quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Férias!!!

    Férias.
    s.f.pl. Tempo durante o qual não funcionam as aulas, etc. Época de repouso. A mudança da rotina cotidiana que ajuda a restaurar o corpo, a mente e a disposição das pessoas.
    Ô palavra boa! Finalmente to de férias, que alegria!
    Minhas provas em geral foram daquelas que tenho que torcer pra passar. Enquanto eu acho que passo em Water Technology, porque tinha um trabalho (que eu e Gabi fizemos juntos e o Bart adorou), outras matérias como Wastewater, Advanced Separation, Management Challenges, Safety Engineering, Innovation Management e principalmente Air Pollution eu to na esperança de passar com 10 (não, não é bom, pois a nota máxima é 20, mas to pedindo muito pra passar pelo menos =P). Como disse antes, as provas foram orais (com exceção de Innovation) e só tenho 1 chance, porque a final é só em Agosto/Setembro, ou seja, no way. O mais engraçado das provas era o humor do Bart, já que fiz 4 provas orais com ele. Espero que além das piadinhas, ele me de notas boas. Pra ajudar meu desempenho nos estudos e, consequentemente, nas provas, tive que me mudar e limpar meu quarto no último final de semana e ainda tava nevando (Y). Por enquanto to morando no hostel 03.19, mas me mudarei para meu quarto definitivo dia primeiro de fevereiro, mas agora tá o maior calor (12°C), só que chovendo como só se chove em Leuven... Enfim, se passei ou não nas provas, o importante é que terminei de fazê-las. Ôôô felicidade.
    Pra comemorar o final das provas, o Rafa Legal e eu decidimos destravar algumas badges no Untappd, bebendo 12 cervejas cada um #challengeaccepted. Então depois da prova de Innovation ontem, a gente foi comprar o engradado de Stella Artois (não pensou que seriam 12 trapistas né? gosto da minha vida...). Depois, o Rafa me apresentou um lugar muito bacana vegan. Lugar massa hein, deu vontade de experimentar tudo lá, mas me contentei com o hambúrguer que era o mais barato mesmo (e uns "filés" de soja). De estômago cheio, pegamos os computadores, controles e tentamos angariar pessoas para a noite, mas tanto a Geruza (justificado) quanto o Gui (fraco), que haviam dando suas palavras, deram pra trás. Shame on him. C'est dommage.
     Começamos a beber as 10 da noite. A primeira de muitas. Logo logo, o Rafa me desafiou para uma partida de Mario Kart do Gamecube no meu note. Há, muito fácil. Me deixou feliz, porque geralmente só perco pro meu irmão, devido aos cheats dele. Foi quando a Tati chegou, com uma amiga dela da FAU. E como ver a Tati é um evento muito raro, tipo fazer sol na Bélgica, fomos socializar com ela. Entre os vinhos delas e as cervejas nossas, daqui a pouco o Rafa e a Gabi somem, e quando eu descubro eles tão jogando Mario Kart do SNES. E Gabi dando uma surra no Rafa viu. Claro que todo mundo riu. Depois eu joguei contra Gabi. Apesar de ter ido bem melhor que o Rafa, Gabi também ganhou de mim. Claro que todo mundo riu². O Rafa ainda tentou desafiá-la para um battle, mas perdeu. E acham que ganhei dela no battle? Pas du tout. A menina é viciada mesmo (e não quer admitir). O jeito foi beber mais.
    Com Gabi subindo pra dormir, já que tinha prova, eu, o Rafa Legal e a Julia jogamos um pouco de Mario Party 6. Não foi dificil o Rafa ganhar o jogo com ele ganhando todos os mini-games (todos, hein Willian) e roubando casas e moedas da pobre Julia #mariopartydestroiamizades. Após isso, a gente deu uma pausa nos jogos, e o ritmo de cervejas diminuiu, porque tava indo meio rápido e tínhamos que beber pelo menos 5 de manhã, pra destravar outra badge também. Nessa hora todo mundo do Brasil começou a dormir também, e o tempo passou muito devagar. Sono. Droga. Mas a gente não ia se dar por vencido. Daqui a pouco tava a Julia descendo pra dormir no sofá, mas tudo bem, já que eu não ia dormir mesmo. Tentamos jogar New Super Mario Bros., mas não tava dando certo com os controles (nessas horas que um irmão mais novo viciado faz falta). Então acabamos trocando pra Super Smash Bros Braw e ficamos jogando no modo adventure até as 6 da manhã.
    Uhu, depois disso foi focar em beber as últimas 5 cervejas. Pra isso, sem games, só ver videos idiotas no youtube. Nunca fui de desperdiçar meu tempo olhando esse tipo de coisas no youtube, mas como to de férias né... Nesse meio tempo a Elise desceu e foi fazer a última prova dela e a Júlia saiu do sofá e foi pra cima. E finalmente, brindamos e tomamos a 12ª bera às 8 da manhã. Depois de agradecer ao Rafa Legal pela noite, caí de uma vez no sofá e dormi como uma pedra até ser interrompido ao meio dia pelo Gui e prosseguir com a vida. #gonnakillhim


Troféus pós-provas

    Minhas férias vão durar só 1 semana (e meia) teoricamente, mas vou dar uma extension nelas devido ao fato que meus pais vem me visitar. Estou muito ansioso mesmo pra isso, contando os dias... Enquanto isso, vou aproveitar o tempo pra escrever novamente no blog, para continuar escrevendo o roteiro das Batatas da Vida (próximo sucesso da Globo), ver minha viagem pro Marrocos com o Rodrigo, Gabi, Camilla e Rafa Rafa, etc. Como estou de bom humor, férias é muito bom! =)

domingo, 20 de janeiro de 2013

E no meio das provas...

    ... resolvi arranjar um tempo pra escrever um pouco.
    Não, não tá fácil. Ao contrário, tá tenso. As provas (que pra mim são 7) são orais e são sobre o conteúdo do semestre inteiro (aulas em slide).  Os belgas fazem a prova de terno (e as belgas de roupa formal também), mas eu (e notei que os outros intercambistas também) não, porque claro, além de ser contra esse sistema, não tenho dinheiro pra ficar comprando terno por aí. E é aquela coisa, tudo ou nada, se você não passar, tá de exame (mas o bendito exame é em setembro, altura em que, espero eu, já esteja no meu Brasil). Mas, "O sistema é mal, mas minha turma é legal", já dizia Legião Urbana. Pior que na iminência da eliminação da Gabriela do Big Brother Leuven, a gente não pode aproveitar direito o tempo por causa dessas provas (e depois só tem 1 semana de férias até o próximo semestre começar, absurdo). Por isso, eu criei uma página com o pessoal. Tem coisas sobre eles que eu ainda não sei, ou não analisei direito. Espero conhece-los mais num futuro próximo... e bora voltar pros estudos!

domingo, 6 de janeiro de 2013

Diário de uma aventura de Ano Novo - Prefácio

    Só explicando como funciona este post. É um diário de como foi minha viagem de Ano Novo na Europa com a Lorena e a Ana. Eu postei ele de trás pra frente, ou seja, vai começar em 1 até o 10. Depois desse post vai demorar pra escrever outro devido às provas. Um ótimo 2013 a todos!
      =)

Diário de uma aventura de Ano Novo - Prólogo

    Bem, o começar de uma história é difícil. Mas isto não é uma história! haha.
    O que vem antes do Ano Novo? O Natal. Se você quiser ler uma versão melodramática de como passei o Natal, é só acompanhar aqui.
    Pra resumir, a Lorena e a Ana vieram de Toulouse até Leuven pra passar o Natal aqui. Deu uma confusão com aeroportos, porque achei que elas vinham de Ryanair e elas vieram de Easy-Jet, parando em outro aeroporto haha. Mas tudo deu certo. A gente ficou hospedado no hostel 03.19 na Minderbroederstraat em Leuven. Não é bem um Wombats Budapest, mas o custo benefício foi bom rsrs.
    No dia 24, levei as meninas pra conhecer Bruxelas. Fomos no Atomium, na Grand Place e no Manneken Piss. E a noite fizemos uma ceia no hostel. Tava eu, as meninas, a Gabi, o Rodrigo, o Rafa Legal, o Matheux e sua namorada, uma brasileira que conhecemos no dia (Adriana) e a Julia que acabou perdendo o ônibus pra Paris por causa de uma confusão com a Eurolines. Depois de comer, ficamos jogando aquele jogo do papel na testa e depois o de lógica. A gente parou quando a Julia mostrou que não sabia brincar porque inventou uma lógia que tinha holandês no meio. E tá, ja era umas 5 da manhã haha.
    O dia 25 foi o dia da preguiça, porque acordamos 1 e pouco da tarde pra tomar café-da-manhã! A gente só ficou fazendo nada o dia inteiro. Ta, eu fiquei arrumando minhas coisas pra viagem. O pior é que ao invés de dormir cedo, eu e Gabi começamos a escrever uma novela (próximo sucesso da globo) e acabei dormindo bem tarde (e pensando no roteiro da novela ainda...)

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 1

    O dia amanheceu com eu saltando do sofá (melhor cama do hostel) com um toque "Oh baby, baby... oh baby, baby". Sim, da Britney #laisadora. Não, não era meu. Era da Lorena. E ela demorou pra levantar, porque ficou tocando um monte haha. A essa hora, a Ana já tava acordada e a Gabi ainda tava na cama. A gente levantou, tomou um café-da-manhã susse, pegamos nossas coisas e zarpamos rumo ao desconhecido. O detalhe é que na metade do caminho percebi que tava esquecendo uma coisa básica: minha carteira! E dá-lhe ligar pra Gabi e pedir pra ela voltar pra pegar a carteira pra mim. 
    Claro que perdemos o trem que queríamos, mas nós estávamos bem adiantados, então ainda não ficamos desesperados. Depois que Gabi chegou na estação (ela tava indo pra Dinant), fomos pegar o próximo trem pra Bruxelas, que descobrimos estar atrasado #leidemurphy. Tudo bem, tudo bem, ele chegou e fomos tranquilo pra Bruxelas. Especialmente porque o guardinha não passou e eu tinha esquecido de completar o go pass pra nós três (sério, eu ainda tava dormindo pelo jeito). Mas ao chegar em Bruxelas Central a gente desceu e eu completei. Já na plataforma, esperando o trem pra Charleroi, tinha dado o horário do trem e o bendito não tava lá. O mais estranho é que não avisava nenhum atraso e nem mudança de plataforma. Até que e a Ana diz "Olha, o que é aquele trem lá atrás?" Aaah, corre trombadinha! E dá-lhe a guardinha brigando com a gente pra entrarmos logo no trem. O pior é que com a correria a gente nem tinha certeza que era o trem certo, mas era tudo ou nada haha.
    Bem, o trem tava certo e de Charleroi-Sud pegamos o ônibus até o aeroporto como de costume (pra mim). E lá foi susse. Até o raio-x. Porque a anta aqui esqueceu de tirar a carteira do bolso (aah carteira ><). E o negócio apitou. Daí eu pedi desculpas pro segurança e falei que tinha esquecido da carteira. Ele pegou ela e passou pelo raio-x e só verificou mesmo que eu não tinha mais nada de metal e deixou eu passar normal (vantagens de falar francês haha). Mas não parou aí. A minha mala (e a das meninas) não passou no raio-x e eles pediram pra abrir. Sério. Já é difícil arrumar a mala, pra caber e ficar no tamanho Ryanair e eles ainda fazem isso. E é claro que não tinha nada, e eles deixaram super bagunçados. Mas fora esses contratempos, subimos finalmente no avião pra Inglaterra. O voo saia 13h05 de Charleroi e chegava as 13h35 em Manchester. O que? Só meia hora de voo? Nããão. A gente tinha esquecido que a Inglaterra está um fuso antes, então acabamos ganhando uma hora indo pra lá.
     Ao chegar na Inglaterra, eu tava achando o máximo por estar na terra da Agatha Christie e J.K., duas das minhas escritoras favoritas. Isso foi até chegarmos na imigração, onde ficamos mais de 1h na fila e ainda tivemos que responder um super-questionário pra entrarmos de fato na Inglaterra. E ainda tivemos que comprar libras depois. Eu ainda fico pensando porque a Inglaterra faz parte da União Européia, mas tudo bem. Depois de mais uma hora andando no aeroporto, procurando os trens pra cidade, descobrimos que era feriado na Inglaterra (26 de dezembro, Boxing day) e os trens não funcionavam. Pracabá mesmo! O jeito foi pegar um ônibus mesmo. E era assustador no começo ver ele andando na contra-mão. Tá, mão inglesa.  Sério, eles são de outro planeta. O motorista foi super grosso com a gente, e não avisou onde poderíamos ter decido, então tivemos que descer na Piccadilly mesmo e aproveitar pra almoçar, porque já era 4 da tarde. A primeira pessoas que encontramos no burguer king? Um brasileiro. Alô Brasil!
    O que a gente descobriu é que os britânicos não conhecem seu próprio país, ou cidade. Ninguém sabia como chegar no bairro Castlefield (que depois mais tarde descobrimos ser perto e fácil de chegar da Piccadilly). Então tivemos que pegar um táxi mesmo até a Potato Wharf #rialto. Ao descer do táxi, tínhamos uma escolha: as luzes ou as trevas. Claro que a gente foi procurar o hostel do lado escuro. Ideia de Jerico, como diz minha mãe. O Young Hostel tinha até plaquinha indicando como chegar nele e era do lado da luz. Chegando la, fizemos o check-in, deixamos as tralhas e fomos andar na cidade.
    Se você procurar por Manchester na Wikipedia, vai descobrir que a cidade tem mais de 400 mil habitantes. Porém, foi super fácil de andar lá, parecia um ovo. E é claro, turista tem que tirar foto na primeira cabine telefônica que acha rs.
Daria um bom filme de terror, não?

    A cidade tava enfeitada pro Natal ainda, mas o que bomba mais lá são as lojas. O problema era que 5 da tarde lá já tava super escuro. Não dava pra tirar uma foto decente, que não parece uma cidade mal-assombrada.
Continuação do filme de terror

    E não é que andando um pouquinho chegamos na bendita Piccadilly de novo? E a galera não sabia onde era Castlefield. Sério... A gente ainda ficou brabo com uma máquina de água e refris, porque ela tinha travado com algum refri (imagina a raiva de quem tinha pago por ele) e daí não dava pra pegar água. Mas achamos um mercado aberto e compramos. Começando a ficar tarde pensamos que o melhor seria um banho quente no hostel. No caminho, tinha um bar, com um segurança angolano, e aproveitei pra experimentar umas cervejas inglesas. Mas eram ruins na minha opinião (do estilo bitter). E quando chegamos no hostel? A luz tinha acabado! Tava tudo com luz de velas. Funny. Só que não. E meu banho? Felizmente, a Lore tomou no escuro e descobriu que o chuveiro aquecia. Pelo menos isso rs. Pior ainda, as tomadas inglesas são diferentes e não podia carregar meu celular. Raiva desse país não-civilizado viu. O melhor que podíamos fazer era combinar um horário pra acordar e ir dormir...

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 2

    O dia 27 começou com um senhor café-da-manhã inglês, com muito pão, queijo, ovos, bacon, linguiça, sério, quem consegue comer isso as 8 da manhã? Tínhamos planos de visitar o museu de ciência de Manchester que ficava perto do hostel, mas ele só abria as 10, então achamos melhor voltar, fazer o check-out, pegar nossas coisas e irmos pra Old Trafford no estádio do Manchester United. O legal é quando você desce na estação de tram de Old Trafford, você desce na frente do estádio. Será? Parece tão... xoxo... Ah tá, é um estádio de Criket e não do Manchester United haha. (mas parecia um estádio de futebol, anyway). Andando mais 1km, achamos ele, majestoso, o Manchester United Arena:
 Compare o tamanho pessoa-estádio

    Fomos na loja, claro, pra comprar algumas coisas, apesar de tudo ser muito caro (e em libras, o que torna as coisas mais caras ainda £_£). E não deu pra fazermos o tour dentro do estádio porque era caro demais. Triste. O jeito foi se contentar com fotos de fora mesmo e voltar pra Piccadilly pra procurar a rodoviária. A gente se perdeu um pouco porque os ingleses tem mania de colocar mapas na cidade, mas o lado de cima do mapa não aponta pro norte. Com um pouco de andada chegamos lá e compramos as passagens de ônibus pra Liverpool, que eu quase perdi pra variar. A viagem pra Liverpool foi tranquila. Tá, a gente dormiu a maior parte dela rs. Mas durou menos de 1 hora, ou seja, menos do que levo de Araucária pra Curitiba...
    Liverpool fica perto do mar, então venta pra caramba, então a gente desceu do ônibus já congelando, pior, a gente não sabia como pegar ônibus lá pro centro. Mas com um mapa descobrimos que dava pra andar (não muito, porque a Lore está com o joelho machucado). Ainda assim, andamos até a estação de trem pra deixamos nossas coisas no guarda-volumes, porque achamos que não valia a pena procurar o hostel pra fazer check-in, e bla-bla-bla e não vermos a cidade. O melhor foi que ao sair da estação, achamos um restaurante chinês com prato livre por 6,10£. Eu teria comido muito bem, se tivesse algo que comesse que não fosse batata. Então comi muita batata (e arroz).
    Com um pouco de informação, descobrimos o ônibus que ia pro estádio do Liverpool (especialmente porque na linha dizia "Esse ônibus vai para o estádio do Liverpool haha". Só que não sabíamos a distância até lá. E na apreensão, a hora que a Lore viu alguma coisa que ela dizia parecer um estádio, a gente desceu. Fail. Descemos no meio do nada em Everton. Pelo menos aproveitamos pra ter uma vista da cidade.
Vista de Liverpool e ao longe o mar com as dezenas de usinas eólicas, porque lá venta hein.

    Ao sair desse parque, vimos um cara saindo de um carro, deixando o carro ligado pra tirar fotos no parque. Ana diz: "Nossa, esse motorista deve confiar muito nas pessoas mesmo, deixar o carro assim". Lore diz: "É mesmo, se a gente quisesse, poderíamos pegar o carro. E aproveitar pra dirigir em mão inglesa". Ana diz: "Ops, então acho que não foi o motorista que desceu do carro". Hahahahaha. Fail². Depois disso, só esperando o ônibus e descermos no ponto certo né. Assim como a do Manchester United, a loja era cara e não deu pra eu comprar a Camisa 8 pro meu irmão, mas achei alguma coisa pra ele (o que será?). E assim, como no Manchester United, era um absurdo de caro pra fazer o tour no estádio. Então nos contentamos com o lado de fora de novo. (vale a pena lembrar que eu torço pro Manchester United =p)
We come not to play, they say. Quero ver...

    A volta pra Liverpool foi andar (devagar) pelas ruas, enfeitadas e cheia de gente e lojas #pedroadora. Até chegarmos na Albert Dock, onde pra variar tinha brasileiros. Alô Brasil! Depois de darmos uma volta por lá, retornamos pro guarda-volumes na estação e pegamos um ônibus pro aeroporto. Agora, nosso voo era as 6 da manhã e chegamos as 7 da noite do dia anterior lá. Isso ganha da noite que passei com a Geruza em Charleroi antes de Milão. Posso dizer que foi bem desconfortável a noite inteira, mas pelo menos tínhamos comprado um monte de besteira pra ficar comendo (e não comprar no aeroporto). A noite foi passando lentamente, com a gente se revezando pra dormir...

Diário de uma aventura de Ano Novo - Dia 3

    ... até que chegou a hora de fazermos nosso visa-check e embarcamos. Detalhe que pela primeira vez viajando de Ryanair eles verificaram o peso da bagagem e a Ana precisou colocar umas coisas na minha mala pra passar rsrs. Dormi legal no voo, tanto que só senti quando ele pousou, daí foi passar por uma imigração de volta pra UE.
    Dublin, Irlanda, terra civilizada (ou quase). Euros e pessoas simpáticas (Y), mas as tomadas ainda eram estranhas, deve ser coisa de ilha. A primeira coisa que você nota lá são coisas verdes. E o irlandês, que é bizarro e poucos falam. Não sei porque me lembra húngaro haha. Pegamos um ônibus pro centro e chegando lá pedimos informação de como pegar o Luas (que é o tram de lá). Chegamos razoavelmente fácil no hostel que o primo da Lore tinha indicado e deixamos nossas bagagens lá, porque era muito cedo pra fazer o check-in. Então fomos pro centro, na rua da agulha gigante (tá, não sei o nome)
Como não chamar a atenção com um negócio gigante desses?

    Depois de passar na loja de souvenires (muita coisa legal da Irlanda!) e de tomar um café-da-manhã/brunch, começamos o tour passando pelo banco da Irlanda e na Universidade de Dublin. Bem na frente tinha um cartaz do time de esgrima da faculdade. Esgrima... saudades já. Tiramos bastante fotos na Universidade, que era bem grandinha (mas não ganha do campus Heverlee da KULeuven) e acamos nos perdendo, então ao invés de sairmos onde queríamos, tivemos que voltar pro início e desistimos de visitar a estátua do Oscar Wilde, que afinal, era de Dublin. Ao invés disso seguimos reto pela "Rua XV" até chegar no parque de São Estevão. A Irlanda deve ser o único país europeu que ainda tem verde em pleno inverno, mas tudo parecia verde demais...
Verde até demais...

    Depois andamos até o Castelo de Dublin, onde minha câmera me trollou e acabou a bateria. Mas a Lore me ensinou a técnica do deixa-desligado-daí-liga-rapidinho-e-tira-uma-foto. E foi assim que consegui tirar as poucas fotos do dia. Passamos também pela Igreja Romana e pela Igreja de Saint Patrick, patrono da Irlanda, mas as duas tinha que pagar pra entrar (absurdo!). O jeito foi voltar pro hostel.
Igreja de St. Patrick

    Acabamos tirando uma soneca (até as 4 e pouco da tarde) e daí resolvemos ir no mercadinho do lado do hostel pra almoçar. Lá compramos comida pronta e pedimos pra aquecer. Não seria ruim se não tivesse tanta pimenta. Eu e a Lore tivemos que dividir um suco. Estou avisando já Geruza, não compre essas comidas na Irlanda, eles gostam de pimenta e não avisam. Depois dormimos mais um pouco e tomarmos banho, também joguei The Room que a Ana emprestou pra mim. Gostei muito do jogo, porque é no mesmo estilo de Machinarium, ou seja, puzzles. Adoro quebrar minha cabeça.
    À noite fomos no Temple Bar, que é o point de Dublin, cheio de pubs. Claro que que tive que provar umas cervejas irlandesas e até mesmo cheguei a gostar da Guinness, que antes não gostava. Mesmo tendo música ao vivo, achei os lugares bem caros. Aliás, a Irlanda é cara, mais que a Bélgica. Uma garrafa de água no mercado custa 2 euros e pouco o litro. Ainda assim, valeu muito a pena. E voltamos pro nosso hostel, onde tinha wi-fi (ó mundo civilizado, porque na Inglaterra não tinha).