cheio (oxe, esses guardas não trabalham mesmo hein). Subindo cada vez mais, aproveitamos pra comprar uma água e tirar mais fotos até chegar numa Basílica bem bonita, onde uma vez era um monastério e tem até um audioguia, que você aperta um botãozinho e ele explica pra você o que significa, quando foi construído e tal.

Basílica/Monastério "?" (o nome tava em tcheco, não consigo lembrar)

Dali, seguimos para a Torre Petrin, que achamos que ia demorar um tempão pra chegarmos, mas como já tínhamos subido um monte, foi rapidinho. Ok, a torre é uma cópia bem menor da Torre Eiffel, mas os tchecos dizem que ela é somente inspirada na Eiffel e não uma cópia. Aham, eu acredito. Ali ficamos uma hora e pouco sentados discutindo a vida. Afinal, a gente já tinha feito tudo que tínhamos planejado e era 2 da tarde ainda. Praga é bonita e tal, mas é bem pequena.

Torre Eiffel, digo, Petrin

O que a minha mãe ia gostar era do jardim de rosas que tem do lado da Torre, que eu achei super bonito mesmo. No meio dele também fica o Planetário, mas a gente nem teve interesse de ir e começamos a descer o morro. No caminho encontramos uma lagoa com uma cachorra nadando pra pegar a bolinha. A dona era mó preguiçosa e o único esforço que fazia quando não estava lendo era tacar a bolinha na água. Mas a cachorra achava o máximo, isso é o que importa. As vezes fico pensando porque não fiz isso com as minhas. Daí lembro que elas não gostam de água e, mais importante, não tem lugares assim no Brasil pra fazer isso. Depois de descer o morro andamos bastante até chegar no hostel, passando pela Ópera, que ainda não tínhamos visto. O que nos incomodou foi ver um monte de gente do lado da estação com seringas (¬¬). Enfim, passamos rápido e chegamos cedo no hostel, deu tempo até de dar uma dormida e assistir Game of Thrones com a Ju antes de sair.

Jardim de rosas #minhamaepira

Sair? Yep. Combinei com a Ana e a Lorena que descobri estarem em Praga também de sair. Depois de nos batermos um pouco pelas ruas da cidade (eu disse que meu senso de direção não funcionava muito bem lá), as encontramos na frente do hostel delas que era bem no centro. Conversa vai, conversa vem, descobri que a Ana tinha sido atropelada por um tram em Amsterdam! Coisa de louco gente... Mas tava tudo bem, era o que importava, só faltava achar um lugar pra gente ir. A Lore falou de uma mega balada em Praga, mas além de não sabermos onde era, não estávamos disposto a pagar trocentos coisinhas numa balada. Ainda mais que eu a Ju tínhamos que sair cedo no outro dia pra Viena. Então elas sugeriram um lugar que tinham ido antes. O problema é que estava fechado. Aliás, as coisas lá fechavam cedo ou estavam lotado como um bar/balada “latina” que fomos. Acabamos sentando num pub onde pedimos umas cervejas, incluindo a Ana! #orgulho. Botamos o papo em dia, mas não ficamos muito tempo porque todos tinham planos. O jeito foi ir pro hostel, arrumar as coisas e dormir...


(espaço reservado pra foto que a Lorena ainda vai me mandar)

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Resumo: Praga é uma cidade encantadora. Mesmo pequena, ela tem seu charme e você acaba gostando bastante dela. Ela tem muita classe, com tantos concertos e prédios históricos.
O que gostei em Praga: a parte gótica da cidade e a quantidade de concertos.
O que não gostei: as pessoas se drogando em pleno lugar público a luz do dia, o que parecia bem normal.
Se tivesse mais dinheiro e tempo: teria visitado a Catedral por dentro e visto algum concerto.
Praga é a cara: da Elise.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 04 - Praga

Com a decisão de ir mais cedo pra Praga, pegamos o trem das 10h30 ao invés das 14h30, depois de tomar um bom café da manhã. O trem veio cheio de Hamburg e embora um monte de gente tenha descido em Berlim, mais ainda entrou e foi difícil achar um lugar. Conseguimos um do lado de um casal de velhinhos, muito simpáticos (e que só falavam alemão, claro). A viagem pra Praga foi demorada, porque, como sempre, o trem atrasou na Alemanha. Sério, qual o problema desse país? Enfim, a simpática senhora me lembrou muito a minha avó Janete, o que me deu saudades da minha família... Eles desceram em Dresden e nós continuamos nossa jornada, com agora duas holandesas sentando do nosso lado. Elas passaram o resto da viagem escrevendo no diário delas e falando aquele holandês horrível (sabe como é, o holandês da Bélgica é bonitinho, o dos Países Baixos é feio) e eu me toquei que havia me esquecido de pegar meu carregador no hostel (com as pilhas boas!). Só não esqueço a cabeça porque é grudada mesmo. #chatiado

A paisagem tcheca é super bonita, enquanto fomos margeando o rio e finalmente chegamos a Praga. Nosso hostel era pertinho da estação, pegamos um tram por um ponto só porque as malas eram pesadas. O problema é que lá se usam coroas tchecas (ou coisinhas) e não euros, e não tínhamos trocado. Ainda bem que o hostel aceitou o cartão, deu pra deixar nossas coisas lá, trocar de roupa e partir pra conhecer a cidade.

Praga é bem pequena e muito bonita. O que não gostei é que meu senso de direção não funcionava lá. Sempre que eu achava estar chegando em algum lugar, chegava em outro, mas fora isso, nos viramos. Começamos por uma praça com uma das torres góticas (onde tinha um banco por perto, com uma cotação razoável, lembrando que 1 EUR =~ 25 CZK) e chegamos no Portão, que era outra torre gótica, do lado do Proms, um teatro. Fiquei louco com os concertos que tinha por lá (a maioria tocava As Quatro Estações de Vivaldi, que é uma das obras que mais quero ver), mas os horários e os dias não ajudavam.

O Portão e o Proms

De lá andamos por uma rua, que é meio a XV, comemos um subway porque não achávamos um restaurante tcheco com preço bom, e acabamos na rua do Museu Nacional. Nesse momento começamos a olhar os souvenires, que eram caros pra chuchu. Tinha chaveiros na faixa das 225 CZK, o que era um absurdo (essa coleção ta me saindo uma fortuna hein). Então deixei pra olhar e comprar depois, enquanto subimos a rua e tiramos umas fotos na frente do museu. Aproveitei também pra comprar um carregador com pilhas novas, porque precisava, o que significou mais gastos extras na viagem, mas fazer o quê, ficar sem câmera é que não ia rolar.

Museu Nacional (detalha que as pessoas nunca tiravam uma foto decente nossa...)

A Ju queria comprar umas camisetas por lá, mas os preços estavam iguais aos de Leuven, ou seja, estavam caro. Cheguei a conclusão que Praga, apesar de ser mais barata em geral, gostava de extorquir turistas (claro). Enfim, andamos até a Praça da Cidade Velha, onde tem a Antiga Prefeitura com o Relógio Astronômico e a Igreja Tyn. Essa praça é bem ao estilos Grote Markts da vida que tem em Leuven, Bruges, Bruxelas e tal, mas tinha um ar ainda mais gótico. O que fiquei brabo é que não dava pra tirar uma foto decente, ou por causa dos milhares turistas, ou porque os tchecos construíam na frente das coisas (vai entender). A igreja pra ajudar, estava fechada, então nos contentamos em subir a torre pra conhecer um pouco de cada lugar e ter uma vista panorâmica da cidade.

Igreja Tyn vista de cima da torre da antiga prefeitura 

Relógio astronômico


Okay, a gente viu que o castelo era longe. E a pseudo Torre Eiffel era longe também. Decidimos fazer isso no outro dia e continuamos andando pelo centro histórico até chegar na Ponte Charles, onde tiramos nossas últimas fotos, com o sol se pondo. E pra voltar, quem disse que foi fácil? Ao invés de voltarmos pelo caminho que viemos, passamos por uma galeria, onde a Ju comprou alguns souvenires e seguimos margeando o rio Danúbio até chegar na outra ponte, onde viramos pra cidade de volta. Querendo sair na estação, saí no Museu Nacional =P. Enfim, dali foi tranquilo chegar no hostel e finalmente descansar.

Ponte Charles com o Castelo ao fundo (e um balão solitário...)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 03 - Berlim

No terceiro dia, resolvemos inovar e não pagar o café-da-manhã no hostel, mas sim tomar café em alguma padaria que tinha ali por perto. A previsão era que não fizesse sol, então nem peguei meus óculos-de-sol e achei que nem ia fazer calor (aham). De lá, fomos pra Alexanderplatz. Haha, não, to zoando. Fomos para o Palácio de Charlottenburg, que é o maior palácio de Berlim e o única residencia real da época prussiana ainda inteiro. Ok, preciso dizer que tenho uma queda por palácios, castelos e coisas reais (devo estar lendo/assistindo coisas demais), então nem mesmo o alto preço pra ver o palácio me impediu de comprar o ingresso para conhecê-lo. Dessa vez até com direito a um audioguide, porque afinal alguém precisava me explicar todas as coisas daquele lugar, nem que fosse uma caixinha falante.


Schloss Charlottenburg - não ia fazer sol... (não que eu esteja reclamando né)

Primeiramente, o palácio não se chamava Charlottenburg, mas sim Lietzenburg, que era uma casinha para a então princesa Sophie Charlotte (aliás, leia um pouco sobre a casa dela, a família dela reinou na Prússia e no Reino Unido, não é brincadeira). O palácio foi construído no estilo barroco e isso da pra perceber claramente pela estrutura, tanto externa quanto interna dele. Depois, claro, ela virou a primeira rainha consorte da Prússia, junto com o rei Frederich I. O lado esquerdo do palácio (o da Ju), era usado pela rainha e o lado esquerdo (o meu) era usado pelo rei. E tem trocentas antecâmaras, salas de chá e de música, pintura, porcelanas, jóias, bibliotecas e etc. A sala que eu mais gostei, claro, foi da prataria e das jóias ($_$). Infelizmente, ela morreu cedo, alguns anos depois da sua coroação e foi então que o rei nomeou o palácio em homenagem a ela. Quando o rei morreu, o filho deles, Frederich II (der Grosse) terminou de construir o palácio (não, a Charlotte nunca viu ele concluído). Outro lugar que gostei bastante foi o salão oval do andar térreo, onde os convidados eram recebidos e dava passagem para os jardins. Os jardins são no estilo francês e é bem bonito. Como falei pra Ju, eu gosto de flor, árvore e uma fonte, sempre fica bonito. Depois de quase 2 horas de tour pelo palácio, andamos pelos jardins. Não sentimos vontade de visitar os museus de Charlottenburg que ficam em frente ao palácio, porque já tinha sido o suficiente de história. Enfim, totalmente recomendo esse lugar! =D

Jardins do Palácio de Charlottenburg.

Já no começo da tarde decidimos ir até a Kurfürstendamm, que a mulher do hostel tinha dito que era a rua de compras. Errr, o problema é que podia até ser, mas não pro nosso caminhãozinho, porque só tinha lojas tipo Rolex, Praga, Chanel e essas coisas #bruneteaprova. A rua era a principal de Berlim Ocidental e até hoje continua como principal de Berlim Oeste, por isso das lojas. No final dela, fica a Igreja Memorial do Imperador Wilhelm, que se você procurar no google, é demais. Maaaaaaaaaaaas, estava em reformas. E não era uma reforma qualquer, era uma senhora reforma. Eles taparam tudo, não dava pra ver nada. Ódio =P. Tivemos que sair dali sem visitar o memorial, mas o prêmio de consolação da Ju foi achar uma escultura de metal na forma de uns laços, que ela dizia ser super famosa, mas que ninguém conhecia. 

O treco super famoso da Ju, com a suposta Igreja Memorial ao fundo =P

Ali perto também fica o Zoológio de Berlim, que é um dos maiores da Europa, mas ao ver o preço (21 €), a gente achou que era muito caro pra ver bicho e continuamos andando. O problema era: como a gente tinha feito muita coisa no segundo dia, não tinha sobrado mais nada pra esse dia, a não ser que quiséssemos ver museus, o que descartamos por ter gastado dinheiro demais já. Como a Ju é uma pessoa contraditória, passamos de novo na Alexanderplatz pra ela comprar um jogo numa das galerias lá perto e seguimos pro hostel, onde relaxamos das nossas caminhadas na piscina (que tava gelada) e na sauna. A noite fomos num restaurante perto do bar que tínhamos ido com a Marina e jantamos super bem, com direito a suco de maracujá, que me deixou mó feliz. Decidimos também ir mais cedo pra Praga, porque já tínhamos fechado Berlim, então dormimos cedo, apesar de um carinha no nosso quarto ter nos convidado pra sair...

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Resumo: Berlim te cativa mais pela história que possui desde os tempos prussianos até os da guerra fria. É mais barata que cidades como Paris ou Londres, mas também não possui a beleza ou majestade delas. Além disso, a cidade é super alternativa e parece que leva as coisas no próprio ritmo...
O que gostei em Berlim: o fator cultural e histórico da cidade e de apesar de ser uma cidade grande, ser relativamente fácil de andar e visitar as coisas.
O que não gostei: das obras infinitas e do alternativismo excessivo.
Se tivesse mais dinheiro e tempo: iria até Postdam e visitaria o Palácio Sanssouci.
Berlim é a cara: do Rafa Legal.

Loucuras de férias - Dia 02 - Berlim

O segundo dia começou cedinho, na esperança que fossemos demorar muito tempo pra conhecer a cidade. Depois de pagar super caro no café da manhã do hostel, que era super bom, pegamos o trem pra Alexanderplatz de novo, pra ver o relógio mundial, que tínhamos nos esquecido de ver e dona Ju fazia questão. Demorei um pouco pra me tocar como funcionava aquele relógio =P. Passamos pela torre de novo, pela praça com as flores e as fontes e andamos até a Berliner Dom, dessa vez pra entrar. Lá dentro é super bonito, a arquitetura é show, o altar é lindo. E subindo as escadas, chegamos no museu, onde conta a história da construção da catedral, com as maquetes e pinturas e tal. Bem legal. E subindo mais ainda, por um labirinto de escadas, chegamos até o topo da cúpula, de onde tínhamos uma visão panorâmica de Berlim, especialmente da torre e dos museus.

 Vista do Lustgarten, da Ilha dos Museus e do resto de Berlim...

Descendo todas as escadas e mais um pouco, chegamos à cripta, que segundo a minha mãe, é sinistra. Bem, lá tem padres, bispos e Kaisers (imperadores), é legal, mas a atmosfera é realmente estranha. Saímos rapidinho pra avenida e andamos entre os museus. Nessa hora, eu parei de andar porque tinha um carinha tocando o terceiro movimento de Inverno de Antonio Vivaldi #klaytonpira. O problema é que o carinha estava muito longe, senão ia lá e ficava o dia inteiro escutando ele tocar ao invés de conhecer as coisas. Ainda bem que a Ju me trouxe a realidade (ou na verdade foi uma criança que estava tocando horrivelmente um saxofone?). Anyway, andamos pelos museus pensando se íamos entrar neles, mas depois de verificar o que tinha em cada um e ver as filas gigantes, desistimos e fomos de volta à Unter den Linden (cheia de obras) até chegar ao portão de Brandeburgo. Na verdade, a intenção era conhecer o Bundestag (parlamento alemão), mas pelo jeito só se pode entrar lá com visita pré-marcada, então ficamos só nas fotos na frente mesmo =/.

Eu na frente do Parlamento Alemão, pena que não dava pra entrar...

Dali, o Tiergarten fica a um passo, então caminhamos até lá. Se você conhece ou olhar no google, sabe (vai saber) como é grande essa parada. Foi bom, porque estava quente e ficamos andando debaixo das árvores, mas pelo jeito só tinha isso (nem flores, nem pessoas). Atravessando o labirinto que era o parque, chegamos à coluna da vitória. Até percebemos que estávamos no lado contrário dela, mas o empenho de ir até o outro lado era muito grande, então voltamos por dentro do parque até chegar no jardim de rosas. Que estava em obras! (raiva desses alemães obreiros viu). Do lado tinha um rio, e nele um cachorro nadando atrás do graveto que o dono tinha jogado. Fiquei babando, quem dera a minha fizesse isso. Ou melhor, quem dera no Brasil tivesse rios pra fazer isso com os cachorros... aliás, que saudade da minha cachorra =(.

Siegessäule, a Coluna da Vitória.

Enfim, continuamos andando e parando de vez em quando, porque a gente cansava, tava muito quente e entrava pedrinhas demais no meu tênis. Até a gente conseguir sair do  Tiergarten (demos inúmeras voltas), foram quase 2 horas andando. O lugar era bem bonito, mas estava bem vazio. Esperava ver ele cheio de gente aproveitando o sol. Depois alguém me explicou que estava cheio, mas que o parque é tão grande, que parece vazio, o que faz muito sentido. Quando finalmente saímos, estávamos perto do Kulturforum e da Philarmonie. Tirei umas fotos de lá e do museu de instrumentos musicais #elisepira, mas como a Ju tinha marcado de encontrar uma amiga dela, acabamos andando até a Postdamer Platz, que era ali perto. Enquanto esperávamos, aproveitei pra comer uma torta de ricota com chocolate. Mega bom, tava com saudade desse tipo de gordices. Sabe como é, na Bélgica só tem batata frita, chocolate, waffle e cerveja, você sente falta esse tipo de gordices (ô dó).

Depois de bater um papo com a Nilda, que a Ju tinha conhecido quando veio trabalhar na Alemanha uns anos atrás, fomos seguindo a marcação do Muro de Berlim, até chegar à Topografia do Terror. O que esse lugar traz? Muita história. Do começo da segunda guerra  mundial. Na verdade, de antes, de quando e como Hitler assumiu o poder e os nazistas torturavam as pessoas, especialmente os judeus. Se você gosta de história, aqui é uma parada! Quando acabamos de ler e ver as fotos, continuamos seguindo o muro até o Checkpoint Charlie (de novo) e compramos nossos souvenires por ali. Ali perto também fica o museu dos Judeus, mas não me senti confortável pra visitar (questão de opinião). Pegando um metrô, chegamos na East Side Gallery, que é onde tem o maior pedaço do muro contínuo (ou quase) e foi todo transformado em algo artístico. É bem legal. Aliás, a Nilda tinha nos contado que estão tentando derrubar o muro pra construir coisas e que teve vários protestos em Berlim contra isso, mas fazer o que, capitalismo é isso =P.

Topografia do Terror - A história do Nazismo

East Side Gallery - O muro de Berlim

Como o nosso hostel era do lado da East Side Gallery, deixamos nossas coisas lá e fomos almojantar (porque tá funcionando a base de duas refeições agora). Tinha uma rua ali perto com restaurantes típicos de todos os lugares: chineses, japoneses, indianos, paquistaneses, vietnamitas, italianos, libaneses e tal, mas é claro que não tinha um alemão ou brasileiro. Sacanagem. Quando finalmente desistimos, optamos por um macarrão mesmo que estava mó bom. A noite, saímos com outra amiga da Ju, a Marina, que era super gente boa e conhecia os points haha. Berlim é muito alternativa. Muito. Tem pessoa estranha pra tudo quanto é gosto. Dentre os vários bares, biergartens e restaurantes, paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e conversar. Só não pudemos ficar muito, porque a Marina precisava estudar e a gente já estava cansado de tanta coisa que fizemos.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Loucuras de férias - Dia 01 - Berlim

Começa aqui o relato das minhas férias de Julho. Primeiramente pra quem não sabe, eu e a Ju compramos um Global Pass (na verdade Europe Pass né) por um mês inteiro, com a intenção de desbravar países. Saiu uma facada, mas pelo número de países que planejamos visitar, era inviável ir de avião. E também ficou bem corrido, mas foi o jeito.

Pra começar, eu comprei pilhas novas, porque as que meu pai comprou em Barcelona não duravam nada e eu sempre ficava na mão quando tava tirando foto pelas viagens que fiz. Como de costume, arrumei minha mala na noite antes da viagem, enquanto jogava as últimas partidas de Dota. Já as 5 da manhã, tava vestido pra passear, e tinha comido tudo que tinha em casa: um biscoito (um!). Deixei minha bike na garagem da prefeitura de Leuven, onde ficará até o fim do mês =´( e esperei a dona Ju na plataforma para pegarmos o trem pra Bruxelas. Até aí foi o de sempre, caminho da roça, como a gente fala.

Ao chegar em Bruxelas Midi/Zuid, achamos fácil o nosso trem ICE (que emoção, eu pensava) pra Köhl, e tava relativamente cedo ainda, mas não sabíamos como funcionava o esquema de reserva, então sentamos nos primeiros bancos vazios que achamos. O trem devia sair as 6h25, mas já saiu com 10 min de atraso (Bruxelas, vou te contar hein) e já em Bruxelas Norte (que eu não sabia que parava), já tivemos que sair da onde estávamos porque os lugares estavam reservados (daí que entendemos as letrinhas nuns mini-painéis) e vagamos pelo trem até achar outros lugares, sem nomes há. Primeiro que achei o trem super devagar, como todos os outros na Bélgica, mas eu lembrei que o Gui tinha falado que na Bélgica eles não eram muito rápidos, então pensei que tava tudo bem. Ao passar por Leuven, mais uma surpresa: nosso Global Pass não valia na Bélgica, nem nos trens internacionais. Ao sermos ameaçados de levar um pé na bunda em Liège, desembolsamos 30 euros pra chegarmos até Aachen, na Alemanha, de onde o nosso passe valia. #facada

Depois de passar pela bela paisagem da Valônia, onde o trem atrasou mais uns 20-30 minutos (êêê Valônia), chegamos na Alemanha, onde o trem ficou parado por 1 h!!!. Fora essa revolta, o trem continuava devagar e é claro, perdemos por quase 2 h (êêê Valônia, digo, Alemanha) nossa conexão em Köln. Ok, esperamos uns 25 min até o próximo ICE para Berlim chegar e entramos nele, com a previsão pra chegar as 15h19. O trem marcava 140 km/h, o que eu achava super devagar, dormimos infintamente. Aliás, o trem conseguiu atrasar mais 1h (¬¬’) até Berlim e chegamos na Hauptbanhof quase as 5 da tarde. Com eu a Ju perdidos, pedimos informação para um policial da estação mesmo e ele não falava inglês. Há, nada como eu treinar meu super alemão (ein, zwei, drei...)! Ainda perdidos, demoramos um tempão até chegar no hostel, que era muito grande e legal. Só trocamos de roupa e zarpamos pra Alexanderplatz.

Lá, a gente esbanjou fotos pra todo o lado. Com a Fernsehturm, com as fontes, com a igreja e tal. E tava parcialmente nublado e quente, o que tava bom demais, pra quem tava usando blusa na Bélgica até alguns dias antes. Andamos um pouco passando pela Berliner Dom, Lustgarten e os museus na Museuminsel, mas não entramos em nada porque tava tarde. Nesse ponto já tinha achado que Berlim tava muito cheia de obras, porque tudo tava em reforma e em todas as fotos tinha um andaime ou guindaste (aff). Mas isso foi até entrar na Unter den Linden, onde era um canteiro de obra só. Nada daquela avenida linda que imaginei, só obras =/ . O jeito foi andar como não quer nada até o Brandenburger Tor, que pra variar tava cheio de gente, mas conseguimos tirar umas fotinhas. Aliás, decepção a parte, esperava um portão bem maior hein! Berlim não tem nada de imponente...

Fernsehturm - a torre mais alta de Berlim

Berliner Dom. Detalhe pra foto super reta da Ju... mas não posso falar muito =P

Portão de Brandeburgo, o principal ponto turístico de Berlim


A seguir, andamos pela FriedrichStraße até o Checkpoint Charlie e comemos algo por ali porque estávamos azul de fome (já eram quase 8 da noite e eu não tinha comido nada desde o biscoito as 5 da manhã). Andando por ali, passando pelo Bundesrat, chegamos na Postdam Platz. Esse lugar é uma bagunça só, e onde tem os prédios bacanas, mas o mais interessante são os pedaços do muro de Berlim que ficam ali. Foi só nessa hora que a Julia e eu percebemos que nas ruas de Berlim tinha as marcações de onde era o muro (duh!). E seguindo o “muro”, passando pelo lado do Tiergarten, chegamos ao Memorial do Holocausto Judeu. É incrível como lugar é bonito, embora passe uma imagem muito triste, claro. E ali perto, há, já tava o portão de Brandeburgo de novo, com o Reichstag/Bundestag atrás. É legal quando eu encontro os lugares que eu estudei quando fazia línguas (tipo os lugares de Paris). Esse lugar tem muita história, se você se interessar em ler a historia alemã, especialmente na época das guerras. Tava tudo muito legal, mas além de ser mais de 10 da noite (apesar de estar semi claro ainda), uma tempestade se aproximava então eu e a Ju tivemos que pegar o metro mais próximo pro hostel.



 Postdamer Platz e o Muro de Berlim

Memorial ao Holocausto dos Judeus - isso tem umas partes mais altas do que parece.

Portão de Brandeburgo com o Bundestag atrás.


to be continued...